Plataforma de Consulta Processual
Voltar para busca

2000505-50.2025.9.13.0004

Acao Penal Militar Procedimento OrdinarioDescumprimento de missãoAbandono de posto e de outros crimes em serviçoCrimes contra o Serviço Militar e o Dever MilitarDIREITO PENAL MILITAR
TJMMG1° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
28/05/2025
Valor da Causa
R$ 0,00
Orgao julgador
Juiz Titular da 4ª Auditoria - Criminal
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes

Publicado no DJEN - no dia 13/05/2026 - Refer. ao Evento: 91

13/05/2026, 02:45

12266 - Confirmada a intimação eletrônica - Refer. ao Evento: 92

12/05/2026, 13:44

PETIÇÃO PROTOCOLADA JUNTADA - Refer. ao Evento: 92

12/05/2026, 13:44

Disponibilizado no DJEN - no dia 12/05/2026 - Refer. ao Evento: 91

12/05/2026, 02:40

Publicacao/Comunicacao Intimação - Sentença SENTENÇA <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>A&ccedil;&atilde;o Penal Militar - Procedimento Ordin&aacute;rio N&ordm; 2000505-50.2025.9.13.0004/MG</b></section> <section><b><table><tr><td>R&Eacute;U</td><td>: FILIPE GONCALVES GOMES</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: TALITA QUEZIA DE ASSIS (OAB MG156691)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">SENTEN&Ccedil;A</p> </section> <section> <p><em>Vistos etc...</em></p> <p><em><em>1. RELAT&Oacute;RIO</em></em></p> <p>O Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Estado de Minas Gerais, no exerc&iacute;cio de suas atribui&ccedil;&otilde;es constitucionais e legais, ofereceu den&uacute;ncia em desfavor do Cb PM Filipe Gon&ccedil;alves Gomes, imputando-lhe a pr&aacute;tica, em tese, do crime previsto no art. 196 (descumprimento de miss&atilde;o) do C&oacute;digo Penal Militar, em raz&atilde;o de fatos ocorridos no dia 20 de fevereiro de 2024, na cidade de Governador Valadares/MG.</p> <p>Narra a den&uacute;ncia que, no turno compreendido entre as 19h do dia 19 e as 06h do dia 20 de fevereiro de 2024, o acusado, escalado para o patrulhamento ostensivo na Comunidade do Arcanha, em viatura sob seu comando de guarni&ccedil;&atilde;o, deixou de cumprir as miss&otilde;es previstas no cart&atilde;o-programa pelo per&iacute;odo de 3 (tr&ecirc;s) horas e 25 (vinte e cinco) minutos, durante os quais a viatura permaneceu estacionada nas depend&ecirc;ncias de um posto de combust&iacute;vel, em desconformidade com as determina&ccedil;&otilde;es operacionais recebidas.</p> <p>A den&uacute;ncia foi recebida, com determina&ccedil;&atilde;o de cita&ccedil;&atilde;o do acusado e regular processamento do feito.</p> <p>Durante a instru&ccedil;&atilde;o criminal, foram produzidas provas documentais, incluindo relat&oacute;rio de rastreamento por GPS da viatura, bem como colhida prova oral, com a inquiri&ccedil;&atilde;o de testemunhas de acusa&ccedil;&atilde;o e de defesa.</p> <p>O acusado foi regularmente interrogado, ocasi&atilde;o em que admitiu a perman&ecirc;ncia no posto de combust&iacute;vel al&eacute;m do tempo razo&aacute;vel, apresentando como justificativa condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de preexistente, doen&ccedil;a de fundo anorretal, documentada em laudo m&eacute;dico de maio de 2024, juntado nos autos.</p> <p>Encerrada a instru&ccedil;&atilde;o, abriu-se vista &agrave;s partes para fins dos arts. 427 e 428 do CPPM.</p> <p>Na sess&atilde;o de julgamento realizada em 26 de mar&ccedil;o de 2026, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, ap&oacute;s ampla exposi&ccedil;&atilde;o sobre a relev&acirc;ncia do cumprimento do cart&atilde;o-programa e a seriedade da miss&atilde;o operacional na Pol&iacute;cia Militar, requereu a absolvi&ccedil;&atilde;o do acusado, por atipicidade da conduta, em raz&atilde;o da aus&ecirc;ncia de provas em rela&ccedil;&atilde;o ao dolo, nos termos do art. 439, al&iacute;nea "b", do CPPM. Em r&eacute;plica, esclareceu que, embora postule a absolvi&ccedil;&atilde;o, houve preju&iacute;zo &agrave; Administra&ccedil;&atilde;o Militar e que as quest&otilde;es de sa&uacute;de do acusado demandavam pedido formal de afastamento junto &agrave; Junta de Sa&uacute;de competente.</p> <p>A defesa, por sua vez, requereu a absolvi&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m por atipicidade da conduta, em raz&atilde;o da aus&ecirc;ncia de dolo, nos termos do art. 439, al&iacute;nea "b", do CPPM. Subsidiariamente, pleiteou a absolvi&ccedil;&atilde;o por inexigibilidade de conduta diversa, nos termos do art. 439, al&iacute;nea "d", do CPPM. Sustentou, em s&iacute;ntese, que nenhuma testemunha afirmou haver insubordina&ccedil;&atilde;o ou des&iacute;dia do acusado, que o ponto base no posto de combust&iacute;vel era estrategicamente relevante naquele contexto operacional e que a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de do militar tornava inexig&iacute;vel conduta diversa, diante do constrangimento institucional que implicaria o reporte da enfermidade ao superior hier&aacute;rquico.</p> <p>Ap&oacute;s os debates, o Conselho Permanente de Justi&ccedil;a/PM, por maioria de 03 (tr&ecirc;s) votos a 02 (dois), decidiu pela condena&ccedil;&atilde;o do acusado, conforme os votos a seguir consignados:</p> <ul><li>Juiz de Direito, Dr. Andr&eacute; de Mour&atilde;o Motta, votou pela absolvi&ccedil;&atilde;o do acusado, por atipicidade da conduta, em raz&atilde;o da aus&ecirc;ncia de dolo, com fundamento no art. 439, al&iacute;nea "b", do CPPM (voto vencido);</li><li>Juiz Militar 2&ordm; Ten PM Paulo Fillipe Cordeiro Cruz votou pela condena&ccedil;&atilde;o, &agrave; pena de 06 (seis) meses de deten&ccedil;&atilde;o, em regime aberto, com concess&atilde;o de sursis;</li><li>Ju&iacute;za Militar 1&ordm; Ten PM Gabriela Jorge Ribeiro Pacheco Domingues votou pela condena&ccedil;&atilde;o, &agrave; pena de 06 (seis) meses de deten&ccedil;&atilde;o, em regime aberto, com concess&atilde;o de sursis;</li><li>Ju&iacute;za Militar Cap PM Michele Le&atilde;o Azevedo votou pela absolvi&ccedil;&atilde;o do acusado, por n&atilde;o existir prova suficiente para a condena&ccedil;&atilde;o, com fundamento no art. 439, al&iacute;nea "e", do CPPM (voto vencido);</li><li>Juiz Militar Maj PM Evaldo Almeida Brasileiro votou pela condena&ccedil;&atilde;o, reconhecendo a causa de aumento relativa ao exerc&iacute;cio de comando, nos termos do art. 196, &sect;2&ordm;, do CPM, &agrave; pena de 09 (nove) meses de deten&ccedil;&atilde;o, em regime aberto, com concess&atilde;o de sursis.</li></ul> <p>&Eacute; o Relat&oacute;rio, decidimos.</p> <p><em>2. FUNDAMENTA&Ccedil;&Atilde;O</em></p> <p>O Conselho Permanente de Justi&ccedil;a, por maioria, entendeu pela configura&ccedil;&atilde;o do crime de descumprimento de miss&atilde;o previsto no art. 196 do C&oacute;digo Penal Militar, cujo teor &eacute; o seguinte:</p> <p><em>"Art. 196. Deixar o militar de desempenhar a miss&atilde;o que lhe foi confiada:</em></p> <p><em>Pena &ndash; deten&ccedil;&atilde;o, de seis meses a dois anos, se o fato n&atilde;o constitui crime mais grave.</em></p> <p><strong>2.1 Materialidade e autoria</strong></p> <p>A materialidade do delito restou comprovada pelo conjunto probat&oacute;rio constante dos autos, especialmente pelos dados de rastreamento por GPS da viatura, que atestaram a perman&ecirc;ncia do ve&iacute;culo estacionado nas depend&ecirc;ncias do posto de combust&iacute;vel pelo per&iacute;odo de 3 (tr&ecirc;s) horas e 25 (vinte e cinco) minutos, em flagrante desconformidade com as miss&otilde;es previstas no cart&atilde;o-programa para o turno em quest&atilde;o.</p> <p>A autoria &eacute; igualmente incontroversa. O pr&oacute;prio acusado admitiu, em interrogat&oacute;rio, que permaneceu no posto de combust&iacute;vel por tempo superior ao razo&aacute;vel, apresentando como justificativa a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de que o acomete.</p> <p>N&atilde;o h&aacute;, portanto, diverg&ecirc;ncia quanto aos fatos em si, a controv&eacute;rsia reside exclusivamente na defini&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica da conduta e na presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia do elemento subjetivo do tipo.</p> <p><strong>2.2 Do elemento subjetivo &mdash; dolo e decis&atilde;o aut&ocirc;noma do acusado</strong></p> <p>A principal quest&atilde;o debatida em plen&aacute;rio girou em torno da exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de dolo na conduta do acusado.</p> <p>O Minist&eacute;rio P&uacute;blico, ao postular a absolvi&ccedil;&atilde;o, sustentou d&uacute;vida razo&aacute;vel sobre o dolo, em face da condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de apresentada. A defesa, na mesma linha, argumentou pela aus&ecirc;ncia de vontade consciente de descumprir a miss&atilde;o.</p> <p>O Conselho, contudo, por maioria, n&atilde;o acolheu essa interpreta&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Com efeito, o tipo penal do art. 196, do CPM n&atilde;o exige dolo espec&iacute;fico, bastando o dolo gen&eacute;rico, consistente na consci&ecirc;ncia e vontade de deixar de desempenhar a miss&atilde;o confiada.</p> <p>No caso concreto, o acusado, ao decidir permanecer no posto de combust&iacute;vel por 3 (tr&ecirc;s) horas e 25 (vinte e cinco) minutos sem comunicar o fato ao CPU (Comandante de Pelot&atilde;o em servi&ccedil;o), agiu de forma consciente e aut&ocirc;noma, assumindo o risco de descumprir as determina&ccedil;&otilde;es operacionais que lhe foram impostas.</p> <p>A prova oral foi elucidativa nesse ponto. A 1&ordf; Ten PM Gabriela Jorge Ribeiro Pacheco Domingues, ao fundamentar seu voto, destacou que o pr&oacute;prio acusado reconheceu n&atilde;o ter permanecido as tr&ecirc;s horas inteiras no banheiro, o que evidencia que a justificativa de sa&uacute;de n&atilde;o explica integralmente o per&iacute;odo de descumprimento. Se a necessidade fisiol&oacute;gica demandava, segundo o pr&oacute;prio r&eacute;u, em torno de uma hora, as mais de duas horas restantes n&atilde;o encontram amparo em qualquer causa excludente.</p> <p>O 2&ordm; Ten PM Paulo Fillipe Cordeiro Cruz, consignou que o militar, ao optar por n&atilde;o comunicar o CPU e por n&atilde;o retornar ao cumprimento do cart&atilde;o-programa assim que superada a necessidade imediata, decidiu por si pr&oacute;prio, assumindo conscientemente o risco de descumprir a miss&atilde;o que lhe fora confiada. Essa decis&atilde;o aut&ocirc;noma, desacompanhada de qualquer comunica&ccedil;&atilde;o ao superior respons&aacute;vel pelo turno, configura o elemento volitivo necess&aacute;rio ao tipo penal.</p> <p>O Maj PM Evaldo Almeida Brasileiro acrescentou que, ainda que se reconhe&ccedil;a o desconforto inerente &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, nenhum oficial teria se recusado a autorizar a perman&ecirc;ncia tempor&aacute;ria do militar no posto, caso devidamente comunicado. A omiss&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o ao CPU n&atilde;o foi acidental, foi uma escolha, e essa escolha, com as consequ&ecirc;ncias operacionais que dela decorreram, caracteriza o dolo exigido pelo tipo.</p> <p><strong>2.3 Da rejei&ccedil;&atilde;o da tese de inexigibilidade de conduta diversa</strong></p> <p>A defesa suscitou, subsidiariamente, a inexigibilidade de conduta diversa, argumentando que o estigma institucional em torno de quest&otilde;es de sa&uacute;de tornaria inexig&iacute;vel do acusado a comunica&ccedil;&atilde;o ao superior.</p> <p>O argumento n&atilde;o convenceu a maioria do CPJ/PM. Consoante observado pela Ju&iacute;za Militar 1&ordf; Ten PM Gabriela Jorge Ribeiro Pacheco Domingues, a comunica&ccedil;&atilde;o ao CPU n&atilde;o demandaria a exposi&ccedil;&atilde;o detalhada da enfermidade, bastaria informar a necessidade de breve paralisa&ccedil;&atilde;o por motivo de sa&uacute;de, o que qualquer oficial teria prontamente atendido.</p> <p>A Cap PM Michele Le&atilde;o Azevedo refor&ccedil;ou que a comunica&ccedil;&atilde;o ao CPU &eacute; pr&aacute;tica rotineira e absolutamente vi&aacute;vel, n&atilde;o havendo elementos nos autos que demonstrem que o acusado estava impossibilitado de adot&aacute;-la.</p> <p>Ademais, a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de era preexistente aos fatos, o laudo de maio de 2024 documenta uma condi&ccedil;&atilde;o que, segundo o pr&oacute;prio r&eacute;u, o acompanhava anteriormente. Tratando-se de enfermidade conhecida, cabia ao acusado adotar as provid&ecirc;ncias administrativas adequadas, seja buscando dispensa m&eacute;dica para o turno, seja comunicando previamente o superior. A op&ccedil;&atilde;o por simplesmente descumprir o cart&atilde;o-programa sem qualquer comunica&ccedil;&atilde;o configura conduta evit&aacute;vel, para a qual existia alternativa concretamente exig&iacute;vel.</p> <p><strong>2.4 Da relev&acirc;ncia do cart&atilde;o-programa e do preju&iacute;zo &agrave; Administra&ccedil;&atilde;o Militar</strong></p> <p>N&atilde;o se ignora que o turno policial &eacute; din&acirc;mico e que o cart&atilde;o-programa admite alguma flexibiliza&ccedil;&atilde;o diante de circunst&acirc;ncias supervenientes. Contudo, conforme amplamente debatido em plen&aacute;rio, essa flexibiliza&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e ci&ecirc;ncia do CPU.</p> <p>O cart&atilde;o-programa constitui o m&iacute;nimo operacional exig&iacute;vel, &eacute; o piso da atividade policial, n&atilde;o um conjunto de sugest&otilde;es.</p> <p>No caso dos autos, o acusado exercia fun&ccedil;&atilde;o de comando de guarni&ccedil;&atilde;o, o que lhe impunha responsabilidade ainda maior na condu&ccedil;&atilde;o do turno. A viatura permaneceu estacionada no fundo do posto, com sinalizadores desligados e sem condi&ccedil;&atilde;o de resposta imediata a qualquer ocorr&ecirc;ncia. O local previsto no cart&atilde;o-programa, a companhia, que ficava sem policiamento na madrugada, ficou descoberto durante todo o per&iacute;odo.</p> <p>Conforme destacado em plen&aacute;rio pelo Maj PM Evaldo Almeida Brasileiro, o cumprimento do cart&atilde;o-programa tem fundamento em estat&iacute;sticas criminais e decis&otilde;es tomadas na cadeia de comando por oficiais que alocam recursos operacionais escassos com base em evid&ecirc;ncias. Desqualificar esse planejamento por decis&atilde;o unilateral do executor equivale a esvaziar a pr&oacute;pria estrutura hier&aacute;rquica que sustenta o policiamento ostensivo.</p> <p><em>3. DISPOSITIVO</em></p> <p>Ap&oacute;s os debates em plen&aacute;rio, <strong>decidiu o Conselho Permanente de Justi&ccedil;a/PM, por maioria de 03 (tr&ecirc;s) votos a 02 (dois), condenar o r&eacute;u Cb PM Filipe Gon&ccedil;alves Gomes pela pr&aacute;tica do crime previsto no art. 196 do C&oacute;digo Penal Militar</strong>.</p> <p>Passo a fixar a pena, obedecendo-se ao crit&eacute;rio trif&aacute;sico, nos termos do art. 5&ordm;, inciso XLVI, da Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, e do art. 440 do CPPM.</p> <p>Na primeira fase - fixa&ccedil;&atilde;o da pena-base, levando-se em considera&ccedil;&atilde;o as circunst&acirc;ncias judiciais estabelecidas no art. 69 do CPM, assim foi avaliada a conduta do acusado:</p> <p><strong>a) Da gravidade do crime: </strong>a conduta &eacute; grave para a Administra&ccedil;&atilde;o e para a disciplina militar, comprometendo o planejamento operacional e o policiamento ostensivo, circunst&acirc;ncia que lhe &eacute; <strong>desfavor&aacute;vel</strong>;</p> <p><strong>b) Personalidade do r&eacute;u: </strong>nada a considerar;</p> <p><strong>c) A extens&atilde;o do dano: </strong>o descumprimento do cart&atilde;o-programa por per&iacute;odo de 3 (tr&ecirc;s) horas e 25 (vinte e cinco) minutos deixou &aacute;rea sem cobertura policial, circunst&acirc;ncia que lhe &eacute; <strong>desfavor&aacute;vel</strong>;</p> <p><strong>d) Dos meios empregados: </strong>nada a considerar;</p> <p><strong>e) Modo de execu&ccedil;&atilde;o: </strong>nada a considerar;</p> <p><strong>f) Os motivos determinantes do crime: </strong>nada a considerar;</p> <p><strong>g) O tempo do crime: </strong>nada a considerar;</p> <p><strong>h) O lugar do crime: </strong>nada a considerar;</p> <p><strong>i) Antecedentes do r&eacute;u: </strong>n&atilde;o h&aacute; condena&ccedil;&atilde;o anterior, circunst&acirc;ncia que lhe &eacute; <strong>favor&aacute;vel</strong>;</p> <p><strong>j) Arrependimento ap&oacute;s o crime: </strong>nada a considerar.</p> <p>Cotejando o conjunto das circunst&acirc;ncias judiciais, o CPJ/PM fixou a <strong>pena-base no m&iacute;nimo legal de 06 (seis) meses de deten&ccedil;&atilde;o</strong>, confira os votos:</p> <p>- Juiz de Direito &ndash; Dr. Andr&eacute; de Mour&atilde;o Motta: pela absolvi&ccedil;&atilde;o (voto vencido);</p> <p><strong>- Juiz Militar &ndash; 2&ordm; Ten PM Paulo Fillipe Cordeiro Cruz: 06 (seis) meses de deten&ccedil;&atilde;o;</strong></p> <p><strong>- Ju&iacute;za Militar &ndash; 1&ordm; Ten PM Gabriela Jorge Ribeiro Pacheco Domingues: 06 (seis) meses de deten&ccedil;&atilde;o;</strong></p> <p>- Ju&iacute;za Militar &ndash; Cap PM Michele Le&atilde;o Azevedo: pela absolvi&ccedil;&atilde;o (voto vencido);</p> <p><strong>- Juiz Militar &ndash; Maj PM Evaldo Almeida Brasileiro: 06 (seis) meses de deten&ccedil;&atilde;o.</strong></p> <p>Na segunda fase, o CPJ/PM n&atilde;o verificou a presen&ccedil;a de agravantes ou atenuantes aplic&aacute;veis &agrave; pena-base, confira os votos:</p> <p>- Juiz de Direito &ndash; Dr. Andr&eacute; de Mour&atilde;o Motta: pela absolvi&ccedil;&atilde;o (voto vencido);</p> <p><strong>- Juiz Militar &ndash; 2&ordm; Ten PM Paulo Fillipe Cordeiro Cruz: n&atilde;o reconheceu agravantes ou atenuantes;</strong></p> <p><strong>- Ju&iacute;za Militar &ndash; 1&ordm; Ten PM Gabriela Jorge Ribeiro Pacheco Domingues: n&atilde;o reconheceu agravantes ou atenuantes;</strong></p> <p>- Ju&iacute;za Militar &ndash; Cap PM Michele Le&atilde;o Azevedo: pela absolvi&ccedil;&atilde;o (voto vencido);</p> <p><strong>- Juiz Militar &ndash; Maj PM Evaldo Almeida Brasileiro: n&atilde;o reconheceu agravantes ou atenuantes na segunda fase.</strong></p> <p>Na terceira fase, o Maj PM Evaldo Almeida Brasileiro sustentou a aplica&ccedil;&atilde;o da causa de aumento prevista no art. 196, &sect;2&ordm;, do CPM (exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&atilde;o de comando) o que elevaria a pena a 09 (nove) meses de deten&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Contudo, os demais ju&iacute;zes condenantes, formando maioria pela manuten&ccedil;&atilde;o da pena no patamar de 06 (seis) meses de deten&ccedil;&atilde;o, confira os votos:</p> <p>- Juiz de Direito &ndash; Dr. Andr&eacute; de Mour&atilde;o Motta: pela absolvi&ccedil;&atilde;o (voto vencido);</p> <p><strong>- Juiz Militar &ndash; 2&ordm; Ten PM Paulo Fillipe Cordeiro Cruz: n&atilde;o reconheceu causa de aumento; pena final = 06 (seis) meses de deten&ccedil;&atilde;o;</strong></p> <p><strong>- Ju&iacute;za Militar &ndash; 1&ordm; Ten PM Gabriela Jorge Ribeiro Pacheco Domingues: n&atilde;o reconheceu causa de aumento; pena final = 06 (seis) meses de deten&ccedil;&atilde;o;</strong></p> <p>- Ju&iacute;za Militar &ndash; Cap PM Michele Le&atilde;o Azevedo: pela absolvi&ccedil;&atilde;o (voto vencido);</p> <p><strong>- Juiz Militar &ndash; Maj PM Evaldo Almeida Brasileiro: reconheceu causa de aumento do art. 196, &sect;2&ordm;, do CPM; pena final = 09 (nove) meses de deten&ccedil;&atilde;o.</strong></p> <p>Formando-se maioria em torno da pena de 06 (seis) meses, ficou fixada a <strong>pena definitiva em 06 (seis) meses de deten&ccedil;&atilde;o</strong>.</p> <p>Para o regime de cumprimento da pena, por analogia, aplica-se o disposto no C&oacute;digo Penal comum, fixando-se o <strong>REGIME ABERTO</strong>, nos termos do art. 33, &sect;1&ordm;, al&iacute;nea "c", do C&oacute;digo Penal.</p> <p>O CPJ/PM concedeu ao sentenciado o benef&iacute;cio do <strong>SURSIS</strong>, nos termos do art. 84 do CPM, diante do patamar da pena aplicada e das condi&ccedil;&otilde;es pessoais favor&aacute;veis do acusado.</p> <p>Determino a intima&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico e da defesa para que se manifestem acerca da eventual dispensa da audi&ecirc;ncia de leitura da senten&ccedil;a. Prazo: 5 (cinco) dias.</p> <p>Ap&oacute;s o tr&acirc;nsito em julgado, comunicar a condena&ccedil;&atilde;o ao Tribunal Regional Eleitoral.</p> <p>P.R.I. Cumpra-se.</p> <p>Belo Horizonte, 07 de maio de 2026.</p> <p> </p> <p>Juiz de Direito: Dr. Andr&eacute; de Mour&atilde;o Motta</p> <p>Juiz Militar: Maj PM Evaldo Almeida Brasileiro</p> <p>Ju&iacute;za Militar: Cap PM Michele Le&atilde;o Azevedo</p> <p>Ju&iacute;za Militar: 1&ordm; Ten PM Gabriela Jorge Ribeiro Pacheco Domingues</p> <p>Juiz Militar: 2&ordm; Ten PM Paulo Fillipe Cordeiro Cruz</p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

12/05/2026, 00:00

12265 - Expedida/certificada a intimação eletrônica

11/05/2026, 16:13

12265 - Expedida/certificada a intimação eletrônica

11/05/2026, 16:13

581 - Juntada de/116 - Documento

11/05/2026, 16:08

581 - Juntada de/118 - Sentença

11/05/2026, 16:08

Registro - Retificada a Autuação de Parte - Situação da parte FILIPE GONCALVES GOMES - Sentenciado

07/05/2026, 17:07

11010 - Proferido despacho de mero expediente

07/05/2026, 17:05

60 - Expedição de/107 - Certidão

06/04/2026, 15:06

581 - Juntada de/107 - Certidão de exclusão de advogado/procurador - MG167448

06/04/2026, 15:04

PETIÇÃO PROTOCOLADA JUNTADA

02/04/2026, 17:21

51 - Conclusos/36 - Para julgamento

26/03/2026, 19:12
Documentos
SENTENÇA
11/05/2026, 16:08
DESPACHO
07/05/2026, 17:05
ATA DE AUDIÊNCIA
26/03/2026, 18:57
ATA DE AUDIÊNCIA
26/03/2026, 18:11
ATO ORDINATÓRIO
13/02/2026, 13:25
DESPACHO
12/02/2026, 17:39
ATA DE AUDIÊNCIA
12/02/2026, 15:42
ATO ORDINATÓRIO
02/12/2025, 18:00
DESPACHO
23/10/2025, 15:42
DESPACHO
12/09/2025, 13:45
ATA DE AUDIÊNCIA
09/09/2025, 15:46
ATO ORDINATÓRIO
01/08/2025, 08:00
DESPACHO
31/07/2025, 21:59
ATO ORDINATÓRIO
17/06/2025, 11:50
ATA DE AUDIÊNCIA
12/06/2025, 17:56