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0000104-46.2024.8.27.2710

Procedimento Comum CívelContratos BancáriosEspécies de ContratosObrigaçõesDIREITO CIVIL
TJTO1° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
10/01/2024
Valor da Causa
R$ 21.372,80
Orgao julgador
Juízo da 1ª Vara de Augustinópolis
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes

Publicado no DJEN - no dia 15/05/2026 - Refer. aos Eventos: 70, 71

15/05/2026, 03:02

Disponibilizado no DJEN - no dia 14/05/2026 - Refer. aos Eventos: 70, 71

14/05/2026, 02:28

Publicacao/Comunicacao Intimação - Sentença SENTENÇA <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>Procedimento Comum C&iacute;vel N&ordm; 0000104-46.2024.8.27.2710/TO</b></section> <section><b><table><tr><td>AUTOR</td><td>: ANA LUCIA PEREIRA</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: ERNANDES RIBEIRO DE OLIVEIRA (OAB TO010351)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: ANDR&Eacute; LUIZ DE SOUSA LOPES (OAB TO006671)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: LINICKER PEREIRA SOUSA (OAB TO010101)</td></tr><tr><td>R&Eacute;U</td><td>: BRADESCO SEGUROS S/A</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: RENATO CHAGAS CORREA DA SILVA (OAB TO04867A)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">SENTEN&Ccedil;A</p> </section> <section> <p>1. RELAT&Oacute;RIO</p> <p>Cuida-se de A&Ccedil;&Atilde;O DECLARAT&Oacute;RIA DE INEXIST&Ecirc;NCIA DE RELA&Ccedil;&Atilde;O JUR&Iacute;DICA C/C REPETI&Ccedil;&Atilde;O DE IND&Eacute;BITO E INDENIZA&Ccedil;&Atilde;O POR DANOS MORAIS, na qual a parte autora alega desconto realizado na sua conta banc&aacute;ria relativo a um seguro n&atilde;o contratado, conforme narrado na inicial.</p> <p>Pede a devolu&ccedil;&atilde;o em dobro dos descontos, bem como o ressarcimento por dano moral.</p> <p>Regularmente citada, a parte requerida apresentou contesta&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Houve r&eacute;plica.</p> <p>Instadas a se manifestarem quanto a produ&ccedil;&atilde;o de novas provas, as partes pugnaram pelo julgamento antecipado da lide.</p> <p>&Eacute; o relat&oacute;rio. Decido.</p> <p>2. FUNDAMENTA&Ccedil;&Atilde;O</p> <p>De in&iacute;cio, esclare&ccedil;a-se ser desnecess&aacute;ria a produ&ccedil;&atilde;o de prova oral no presente caso.</p> <p>O processo comporta julgamento antecipado, nos termos do art. 355, inciso I, do C&oacute;digo de Processo Civil (CPC), uma vez que a mat&eacute;ria &eacute; de direito e de fato, n&atilde;o havendo necessidade de produ&ccedil;&atilde;o de novas provas em audi&ecirc;ncia.</p> <p><strong>Das Preliminares</strong></p> <p>Considerando a conclus&atilde;o pela improced&ecirc;ncia dos pedidos formulados na inicial, mostra-se desnecess&aacute;ria a an&aacute;lise das preliminares suscitadas pela parte r&eacute;, uma vez que seu eventual acolhimento n&atilde;o traria resultado pr&aacute;tico mais favor&aacute;vel ao demandado do que aquele j&aacute; alcan&ccedil;ado com o julgamento de m&eacute;rito em seu favor. Assim, em observ&acirc;ncia aos princ&iacute;pios da economia processual, celeridade e primazia da resolu&ccedil;&atilde;o do m&eacute;rito, deixa-se de apreciar as quest&otilde;es preliminares argu&iacute;das, nos termos do art. 488 do CPC, aplic&aacute;vel por analogia ao caso concreto.</p> <p>Passo a an&aacute;lise do m&eacute;rito.</p> <p><strong>Do M&eacute;rito </strong></p> <p>A discuss&atilde;o gira em torno de suposta inexist&ecirc;ncia de neg&oacute;cio jur&iacute;dico celebrado entre as partes que, segundo alegado, gerou dano moral.</p> <p>Ressalte-se que mesmo com a invers&atilde;o do &ocirc;nus da prova, nos termos do artigo 6&ordm;, inciso VIII, do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, h&aacute; a necessidade de demonstra&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima dos fatos elencados com a inicial para, somando ao conjunto probat&oacute;rio, ver acolhida a pretens&atilde;o indenizat&oacute;ria.</p> <p>Nesse sentido:</p> <p>EMENTA: APELA&Ccedil;&Atilde;O - A&Ccedil;&Atilde;O DECLARATORIA - CONTRATO FIRMADO POR TERCEIRO - AUS&Ecirc;NCIA DE VEROSSIMILHAN&Ccedil;A DAS ALEGA&Ccedil;&Otilde;ES - CDC - <strong>INVERS&Atilde;O DO &Ocirc;NUS PROBAT&Oacute;RIO QUE N&Atilde;O DISPENSA A PARTE AUTORA DE PRODUZIR PROVA M&Iacute;NIMA DO FATO CONSTITUTIVO DE SEU DIREITO, NOS TERMOS DO ART. 373, I, DO CPC</strong>. IMPROCEDENCIA QUE SE MANTEM. <strong>Em que pese seja a demanda regida pelas normas do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, aplicando-se, inclusive, o art. 6&ordm;, VIII, tal fato n&atilde;o dispensa a autora de produzir provas m&iacute;nimas do fato constitutivo de seu direito</strong>, nos termos do art. 373, I, do CPC, o que n&atilde;o ocorreu. (TJMG - Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel 1.0000.19.078762-2/001, Relator(a): Des.(a) Marcos Henrique Caldeira Brant, 16&ordf; C&Acirc;MARA C&Iacute;VEL, julgamento em 28/08/2019, publica&ccedil;&atilde;o da s&uacute;mula em 29/08/2019)</p> <p>No caso, a parte requerente apresentou extratos banc&aacute;rios, informando apenas <u>dois</u> descontos de R$ 10,40, supostamente realizado sem sua autoriza&ccedil;&atilde;o.</p> <p>De outro lado, o fato negativo de n&atilde;o ter a parte autora contratado aquela tarifa somente poderia ser afastado pelo requerido, o que se daria mediante a prova de um fato positivo, que pode ser atrav&eacute;s do contrato devidamente assinado ou, em caso de contrata&ccedil;&atilde;o oral, o &aacute;udio gravado informando a contrata&ccedil;&atilde;o.</p> <p>No caso, a parte requerida procedeu &agrave; juntada do contrato do seguro objeto da lide (<span><span>evento 46, OUT2</span></span>).</p> <p>Comparando a assinatura lan&ccedil;ada no contrato e a que consta do documento de identidade, <strong>n&atilde;o h&aacute; razo&aacute;vel suspeita de falsifica&ccedil;&atilde;o</strong> da assinatura que justificasse qualquer per&iacute;cia e poss&iacute;vel anula&ccedil;&atilde;o do ato.</p> <p>O contrato devidamente assinado afasta tanto o pedido de ressarcimento dos valores descontados, como tamb&eacute;m o pedido de dano moral, uma vez que o documento demonstra que a contrata&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; atendeu ao plano de exist&ecirc;ncia do neg&oacute;cio jur&iacute;dico questionado, mas tamb&eacute;m apresentou um neg&oacute;cio jur&iacute;dico PERFEITO e V&Aacute;LIDO, firmado dentro dos princ&iacute;pios da autonomia da vontade e do exerc&iacute;cio regular do direito de ambas as partes, <u>n&atilde;o havendo nada nos autos que justifique a sua anula&ccedil;&atilde;o</u>.</p> <p>Ademais, &eacute; princ&iacute;pio basilar do direito que a ningu&eacute;m &eacute; dado se beneficiar de sua pr&oacute;pria torpeza. Vale dizer: n&atilde;o seria razo&aacute;vel aceitar alega&ccedil;&atilde;o de suposto v&iacute;cio que contamina o ato, quando engendrado pela pr&oacute;pria parte.</p> <p>Segundo consagrado pela doutrina, ningu&eacute;m pode exercer uma posi&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica em contradi&ccedil;&atilde;o ao comportamento que assumiu anteriormente <em>(venire contra factum proprium). </em>No caso dos autos, v&ecirc;-se que o primeiro comportamento, o <em>factum</em> <em>proprium</em>, &eacute; contrariado pelo segundo. Instaura-se, assim, um flagrante paradoxo: a parte que celebra um neg&oacute;cio &ndash; e o reconhece como v&aacute;lido no momento da celebra&ccedil;&atilde;o &ndash; &eacute; a mesma que, depois, pleiteia sua nulidade para obter o que desembolsou em dobro cumulado com pretensos danos morais.</p> <p>Enfim, a prote&ccedil;&atilde;o conferida ao consumidor pelo CDC n&atilde;o desnatura os princ&iacute;pios da lei civil, sobretudo o da boa-f&eacute; objetiva, relacionada &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o do enriquecimento il&iacute;cito e &agrave; veda&ccedil;&atilde;o ao comportamento contradit&oacute;rio.</p> <p>3. DISPOSITIVO</p> <p><span>Ante o exposto, com fulcro no art. 487, I, do CPC, <strong>JULGO O PROCESSO EXTINTO COM JULGAMENTO DE M&Eacute;RITO E IMPROCEDENTES </strong>os pedidos contidos na peti&ccedil;&atilde;o inicial.</span></p> <p><span><strong>Condeno</strong> a parte autora ao pagamento das custas processuais e honor&aacute;rios advocat&iacute;cios, os quais fixo em 10% (dez por cento) do valor atualizado da causa, com fulcro no art. 85, &sect; 2&ordm;, do CPC. Todavia, suspendo a sua exigibilidade por ter o autor atuado sob o p&aacute;lio da justi&ccedil;a gratuita (art. 98 do CPC).</span></p> <p><strong>EM CASO DE INTERPOSI&Ccedil;&Atilde;O DE RECURSOS, CUMPRA OS SEGUINTES PROCEDIMENTOS:</strong></p> <p>1. Observar a contagem em dobro dos prazos para a Defensoria P&uacute;blica, a Advocacia P&uacute;blica e Procuradorias; </p> <p>2. Interposto embargos declara&ccedil;&atilde;o no prazo de at&eacute; 05 (cinco) dias &uacute;teis, certifique a an&aacute;lise do respectivo prazo, d&ecirc;-se vista pelo mesmo prazo ao embargado e, em seguida, remeta-se &agrave; conclus&atilde;o, n&atilde;o sujeitando a preparo, nos termos do arts. 1022 e 1023 do CPC; </p> <p>3. Caso seja interposto recurso de apela&ccedil;&atilde;o no prazo de 15 (quinze) dias &uacute;teis (Art. 1003, par&aacute;grafo 5 do CPC), intime a parte recorrida para em igual prazo contrarrazoar o recurso interposto (artigo 1010, par&aacute;grafo 1" do CPC); </p> <p>4. Cumprido o item anterior, remeta-se os autos &agrave; inst&acirc;ncia superior, independente de ju&iacute;zo de admissibilidade e novas conclus&otilde;es, nos termos do par&aacute;grafo 3&ordm; do Art. 1010 do CPC;</p> <p>N&atilde;o havendo recursos interpostos, certifique-se o tr&acirc;nsito em julgado, com men&ccedil;&atilde;o expressa da data da ocorr&ecirc;ncia (artigo 1.006 do cpc).</p> <p>Publique-se. Intimem-se. Cumpra-se.</p> <p>Augustin&oacute;polis-TO, data do sistema Eproc.</p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

14/05/2026, 00:00

Expedida/certificada a intimação eletrônica

13/05/2026, 17:37

Expedida/certificada a intimação eletrônica

13/05/2026, 17:37

Julgamento - Com Resolução do Mérito - Improcedência

13/05/2026, 16:55

Conclusão para julgamento

11/05/2026, 18:11

Decisão - Outras Decisões

08/05/2026, 22:40

Conclusão para decisão

07/05/2026, 16:29

Protocolizada Petição - Refer. ao Evento: 58

05/05/2026, 08:57

Protocolizada Petição - Refer. ao Evento: 59

30/04/2026, 15:28

Juntada de certidão - suspensão do prazo - Motivo: FERIADO NACIONAL em 01/05/2026

23/04/2026, 19:00

Juntada de certidão - cancelamento da suspensão de prazo - Motivo: FERIADO NACIONAL em 01/05/2026

10/04/2026, 11:58

Publicado no DJEN - no dia 09/04/2026 - Refer. aos Eventos: 58, 59

09/04/2026, 03:12

Disponibilizado no DJEN - no dia 08/04/2026 - Refer. aos Eventos: 58, 59

08/04/2026, 02:33
Documentos
SENTENÇA
13/05/2026, 16:55
DECISÃO/DESPACHO
08/05/2026, 22:40
DECISÃO/DESPACHO
07/04/2026, 21:26
ATO ORDINATÓRIO
06/03/2026, 21:40
ATO ORDINATÓRIO
06/03/2026, 21:24
ATO ORDINATÓRIO
28/01/2026, 16:23
DECISÃO/DESPACHO
28/01/2026, 13:00
DECISÃO/DESPACHO
29/09/2025, 14:22
DECISÃO/DESPACHO
22/09/2025, 14:31
DECISÃO/DESPACHO
31/08/2025, 17:57
ACÓRDÃO
05/08/2025, 21:41
DECISÃO/DESPACHO
10/01/2024, 17:08