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0001095-51.2022.8.27.2723
Recurso Inominado CívelPráticas AbusivasDIREITO DO CONSUMIDOR
TJTO1° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
12/05/2026
Valor da Causa
R$ 10.000,00
Orgao julgador
TERCEIRO GABINETE DA 2ª TURMA RECURSAL
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes
Remessa à TR - Órgão Julgador: 2JTUR3
12/05/2026, 14:55Lavrada Certidão
12/05/2026, 14:55Protocolizada Petição - Refer. ao Evento: 90
11/05/2026, 17:05Publicado no DJEN - no dia 30/04/2026 - Refer. ao Evento: 90
30/04/2026, 02:53Disponibilizado no DJEN - no dia 29/04/2026 - Refer. ao Evento: 90
29/04/2026, 02:19Publicacao/Comunicacao Intimação - Ato ordinatório ATO ORDINATÓRIO <!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01//EN" "http://www.w3.org/TR/html4/strict.dtd"><html lang="pt-br"><head><meta http-equiv="Pragma" content="no-cache" /><meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=iso-8859-1"/></head><style>body{ padding: 10px; font-family: Times New Roman; font-size:13pt }; #divHeader{ line-height:25px; margin-bottom:30px }; #divBody{ max-width:90%; text-align:justify }</style><body><div id="divHeader"><b>PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL Nº 0001095-51.2022.8.27.2723/TO<table border="0"><tr><td>RELATOR</td><td>: WELLINGTON MAGALHÃES</td></tr><tr><td>RÉU</td><td>: BANCO PAN S.A.</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: WILSON SALES BELCHIOR (OAB TO06279A)</td></tr></table></b></div><div id="divBody"><center><p>ATO ORDINATÓRIO</p></center> <p>Intimação realizada no sistema eproc.</p><p>O ato refere-se ao seguinte evento:</p><p>Evento 88 - 20/04/2026 - Protocolizada Petição RECURSO INOMINADO</p></div></body></html>
29/04/2026, 00:00Ato ordinatório praticado Documento encaminhado à disponibilização no Diário Eletrônico - no dia 29/04/2026 - Refer. ao Evento: 90
28/04/2026, 16:04Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Contrarrazões
28/04/2026, 15:20Decurso de Prazo - Refer. aos Eventos: 83 e 84
22/04/2026, 00:02Protocolizada Petição
20/04/2026, 21:26Juntada de certidão - suspensão do prazo - Motivo: FERIADO JUSTIÇA ESTADUAL em 20/04/2026
08/04/2026, 18:38Publicado no DJEN - no dia 06/04/2026 - Refer. aos Eventos: 83, 84
06/04/2026, 02:47Disponibilizado no DJEN - no dia 31/03/2026 - Refer. aos Eventos: 83, 84
31/03/2026, 02:31Publicacao/Comunicacao Intimação - Sentença SENTENÇA <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>Procedimento do Juizado Especial Cível Nº 0001095-51.2022.8.27.2723/TO</b></section> <section><b><table><tr><td>AUTOR</td><td>: ODALICE RIBEIRO</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: KELDA CARVALHO DE ARAÚJO (OAB TO010380)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: JANDER ARAÚJO RODRIGUES (OAB TO005574)</td></tr><tr><td>RÉU</td><td>: BANCO PAN S.A.</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: WILSON SALES BELCHIOR (OAB TO06279A)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">SENTENÇA</p> </section> <section> <p><strong>I - RELATÓRIO</strong></p> <p>Proferida Sentença no <span>evento 67, SENT1</span>, a parte requerida opôs Embargos de Declaração no <span>evento 79, CONTRAZ1</span>, apontado a existência de omissão e contradição no julgado.</p> <p>Contrarrazões no <span>evento 54, CONTRAZ1</span>.</p> <p>É o que importa relatar. <strong>Fundamento</strong> e <strong>DECIDO.</strong></p> <p><strong>II - FUNDAMENTAÇÃO</strong></p> <p>Satisfeitos os requisitos de admissibilidade, presentes os pressupostos objetivos e subjetivos e por tempestivos, <strong>conheço dos Embargos</strong> <strong>de Declaração</strong> interpostos no <span>evento 74, EMBDECL1</span>.</p> <p>De início, ressalto que as hipóteses de cabimento do presente recurso são restritas àquelas previstas no artigo 1.022 do CPC/15 que assim dispõe:</p> <p><strong><em>Art. 1.022.</em></strong><em> Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para:</em></p> <p><em>I - esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;</em></p> <p><em>II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento;</em></p> <p><em>III - corrigir erro material.</em></p> <p>Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero sobre essa questão lecionam:</p> <p><em>Visam a aperfeiçoar as decisões judiciais, propiciando uma tutela jurisdicional clara e completa. <strong>Os embargos declaratórios não têm por finalidade revisar ou anular as decisões judiciais</strong> [...] os embargos declaratórios constituem poderoso instrumento de colaboração no processo, permitindo um juízo plural, aberto e ponderado a partir de um diálogo que visa a um efetivo aperfeiçoamento da tutela jurisdicional. (Código de processo civil comentado artigo por artigo 3 ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, p. 566). (Grifo não original).</em></p> <p>Com efeito, o art. 494 do Código de Processo Civil preleciona que, publicada a sentença, o juiz só poderá alterá-la para corrigir-lhe, de ofício ou a requerimento da parte, inexatidões materiais ou erros de cálculo, ou por meio de embargos de declaração.</p> <p>A embargante aduz que o Juízo foi omisso ao não se pronunciar sobre a devolução integral dos valores e que tal fato descaracterizaria o negócio jurídico.</p> <p>A alegação é infundada. Este Juízo apreendeu perfeitamente a dinâmica dos fatos narrados: "Cita que foi informada de que os empréstimos haviam sido cancelados e que deveria devolver os valores à empresa RVA SOLUÇÕES EM CRÉDITO, o que foi feito de boa-fé..." e que o réu se defendeu alegando que "a transferência de valores a terceiros foi um ato da autora, alheio à sua responsabilidade".</p> <p>Ao adentrar no mérito, o Juízo formou seu livre convencimento reconhecendo que o contrato com o Banco Pan S.A. foi validamente firmado. A conclusão lógica e inafastável dessa premissa – devidamente explicitada na sentença – é que se o contrato inicial é válido e o valor foi creditado na conta da autora, o fato de a requerente ter, posteriormente, sido vítima de um fortuito externo (golpe da falsa portabilidade) e transferido o dinheiro para a conta de um terceiro fraudador ("RVA Soluções") não desfaz a avença legítima contraída com a instituição financeira, tampouco caracteriza "devolução" ao credor originário.</p> <p>O Juízo não se omitiu; apenas não conferiu aos fatos a consequência jurídica almejada pela parte autora. O magistrado não está obrigado a rebater pormenorizadamente cada argumento ou documento quando já houver encontrado motivo suficiente para proferir a decisão.</p> <p>Além disso, a tese de que a sentença incorreu em "erro material na interpretação das provas" demonstra uma profunda confusão conceitual por parte da embargante.</p> <p>O erro material que autoriza a oposição de embargos de declaração é o erro de grafia, o erro aritmético, o equívoco mecânico de digitação que não corresponde à real vontade do julgador. <strong>Erro na valoração da prova ou na interpretação do acervo fático não é erro material, mas erro de julgamento.</strong> <strong>A discordância quanto à conclusão a que chegou o magistrado a partir da leitura dos extratos e comprovantes jamais autorizará o uso desta via integrativa.</strong></p> <p>Dessa forma, resta cristalino o propósito de utilizar os aclaratórios como sucedâneo recursal atípico, visando à reforma do decisum.</p> <p>O que a embargante busca, sob o pretexto de sanar uma omissão, é a reapreciação de uma questão já decidida, forçando uma nova análise do mérito sobre a extensão de sua responsabilidade, o que é vedado na via estreita dos embargos declaratórios.</p> <p>A propósito: </p> <p><em>EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. DESCONTOS INDEVIDOS EM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. <strong>JUROS DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. INEXISTÊNCIA DE OMISSÕES OU CONTRADIÇÕES. MATÉRIA DECLINADA PELO EMBARGANTE ENFRENTADA PELO ÓRGÃO COLEGIADO. REAPRECIAÇÃO DA MATÉRIA. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DESPROVIDOS</strong>. <strong>1. No caso em testilha, toda a matéria devolvida ao Tribunal foi enfrentada expressamente por esta Corte, decidindo integralmente a questão de mérito, apreciando as teses defendidas pelas partes e expondo com lucidez os fundamentos do decisum. </strong>2. Não se verifica qualquer mácula no acórdão e seu voto condutor, na medida em que todos os pontos declinados pelo ora embargante foram decididos, de modo que o não acolhimento das teses do recorrente não significa que houve omissão. <strong>3. Depreende-se das razões dos presentes embargos que pretende o embargante o rejulgamento do feito ante seu inconformismo com o acolhimento das razões da autora, o que se mostra impossível através da presente via, por expressa previsão legal. 4. Embargos de Declaração desprovidos. </strong>(TJTO, Apelação Cível, 0002164-84.2022.8.27.2702, Rel. ANGELA MARIA RIBEIRO PRUDENTE, julgado em 12/03/2024, juntado aos autos em 26/03/2024 15:32:46). (Grifo não original).</em></p> <p><strong><em>EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA</em></strong><em> <strong>DE</strong> </em><strong><em>OMISSÃO</em></strong><em>, <strong>CONTRADIÇÃO</strong> OU OBSCURIDADE. COBRANÇA INDEVIDA DE TARIFAS BANCÁRIAS. <strong>JUROS MORATÓRIOS PARA DANO MORAL A PARTIR DO ARBITRAMENTO. SÚMULA 54/STJ. PRETENSÃO DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA DECIDIDA. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. </strong>1. Os embargos declaratórios são cabíveis para a modificação do julgado que se apresenta omisso, obscuro ou contraditório, bem como para corrigir manifesto equívoco ou erro material existente no ato judicial embargado. <strong>2. Verificada, in casu, a inadequada utilização do instituto dos embargos, que, a pretexto da elucidação de pontos omissos, objetiva tão somente rediscutir os fundamentos do ato decisório, simplesmente para atender à tese defendida, o que, se mostra inviável, já que extrapola a finalidade e os limites processuais dos aclaratórios. </strong>3. Em relação à indenização por danos morais os juros moratórios devem incidir à taxa de 1% ao mês, contados da data do evento danoso, conforme enunciado da súmula nº 54 que dispõe que "os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de responsabilidade extracontratual". 4. Recurso conhecido e improvido. (TJTO, Apelação Cível, 0002771-62.2020.8.27.2704, Rel. JACQUELINE ADORNO DE LA CRUZ BARBOSA, julgado em 08/02/2023, juntado aos autos em 10/02/2023 14:23:28). (Grifo não original).</em></p> <p>Em síntese, os embargos opostos pela parte embargante/requerida não merecem provimento e, portanto, deve ser mantida a integralidade da Sentença proferida no <span>evento 67, SENT1</span>.</p> <p><strong>III - DISPOSITIVO</strong></p> <p>Ante o exposto, <strong>CONHEÇO</strong> dos Embargos de Declaração opostos no <span>evento 74, EMBDECL1</span>, pois presentes os pressupostos de admissibilidade e, no mérito, <strong>NEGO-LHES PROVIMENTO</strong>.</p> <p>Mantenho inalterados os termos da sentença lançada no <span>evento 67, SENT1</span>.</p> <p>Intimem-se. Cumpra-se.</p> <p>Palmas/TO, data certificada no sistema.</p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>
31/03/2026, 00:00Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Sentença
30/03/2026, 20:15Documentos
ATO ORDINATÓRIO
•28/04/2026, 16:04
SENTENÇA
•30/03/2026, 20:15
ATO ORDINATÓRIO
•13/02/2026, 14:23
SENTENÇA
•05/02/2026, 16:08
DECISÃO/DESPACHO
•24/10/2025, 15:32
DECISÃO/DESPACHO
•19/09/2025, 09:08
ACÓRDÃO
•06/08/2025, 16:50
DECISÃO/DESPACHO
•04/02/2025, 13:54
DECISÃO/DESPACHO
•23/01/2024, 13:59
DECISÃO/DESPACHO
•26/05/2023, 14:20
DECISÃO/DESPACHO
•29/08/2022, 22:05