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0002001-66.2025.8.27.2713

Procedimento Comum CívelAposentadoria Rural (Art. 48/51)Aposentadoria por Idade (Art. 48/51)Benefícios em EspécieDIREITO PREVIDENCIÁRIO
TJTO1° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
14/05/2025
Valor da Causa
R$ 21.040,00
Orgao julgador
Juízo do 1º Núcleo de Justiça 4.0 Previdenciário - 3º Gabinete
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes

Juntada de certidão - cancelamento da suspensão de prazo - Motivo: FERIADO NACIONAL em 01/05/2026

10/04/2026, 12:09

Confirmada a intimação eletrônica - Refer. ao Evento: 44

10/04/2026, 09:28

Publicado no DJEN - no dia 10/04/2026 - Refer. ao Evento: 43

10/04/2026, 02:41

Disponibilizado no DJEN - no dia 09/04/2026 - Refer. ao Evento: 43

09/04/2026, 02:11

Publicacao/Comunicacao Intimação - Sentença SENTENÇA <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>Procedimento Comum C&iacute;vel N&ordm; 0002001-66.2025.8.27.2713/TO</b></section> <section><b><table><tr><td>AUTOR</td><td>: MARIA DE FATIMA NERES SANTOS</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: FRANCELURDES DE ARAUJO ALBUQUERQUE (OAB TO01296B)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">SENTEN&Ccedil;A</p> </section> <section> <table><tbody><tr><td><p>Esp&eacute;cie:</p></td><td><p><strong>Aposentadoria por idade</strong></p></td><td><p><strong>( X ) rural</strong></p></td><td><p>( ) urbano</p></td></tr><tr><td><p>DIB:</p></td><td><strong>30/10/2024</strong></td><td><p>DIP:</p></td><td><p><strong>01/04/2026</strong></p></td></tr><tr><td><p>DII:</p></td><td><p> </p></td></tr><tr><td><p>RMI:</p></td><td><p><strong>Sal&aacute;rio-m&iacute;nimo</strong></p></td></tr><tr><td><p>Nome do benefici&aacute;rio:</p></td><td><strong><span>MARIA DE FATIMA NERES SANTOS</span></strong></td></tr><tr><td><p>CPF:</p></td><td><strong>003.714.071-09</strong></td></tr><tr><td><p>Antecipa&ccedil;&atilde;o dos efeitos da tutela?</p></td><td><p>( <strong>X</strong> ) <strong>SIM </strong> ( ) N&Atilde;O</p></td></tr><tr><td><p>Data do ajuizamento:</p></td><td><p><strong>09/05/2025</strong></p></td><td><p>Data da cita&ccedil;&atilde;o</p></td><td><p><strong>02/06/2025</strong></p></td></tr><tr><td><p>Percentual de honor&aacute;rios de sucumb&ecirc;ncia:</p></td><td><p><strong>10% (dez por cento) sobre as presta&ccedil;&otilde;es vencidas at&eacute; a data da prola&ccedil;&atilde;o da Senten&ccedil;a</strong></p></td></tr><tr><td><p>Juros e corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria:</p></td><td><p>Manual de C&aacute;lculos da Justi&ccedil;a Federal</p></td></tr></tbody></table> <p> </p> <p><strong>I &ndash; RELAT&Oacute;RIO </strong></p> <p>Trata-se de <strong>A&Ccedil;&Atilde;O PREVIDENCI&Aacute;RIA PARA CONCESS&Atilde;O DE APOSENTADORIA POR IDADE RURAL </strong>promovida por <strong><span>MARIA DE FATIMA NERES SANTOS</span></strong><strong> </strong>em desfavor do <strong>INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL &ndash; INSS</strong>, ambos qualificados nos autos do processo em ep&iacute;grafe.</p> <p>Narra a parte autora que &eacute; segurada especial e, por essa raz&atilde;o, requereu junto &agrave; Autarquia Federal o benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio de aposentadoria por idade rural, registrado sob o NB 231.223.854-8, com DER em 30/10/2024, o qual foi indeferido na esfera administrativa.</p> <p>Argumenta que os documentos que apresenta constituem in&iacute;cio prova material e comprovam a sua qualidade de segurada especial pelo per&iacute;odo superior a 180 meses, fazendo <em>jus</em>, portanto, &agrave; aposentadoria por idade rural.</p> <p>Exp&otilde;e o direito e requer: </p> <p><strong>1.</strong> A concess&atilde;o da gratuidade da justi&ccedil;a;</p> <p><strong>2. </strong>A condena&ccedil;&atilde;o do requerido &agrave; concess&atilde;o do benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio de aposentadoria por idade rural com pagamento das parcelas desde a DER;</p> <p><strong>3.</strong> A condena&ccedil;&atilde;o do requerido ao pagamento das custas processuais e honor&aacute;rios advocat&iacute;cios sucumbenciais; e</p> <p><strong>4. </strong>O deferimento da antecipa&ccedil;&atilde;o dos efeitos da tutela.</p> <p>Com a inicial, juntou documentos (evento 1).</p> <p>Decis&atilde;o recebendo a inicial, deferindo a gratuidade da justi&ccedil;a, indeferindo a tutela provis&oacute;ria de urg&ecirc;ncia e ordenando a cita&ccedil;&atilde;o da parte requerida (evento 15).</p> <p>Citada, a parte requerida <strong>INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS</strong> apresentou contesta&ccedil;&atilde;o (evento 20) alegando a aus&ecirc;ncia de in&iacute;cio de prova material e o recebimento de benef&iacute;cio incompat&iacute;vel com a qualidade de segurada especial. Com a contesta&ccedil;&atilde;o, juntou documentos.</p> <p>R&eacute;plica &agrave; contesta&ccedil;&atilde;o apresentada no evento 27.</p> <p>Decis&atilde;o de saneamento e organiza&ccedil;&atilde;o do processo designando audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o e julgamento (evento 30).</p> <p>Realizada a audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o e julgamento por videoconfer&ecirc;ncia (evento 39), na qual foram ouvidas as testemunhas da parte autora. A parte requerente apresentou alega&ccedil;&otilde;es finais remissivas. O INSS n&atilde;o compareceu ao ato.</p> <p>Em seguida, os autos foram conclusos para julgamento (evento 41). </p> <p>&Eacute; o breve relat&oacute;rio. <strong>DECIDO.</strong></p> <p><strong>II &ndash; FUNDAMENTA&Ccedil;&Atilde;O </strong></p> <p>Encerrada a fase de instru&ccedil;&atilde;o, o feito se encontra apto para julgamento. </p> <p><strong>1</strong> <strong>M&eacute;rito</strong></p> <p>Ausentes quest&otilde;es preliminares ou prejudicias de m&eacute;rito, verifico que o feito se encontra em ordem. Est&atilde;o presentes os pressupostos processuais, a legitimidade das partes e o interesse processual. Passo, pois, ao exame do m&eacute;rito.</p> <p>Em suma, a parte requerente pretende que seja reconhecido o direito &agrave; aposentadoria por idade rural, cujos requisitos s&atilde;o:<strong> a) </strong>idade m&iacute;nima de 60 anos, se homem, e 55 anos, se mulher (art. 48, &sect; 1&ordm; da Lei n&ordm; 8.213/91); e<strong> b)</strong> exerc&iacute;cio preponderante de atividade rural, ainda que de forma descont&iacute;nua, em n&uacute;mero de meses id&ecirc;ntico &agrave; car&ecirc;ncia exigida por lei (arts. 39, I; 142 e 143 da LB).</p> <p>Ainda, para a caracteriza&ccedil;&atilde;o desse regime especial, por for&ccedil;a do exerc&iacute;cio de atividade laborativa em regime de economia familiar, exige-se que o trabalho destine-se &agrave; pr&oacute;pria subsist&ecirc;ncia, sendo desempenhado em condi&ccedil;&otilde;es de m&uacute;tua depend&ecirc;ncia e colabora&ccedil;&atilde;o, e que o segurado n&atilde;o disponha de qualquer outra fonte de rendimento, j&aacute; que n&atilde;o se coaduna o exerc&iacute;cio de atividade rural com outra atividade remunerada, sob qualquer regime (inc. VII do art. 9&ordm; do Decreto n&ordm; 3.048/99, e &sect;&sect; 5&ordm; e 6&ordm;).</p> <p>Na esp&eacute;cie, a parte autora pretende obter o benef&iacute;cio alegando ser segurada especial por ter exercido atividade rural em regime de economia familiar de subsist&ecirc;ncia, dentro do interregno temporal exigido por lei.</p> <p>Quanto ao requisito temporal, a Lei de Benef&iacute;cios estabelece o seguinte: </p> <p><strong><em>Art. 48</em></strong><em>. A aposentadoria por idade ser&aacute; devida ao segurado que, cumprida a car&ecirc;ncia exigida nesta Lei, completar 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta), se mulher. </em></p> <p><strong><em>&sect;1&deg; </em></strong><em>Os limites fixados no caput s&atilde;o reduzidos para </em><strong><em>sessenta e cinquenta e cinco anos no caso de trabalhadores rurais, respectivamente homens e mulheres</em></strong><em>, referidos na al&iacute;nea a do inciso I, na al&iacute;nea g do inciso V e nos incisos VI e VII do art. 11. &ndash; Grifo nosso</em></p> <p>Analisando os autos, verifica-se, conforme os documentos pessoais constantes do evento 1, que a parte requerente implementou o requisito et&aacute;rio em <strong>17/09/2024</strong> (<a><span>evento 1, RG3</span></a>). Logo, a car&ecirc;ncia m&iacute;nima &eacute; de <strong>180 (cento e oitenta) meses</strong>, segundo o disposto no art. 142 da Lei n&ordm; 8.213/91.</p> <p>Dito isto, quanto ao exerc&iacute;cio de atividade rural, em conson&acirc;ncia com o art. 106 da Lei n.&ordm; 8.213 e art. 116 da Instru&ccedil;&atilde;o Normativa/INSS n&ordm; 128/2022 (rol n&atilde;o taxativo), consta nos autos, como in&iacute;cio de prova material, os seguintes documentos:</p> <p><strong><em>a) Certid&atilde;o de casamento</em></strong><em>, realizado em 25/04/1996, na qual consta a profiss&atilde;o do c&ocirc;njuge da autora como lavrador e averba&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio em 10/11/2008 (<span>evento 1, RELT6</span>, p. 11);</em></p> <p><em><strong>b) Certid&atilde;o de nascimento do filho</strong>, nascido em 1999, na qual consta a profiss&atilde;o do c&ocirc;njuge da autora como lavrador (<span>evento 1, RELT6</span>, p. 12-13);</em></p> <p><em><strong>c) Carteira de identidade sindical da autora</strong>, emitida pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arapoema, em 2004 (<span>evento 1, RELT6</span>, p. 14); e</em></p> <p><em><strong>d) Ficha de matr&iacute;cula escolar do filho</strong>, referente a 2011 e 2012, na qual consta a profiss&atilde;o da autora como lavradora (<span>evento 1, RELT6</span>, p. 15-16).</em></p> <p>Conforme disp&otilde;e os incisos XI e XII c/c &sect; 1&ordm;, do art. 116, da Instru&ccedil;&atilde;o Normativa/INS n&ordm; 128/2022, as certid&otilde;es de casamento e de nascimento servem como documentos comprobat&oacute;rios do exerc&iacute;cio de atividade do segurado especial, desde que na certid&atilde;o conste a profiss&atilde;o ou qualquer outro elemento que demonstre o exerc&iacute;cio da atividade rur&iacute;cola.</p> <p>Nesse sentido &eacute; tamb&eacute;m o entendimento do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, <em>vide</em>:</p> <p><em>STJ. PREVIDENCI&Aacute;RIO. RECURSO ESPECIAL. APOSENTADORIA POR IDADE. TRABALHADOR RURAL. </em><strong><em>DOCUMENTO COM F&Eacute; P&Uacute;BLICA. IN&Iacute;CIO RAZO&Aacute;VEL DE PROVA MATERIAL</em></strong><em>. PER&Iacute;ODO DE CAR&Ecirc;NCIA COMPROVADO. POSSIBILIDADE. VALORA&Ccedil;&Atilde;O DE PROVA. </em><strong><em>1. A comprova&ccedil;&atilde;o da atividade laborativa do rur&iacute;cola deve se dar com o in&iacute;cio de prova material, ainda que constitu&iacute;da por dados do registro civil, assentos de &oacute;bito e outros documentos que contem com f&eacute; p&uacute;blica</em></strong><em>. 2. A Lei n&atilde;o exige que o in&iacute;cio de prova material se refira precisamente ao per&iacute;odo de car&ecirc;ncia do art. 143 da Lei n.&ordm; 8.213/91, se prova testemunhal for capaz de ampliar sua efic&aacute;cia probat&oacute;ria, como ocorreu no caso dos autos. 3. O rol de documentos h&aacute;beis &agrave; comprova&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio de atividade rural, inscrito no art. 106, par&aacute;grafo &uacute;nico da Lei 8.213/91, &eacute; meramente exemplificativo, e n&atilde;o taxativo, sendo admiss&iacute;veis, portanto, outros documentos al&eacute;m dos previstos no mencionado dispositivo. 4. Os documentos trazidos aos autos foram bem valorados, com o devido valor probat&oacute;rio atribu&iacute;do a cada um deles, pelas inst&acirc;ncias ordin&aacute;rias, sendo manifesto o exerc&iacute;cio da atividade rural pela Autora. 5. Recurso especial conhecido em parte e, nessa parte, desprovido. (RESP 637437 / PB, relatora Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em 17-08-2004, publicado em DJ 13.09.2004, p. 287). &ndash; Grifo nosso</em></p> <p>Insta salientar que, nos termos do art. 116, &sect; 3&ordm;, I da Instru&ccedil;&atilde;o Normativa/INSS n.&ordm; 128/2022, <em>&ldquo;[...] todo e qualquer instrumento ratificador vale para qualquer membro do grupo familiar, devendo o titular do documento possuir condi&ccedil;&atilde;o de segurado especial no per&iacute;odo pretendido, caso contr&aacute;rio a pessoa interessada dever&aacute; apresentar documento em nome pr&oacute;prio&rdquo;.</em></p> <p>Note-se que o Enunciado 6, da S&uacute;mula da Turma Nacional de Uniformiza&ccedil;&atilde;o dos Juizados Especiais Federais, viabiliza como in&iacute;cio de prova material qualquer documento id&ocirc;neo que evidencia a condi&ccedil;&atilde;o de um dos c&ocirc;njuges como lavrador:</p> <p><strong><em>S&uacute;mula 6</em></strong><em>. A certid&atilde;o de casamento ou outro documento id&ocirc;neo que evidencie a condi&ccedil;&atilde;o de trabalhador rural do c&ocirc;njuge constitui in&iacute;cio razo&aacute;vel de prova material da atividade rur&iacute;cola.</em></p> <p>Do mesmo modo, o entendimento do STJ &eacute; no sentido de que a condi&ccedil;&atilde;o de lavrador de um dos c&ocirc;njuges deve se estender ao outro, ainda que aquele j&aacute; seja falecido, haja vista as condi&ccedil;&otilde;es em que se desenvolve o trabalho rural de subsist&ecirc;ncia:</p> <p><em>PREVIDENCI&Aacute;RIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. APOSENTADORIA RURAL POR IDADE. COMPROVA&Ccedil;&Atilde;O DO EXERC&Iacute;CIO DO LABOR RURAL PELO PER&Iacute;ODO DE CAR&Ecirc;NCIA. IMPLEMENTO DO REQUISITO ET&Aacute;RIO. BENEF&Iacute;CIO DEVIDO. </em><strong><em>EXTENS&Atilde;O DE PROVA MATERIAL DO C&Ocirc;NJUGE FALECIDO &Agrave; ESPOSA. POSSIBILIDADE.</em></strong><em> AGRAVO REGIMENTAL DO INSS DESPROVIDO. 1. A Lei 8.213/91 disp&otilde;e em seu art. 143 que ser&aacute; devida a aposentadoria por idade ao Trabalhador Rural que completar 60 anos de idade, se homem, e 55 anos de idade, se mulher, desde que comprove o exerc&iacute;cio de atividade rural, ainda que de forma descont&iacute;nua, em n&uacute;mero de meses id&ecirc;ntico ao per&iacute;odo de car&ecirc;ncia. 2. No caso dos autos, conforme analisado pelo Tribunal de origem, confirmando a senten&ccedil;a, a autora tem direito a receber o benef&iacute;cio da aposentadoria por idade, tendo em vista que os documentos juntados aos autos acrescidos pela prova testemunhal s&atilde;o suficientes para demonstrar o exerc&iacute;cio de atividade rural. </em><strong><em>3. A condi&ccedil;&atilde;o de trabalhador rural do c&ocirc;njuge, mesmo ap&oacute;s seu falecimento, pode ser estendida &agrave; esposa</em></strong><em>, desde que haja prova testemunhal que corrobore as informa&ccedil;&otilde;es existentes na documenta&ccedil;&atilde;o apresentada, como ocorreu no caso. Precedentes: AgRg no AREsp. 151.526/GO, Rel. Min. OLINDO MENEZES, DJe 16.11.2015; AgRg no REsp. 1.452.001/SP, Rel. Min. S&Eacute;RGIO KUKINA, DJe 12.3.2015; eAgRg no AREsp. 119.028/MT, Rel. Min. BENEDITO GON&Ccedil;ALVES, DJe 15.4.2014. 4. Agravo Regimental do INSS desprovido. (STJ - AgRg no AREsp: 327175 RO 2013/0107586-1, Relator: Ministro NAPOLE&Atilde;O NUNES MAIA FILHO, Data de Julgamento: 21/03/2017, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DJe 31/03/2017) - Grifos n&atilde;o origin&aacute;rios</em></p> <p>Assim, &eacute; poss&iacute;vel a demonstra&ccedil;&atilde;o da qualidade de segurada especial da autora por documento que evidencia o trabalho rural de seu c&ocirc;njuge &agrave; &eacute;poca.</p> <p>Tamb&eacute;m deve ser considerada, como in&iacute;cio de prova material, a documenta&ccedil;&atilde;o escolar apresentada, uma vez que a jurisprud&ecirc;ncia da TNU, firmada em Pedido de Uniformiza&ccedil;&atilde;o de Interpreta&ccedil;&atilde;o de Lei, reconheceu que <em>&ldquo;documentos escolares do segurado ou seus descendentes emitidos por escola rural&rdquo;</em>, constituem in&iacute;cio de prova material. </p> <p>Segue jurisprud&ecirc;ncia:</p> <p><em>PEDIDO DE UNIFORMIZA&Ccedil;&Atilde;O DE INTERPRETA&Ccedil;&Atilde;O DE LEI. PREVIDENCI&Aacute;RIO. TEMPO DE TRABALHO RURAL. IN&Iacute;CIO DE PROVA MATERIAL. HIST&Oacute;RICO ESCOLAR. CERTID&Atilde;O DE NASCIMENTO OU CASAMENTO DOS FILHOS. VALIDADE. PUIL PROVIDO. </em><strong><em>1. DOCUMENTOS ESCOLARES DO SEGURADO OU SEUS DESCENDENTES EMITIDOS POR ESCOLA RURAL CONSTITUEM IN&Iacute;CIO DE PROVA MATERIAL, COMO H&Aacute; MUITO J&Aacute; ASSENTADO POR ESTA TURMA NACIONAL.</em></strong><em> 2. TAMB&Eacute;M AS CERTID&Otilde;ES DE NASCIMENTO E CASAMENTO DOS FILHOS, QUE INDIQUEM A PROFISS&Atilde;O RURAL DE UM DOS GENITORES, CONFIGURA IN&Iacute;CIO DE PROVA MATERIAL, COMO AL&Iacute;&Aacute;S, J&Aacute; DECIDIU O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI&Ccedil;A. 3. TESE: CONSTITUEM IN&Iacute;CIO DE PROVA MATERIAL DA CONDI&Ccedil;&Atilde;O DE TRABALHADOR RURAL: (I) DOCUMENTOS ESCOLARES DO SEGURADO OU SEUS DESCENDENTES EMITIDOS POR ESCOLA RURAL; E (II) CERTID&Otilde;ES DE NASCIMENTO E CASAMENTO DOS FILHOS, QUE INDIQUEM A PROFISS&Atilde;O RURAL DE UM DOS GENITORES. 4. PUIL PROVIDO. (TNU - Pedido de Uniformiza&ccedil;&atilde;o de Interpreta&ccedil;&atilde;o de Lei (Turma): 5000636732018402500550006367320184025005, Relator: FABIO DE SOUZA SILVA, TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZA&Ccedil;&Atilde;O, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: 23/11/2020). &ndash; Grifo nosso</em></p> <p>O STJ, no ano de 2014, tamb&eacute;m se pronunciou sobre o tema, convergindo na aceita&ccedil;&atilde;o das fichas de matr&iacute;cula dos filhos como in&iacute;cio de prova material (STJ - AgRg no REsp: 1160927 SP 2009/0194307-4, Relator: Ministro JORGE MUSSI, Data de Julgamento: 23/09/2014, T5 - QUINTA TURMA, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DJe 01/10/2014).</p> <p>Ainda, o documento lavrado pelo sindicato rural, que atesta o exerc&iacute;cio da atividade rural pela parte autora, nos termos da jurisprud&ecirc;ncia do colendo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, constitui in&iacute;cio razo&aacute;vel de prova material do labor rural. Veja-se:</p> <p><em>PREVIDENCI&Aacute;RIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. C&Oacute;DIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. TRABALHADORA RURAL. IN&Iacute;CIO DE PROVA MATERIAL. CONFIGURA&Ccedil;&Atilde;O. N&Atilde;O INCID&Ecirc;NCIA DA S. 7/STJ. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECIS&Atilde;O ATACADA. APLICA&Ccedil;&Atilde;O DE MULTA. ART. 1.021, &sect; 4&ordm;, DO C&Oacute;DIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I ? Consoante o decidido pelo Plen&aacute;rio desta Corte na sess&atilde;o realizada em 09.03.2016, o regime recursal ser&aacute; determinado pela data da publica&ccedil;&atilde;o do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o C&oacute;digo de Processo Civil de 2015. II - Este Superior Tribunal de Justi&ccedil;a orienta-se no sentido de que "(...) diante da dificuldade do segurado especial na obten&ccedil;&atilde;o de prova escrita do exerc&iacute;cio de sua profiss&atilde;o, o rol de documentos h&aacute;beis &agrave; comprova&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio de atividade rural, inscrito no art. 106, par&aacute;grafo &uacute;nico, da Lei 8.213/1991, &eacute; meramente exemplificativo, e n&atilde;o taxativo, sendo admiss&iacute;veis outros documentos al&eacute;m dos previstos no mencionado dispositivo, inclusive que estejam em nome de membros do grupo familiar ou ex-patr&atilde;o." (REsp 1354908/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, PRIMEIRA SE&Ccedil;&Atilde;O, julgado em 09/09/2015, DJe 10/02/2016). III - Documentos em nome de terceiros, notadamente genitores, c&ocirc;njuges e certid&atilde;o de nascimento de filhos se prestam como in&iacute;cio de prova material do labor rur&iacute;cola, desde que sua for&ccedil;a probante seja corroborada por robusta prova testemunhal. </em><strong><em>IV - A 1&ordf; Turma desta Corte, recentemente, firmou entendimento no sentido da aceita&ccedil;&atilde;o de declara&ccedil;&atilde;o ou carteira de filia&ccedil;&atilde;o de sindicato rural como in&iacute;cio de prova material do exerc&iacute;cio do labor rural desde que sua for&ccedil;a probante seja ampliada por prova testemunhal. </em></strong><em>V ? O Agravante n&atilde;o apresenta, no agravo, argumentos suficientes para desconstituir a decis&atilde;o recorrida. VI ? Em regra, descabe a imposi&ccedil;&atilde;o da multa prevista no art. 1.021, &sect; 4&ordm;, do C&oacute;digo de Processo Civil de 2015 em raz&atilde;o do mero desprovimento do Agravo Interno em vota&ccedil;&atilde;o un&acirc;nime, sendo necess&aacute;ria a configura&ccedil;&atilde;o da manifesta inadmissibilidade ou improced&ecirc;ncia do recurso a autorizar sua aplica&ccedil;&atilde;o, o que n&atilde;o ocorreu no caso. VII ? Agravo Interno improvido. (STJ - AgInt no REsp: 1928406 SP 2021/0082097-8, Relator: Ministra REGINA HELENA COSTA, Data de Julgamento: 08/09/2021, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DJe 15/09/2021) &ndash; Grifo nosso</em></p> <p><strong>Logo, os documentos mencionados acima devem ser considerados como in&iacute;cio de prova material, uma vez que indica que a genitora, ora requerente, exerce as atividades de lavradora.</strong></p> <p>Por outro lado, cabe &agrave; prova testemunhal, em complementa&ccedil;&atilde;o ao in&iacute;cio de prova material, aprofundar a percep&ccedil;&atilde;o em torno dos fatos pertinentes ao efetivo trabalho na condi&ccedil;&atilde;o de rur&iacute;cola. (<em>PEDILEF 05029609220094058401, JUIZ FEDERAL HERCULANO MARTINS NACIF, TNU, DOU 08/03/2013</em>).</p> <p>Assim, a jurisprud&ecirc;ncia do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a <em>&ldquo;[...] se mostra firme no sentido de que </em><strong><em>o reconhecimento de tempo de servi&ccedil;o rur&iacute;cola exige que a prova testemunhal corrobore um in&iacute;cio razo&aacute;vel de prova</em></strong><em><u> material</u></em><em>, sendo certo que o rol de documentos h&aacute;beis &agrave; comprova&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio de atividade rural, inscrito no art. 106, par&aacute;grafo &uacute;nico, da Lei 8.213/1991, &eacute; meramente exemplificativo, e n&atilde;o taxativo. 3. Segundo a orienta&ccedil;&atilde;o do STJ, as certid&otilde;es de nascimento, casamento e &oacute;bito, bem como certid&atilde;o da Justi&ccedil;a Eleitoral, carteira de associa&ccedil;&atilde;o ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais, ficha de inscri&ccedil;&atilde;o em Sindicato Rural, contratos de parceria agr&iacute;cola, </em><strong><em>podem servir</em></strong><em> como in&iacute;cio da prova material nos casos em que a profiss&atilde;o de rur&iacute;cola estiver expressamente mencionada desde que amparados por convincente prova testemunhal&rdquo; (Precedentes: AgRg no AREsp 577.360/MS, Rel. Ministro S&eacute;rgio Kukina, Primeira Turma, DJe 22/6/2016, e AR 4.507/SP, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, Terceira Se&ccedil;&atilde;o, DJe 24/8/2015).</em></p> <p>Na esp&eacute;cie, a prova oral colhida foi suficiente para confirmar as declara&ccedil;&otilde;es da parte autora sobre o exerc&iacute;cio da atividade campesina em regime de economia familiar de subsist&ecirc;ncia, de que trata o artigo 11, VII, &sect; 1&ordm; da Lei 8.213/91, pelo per&iacute;odo correspondente ao per&iacute;odo de car&ecirc;ncia exigido.</p> <p>Em contrapartida, a Autarquia Previdenci&aacute;ria impugnou a qualidade de segurada especial da requerente em raz&atilde;o do recebimento de suposto benef&iacute;cio incompat&iacute;vel com essa condi&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Todavia, verifica-se que o benef&iacute;cio percebido pela parte autora consistiu em aux&iacute;lio-doen&ccedil;a de natureza rural, o qual, por sua pr&oacute;pria ess&ecirc;ncia, n&atilde;o descaracteriza a condi&ccedil;&atilde;o de segurada especial. Ao contr&aacute;rio, tal benef&iacute;cio pressup&otilde;e o pr&eacute;vio reconhecimento, ainda que administrativo, do enquadramento da requerente como trabalhadora rural em regime de economia familiar.</p> <p>Assim, a alega&ccedil;&atilde;o do INSS n&atilde;o merece prosperar, porquanto o benef&iacute;cio em quest&atilde;o n&atilde;o apenas &eacute; compat&iacute;vel com a qualidade de segurada especial, como tamb&eacute;m refor&ccedil;a a condi&ccedil;&atilde;o de trabalhadora rural da autora no per&iacute;odo correspondente.</p> <p>Por consect&aacute;rio l&oacute;gico, <strong>implementado o requisito et&aacute;rio no ano de 2024</strong> e <strong>apresentado in&iacute;cio de prova material suficiente</strong>, ainda que de forma descont&iacute;nua, devidamente corroborado por prova oral (STJ, AREsp 577.360/MS), <strong>reputa-se configurada a car&ecirc;ncia m&iacute;nima exigida</strong> pelo art. 142 da Lei de Benef&iacute;cios, a qual se consubstancia na esp&eacute;cie em <strong>180 meses</strong>.</p> <p>Assim, conclui-se que a parte autora tem direito &agrave; aposentadoria por idade, na condi&ccedil;&atilde;o de segurado especial, desde a data de entrada do requerimento administrativo (DER), isto &eacute;, <strong>30/10/2024 </strong>(<a><span>evento 1, ANEXO5</span></a>).</p> <p>Por fim, verifica-se, ainda, que a parte autora faz <em>jus</em> a gratifica&ccedil;&atilde;o natalina, nos termos do art. 40 e par&aacute;grafo &uacute;nico da Lei n&ordm; 8.213/91, que disp&otilde;e:</p> <p><em>Art. 40. &Eacute; devido abono anual ao segurado e ao dependente da Previd&ecirc;ncia Social que, durante o ano, recebeu aux&iacute;lio-doen&ccedil;a, aux&iacute;lio-acidente ou aposentadoria, pens&atilde;o por morte ou aux&iacute;lio-reclus&atilde;o. </em></p> <p><em>Par&aacute;grafo &uacute;nico. O abono anual ser&aacute; calculado, no que couber, da mesma forma que a Gratifica&ccedil;&atilde;o de Natal dos trabalhadores, tendo por base o valor da renda mensal do benef&iacute;cio do m&ecirc;s de dezembro de cada ano.</em></p> <p><strong>1.1 </strong><u>Da fixa&ccedil;&atilde;o de honor&aacute;rios</u></p> <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o dos honor&aacute;rios advocat&iacute;cios em desfavor do INSS, parte vencida, conforme dic&ccedil;&atilde;o da S&uacute;mula 111 do STJ, a verba de patroc&iacute;nio deve ter como base de c&aacute;lculo o somat&oacute;rio das presta&ccedil;&otilde;es vencidas, compreendidas aquelas devidas at&eacute; a data da senten&ccedil;a. Desta forma, por simples c&aacute;lculo aritm&eacute;tico &eacute; poss&iacute;vel constatar que o valor da condena&ccedil;&atilde;o ou do proveito econ&ocirc;mico obtido n&atilde;o suplantar&aacute; 200 (duzentos) sal&aacute;rios-m&iacute;nimos, resultando na fixa&ccedil;&atilde;o de honor&aacute;rios advocat&iacute;cios vari&aacute;vel entre 10 a 20% (art. 85, &sect; 3&deg;, I do CPC), donde a desnecessidade de liquida&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a para tanto, o que se coaduna, igualmente, com os princ&iacute;pios da razo&aacute;vel dura&ccedil;&atilde;o do processo (art. 5&ordm;, LXXVIII da CRFB e art. 4&ordm; do CPC) e da efici&ecirc;ncia (CPC, art. 8&ordm;).</p> <p><strong>1.2 </strong><u>Da antecipa&ccedil;&atilde;o dos efeitos da tutela</u></p> <p>Por fim, verifica-se que a tutela de urg&ecirc;ncia deve ser deferida.</p> <p>Na forma da Cl&aacute;usula S&eacute;tima do acordo homologado no &acirc;mbito do pret&oacute;rio excelso com repercuss&atilde;o geral, restaram recomendados os seguintes prazos para o cumprimento das determina&ccedil;&otilde;es judiciais contados a partir da efetiva intima&ccedil;&atilde;o: (a) Implanta&ccedil;&otilde;es em tutelas de urg&ecirc;ncia &ndash; 15 dias; (b) Benef&iacute;cios por incapacidade &ndash; 25 dias; (c) Benef&iacute;cios assistenciais &ndash; 25 dias; (d) Benef&iacute;cios de aposentadorias, pens&otilde;es e outros aux&iacute;lios &ndash; 45 dias; (e) A&ccedil;&otilde;es revisionais, emiss&atilde;o de Certid&atilde;o de Tempo de Contribui&ccedil;&atilde;o (CTC), averba&ccedil;&atilde;o de tempo, emiss&atilde;o de boletos de indeniza&ccedil;&atilde;o &ndash; 90 dias; e, afinal, (f) Juntada de documentos de instru&ccedil;&atilde;o (processos administrativos e outras informa&ccedil;&otilde;es, as quais o Judici&aacute;rio n&atilde;o tenha acesso) &ndash; 30 dias (RE n&ordm; 117.115-2 Acordo / SC, Julgamento 08/02/2021).</p> <p>Isso posto, <strong>defiro</strong> a tutela de urg&ecirc;ncia de natureza antecipada, uma vez que foram cumpridos os requisitos da plausibilidade jur&iacute;dica (conforme fundamenta&ccedil;&atilde;o retro) e do risco de dano irrepar&aacute;vel ou de dif&iacute;cil e incerta repara&ccedil;&atilde;o (natureza alimentar) e, via de efeito, o benef&iacute;cio deve ser implantado no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias (RE n&ordm; 117.115-2).</p> <p><strong> III &ndash; DISPOSITIVO </strong></p> <p>Ante o exposto, <strong>JULGO PROCEDENTE</strong> o pedido deduzido na inicial, extinguindo o processo, com resolu&ccedil;&atilde;o do m&eacute;rito, nos termos do artigo 487, I, do C&oacute;digo de Processo Civil, e, por consequ&ecirc;ncia:</p> <p><strong>CONDENO</strong> o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS a <u>CONCEDER &agrave; parte requerente o benef&iacute;cio de aposentadoria por idade de segurada especial</u><strong> (NB 231.223.854-8</strong><strong>)</strong>,<strong> </strong>com <strong>DIB em</strong> <strong>30/10/2024 </strong>(DER &ndash; <span>evento 1, ANEXO5</span>), no valor de 1 (um) sal&aacute;rio-m&iacute;nimo, nos termos do art. 143 da Lei n&ordm; 8.213/91, observado, ainda, o abono anual previsto no art. 40 e par&aacute;grafo do mesmo estatuto legal.</p> <p><strong>CONDENO, ainda, o INSS a PAGAR</strong> as presta&ccedil;&otilde;es vencidas entre a DIB e a DIP. </p> <p>Consigno que os valores a serem pagos em raz&atilde;o desta senten&ccedil;a seguir&atilde;o o rito do Precat&oacute;rio ou RPV, nos termos do art. 100 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, devidamente apurados em liquida&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a.</p> <p><strong>ANTECIPO OS EFEITOS DA TUTELA&#8239;</strong>para determinar ao Instituto Aut&aacute;rquico Federal a implanta&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio <strong>no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias</strong>, em aten&ccedil;&atilde;o ao acordo homologado nos autos do RE n&ordm; 117.115-2/ SC, em 08/02/2021, a contar da efetiva intima&ccedil;&atilde;o desta senten&ccedil;a, tomando-se como data de in&iacute;cio do pagamento (DIP), haja vista o deferimento da tutela de urg&ecirc;ncia na esp&eacute;cie, consoante requestado pela parte interessada.</p> <p>Sobre o valor em refer&ecirc;ncia dever&atilde;o incidir: a) <strong>a partir de setembro de 2006 at&eacute; novembro de 2021:</strong> corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria pelo INPC; b) juros de mora: entre julho de 2009 a abril de 2012: 0,5% - simples; a partir de maio de 2012 at&eacute; 08/12/2021: contados a partir da cita&ccedil;&atilde;o (S&uacute;mula 204/STJ), com base no &iacute;ndice oficial de remunera&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica da caderneta de poupan&ccedil;a (art. 1o-F da Lei 9.494/97 com reda&ccedil;&atilde;o dada pela Lei no 11.960/2009, e considerado constitucional pelo STF, relativamente &agrave;s condena&ccedil;&otilde;es decorrentes de rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica n&atilde;o tribut&aacute;ria); c) <strong>a partir de 09/12/2021: </strong>juros e corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria pela SELIC, a qual incidir&aacute; uma &uacute;nica vez at&eacute; o efetivo pagamento, acumulada mensalmente, nos termos dos arts. 3o e 7o da Emenda Constitucional n&deg; 113/2021, em sua reda&ccedil;&atilde;o original; e d) <strong>a partir de 10/09/2025:</strong> corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria pelo IPCA e juros de mora a 2% ao ano, salvo se a taxa SELIC acumulada no per&iacute;odo for superior, hip&oacute;tese em que esta dever&aacute; prevalecer, nos termos do art. 3o, &sect; 1o, da EC no 113/2021, com reda&ccedil;&atilde;o dada pela EC no 136/2025.</p> <p>Considerando o contido no Of&iacute;cio Circular n&ordm; 150/2018/PRESID&Ecirc;NCIA/DIGER/DIFIN (SEI n&ordm; 18.0.000014255-8) e S&uacute;mula 178/STJ, <strong>CONDENO</strong>, ainda, o INSS ao pagamento das despesas processuais (custas e taxa judici&aacute;ria) mais honor&aacute;rios advocat&iacute;cios, fixados estes em 10% (dez por cento) sobre as presta&ccedil;&otilde;es vencidas at&eacute; a data da prola&ccedil;&atilde;o da Senten&ccedil;a (S&uacute;mula 111/STJ), conforme art. 85, &sect;&sect; 2&ordm; e 3&ordm;, I do C&oacute;digo de Processo Civil.</p> <p><strong>SEM REMESSA OFICIAL</strong>: embora se trate de senten&ccedil;a il&iacute;quida, por certo o valor da condena&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ultrapassa o limite fixado no artigo no &sect; 3&ordm;, I do art. 496 do CPC, conforme orienta&ccedil;&atilde;o do STJ no julgamento do REsp 1.735.097.</p> <p>Interposta apela&ccedil;&atilde;o,<strong> INTIME-SE</strong> a contraparte para contrarraz&otilde;es, com exce&ccedil;&atilde;o do INSS, o qual dever&aacute; ser dispensado, conforme disp&otilde;e o art. 3&ordm;, h da Recomenda&ccedil;&atilde;o Conjunta n&ordm; 14/2021 - TJTO/CGJSTO/PFTO, remetendo-se, em seguida, os autos ao e. Tribunal Regional Federal da 1&ordf; Regi&atilde;o com homenagens de estilo.</p> <p>Caso contr&aacute;rio e operado o tr&acirc;nsito em julgado, certifique-se.</p> <p><strong>PROCEDA-SE</strong>, quanto &agrave;s custas/despesas/taxas do processo, na forma do Provimento n&ordm; 02/2023/CGJUS/ASJCGJUS/TJTO.</p> <p>Demais provid&ecirc;ncias e comunica&ccedil;&otilde;es de praxe, na forma do Provimento n&ordm; 02/2023/CGJUS/ASJCGJUS/TJTO.</p> <p>Oportunamente, <strong>ARQUIVEM-SE</strong> os autos com as cautelas de estilo.</p> <p><strong>INTIMEM-SE</strong>. <strong>CUMPRA-SE</strong>.</p> <p>Palmas/TO, data certificada pelo sistema.</p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

09/04/2026, 00:00

Confirmada a intimação eletrônica - Refer. ao Evento: 43

08/04/2026, 11:11

Protocolizada Petição - Refer. ao Evento: 43

08/04/2026, 11:11

Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Sentença

08/04/2026, 10:46

Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Sentença

08/04/2026, 10:46

Julgamento - Com Resolução do Mérito - Procedência

08/04/2026, 10:46

Conclusão para julgamento

10/03/2026, 13:17

Audiência - de Instrução e Julgamento - realizada - meio eletrônico

10/03/2026, 13:17

Despacho - Mero expediente

03/03/2026, 10:55

Conclusão para despacho

23/02/2026, 15:08

Protocolizada Petição

18/02/2026, 09:59
Documentos
SENTENÇA
08/04/2026, 10:46
TERMO DE AUDIÊNCIA
03/03/2026, 10:55
ATO ORDINATÓRIO
10/02/2026, 14:42
DECISÃO/DESPACHO
07/01/2026, 15:25
ATO ORDINATÓRIO
05/08/2025, 17:43
DECISÃO/DESPACHO
20/05/2025, 12:13
DECISÃO/DESPACHO
14/05/2025, 11:56
ATO ORDINATÓRIO
09/05/2025, 12:15