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0002044-16.2024.8.27.2720

Procedimento Comum CívelTarifasBancáriosContratos de ConsumoDIREITO DO CONSUMIDOR
TJTO1° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
23/01/2025
Valor da Causa
R$ 11.039,50
Orgao julgador
Juízo da 1ª Escrivania Cível de Goiatins
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes

Protocolizada Petição - Refer. ao Evento: 75

14/05/2026, 11:59

Juntada de certidão - suspensão do prazo - Motivo: FERIADO NACIONAL em 01/05/2026

23/04/2026, 21:49

Publicado no DJEN - no dia 23/04/2026 - Refer. aos Eventos: 75, 76

23/04/2026, 02:42

Disponibilizado no DJEN - no dia 22/04/2026 - Refer. aos Eventos: 75, 76

22/04/2026, 02:10

Publicacao/Comunicacao Intimação - Sentença SENTENÇA <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>Procedimento Comum C&iacute;vel N&ordm; 0002044-16.2024.8.27.2720/TO</b></section> <section><b><table><tr><td>AUTOR</td><td>: TEREZA PEREIRA GARCIA</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: SARA EMILIA BRITO DE AGUIAR (OAB TO011496)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: IZABELLA MARTINS VIANA (OAB TO011863)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">SENTEN&Ccedil;A</p> </section> <section> <p> </p> <p>Vistos, etc...</p> <p><strong><span>TEREZA PEREIRA GARCIA</span></strong> ingressou com A&Ccedil;&Atilde;O DECLARAT&Oacute;RIA DE INEXIST&Ecirc;NCIA DE RELA&Ccedil;&Atilde;O JUR&Iacute;DICA C/C COM REPETI&Ccedil;&Atilde;O DE IND&Eacute;BITO E DANO MORAL, em face do <strong>BANCO BRADESCO S.A.</strong></p> <p>Na inicial, a parte requerente alega que &eacute; correntista usu&aacute;ria dos servi&ccedil;os Banc&aacute;rios, possuindo conta corrente para fim exclusivo de recebimento de benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio. Acontece que, ao retirar um extrato banc&aacute;rio de sua conta, a parte Requerente percebeu que havia uma cobran&ccedil;a referente a uma contribui&ccedil;&atilde;o (CONTRIBUI&Ccedil;&Atilde;O UNASPUB) nunca contratou.</p> <p>Requereu ao final que presente demanda seja julgada TOTALMENTE PROCEDENTE, quanto a concess&atilde;o da tramita&ccedil;&atilde;o preferencial do feito, dos benef&iacute;cios da justi&ccedil;a gratuita, invers&atilde;o do &ocirc;nus probat&oacute;rio, a condena&ccedil;&atilde;o da requerida a restitui&ccedil;&atilde;o do in d&eacute;bito em dobro, bem como a condena&ccedil;&atilde;o ao pagamento de indeniza&ccedil;&atilde;o por dano moral.</p> <p>Citado, o requerido N&Atilde;O contestou a inicial.</p> <p><strong>&Eacute; o relato necess&aacute;rio. Decido. </strong></p> <p><u><strong>DAS PRELIMINARES:</strong></u></p> <p><u><strong>Da prescri&ccedil;&atilde;o </strong></u></p> <p>Analisando os autos, observo que a prescri&ccedil;&atilde;o no caso em tela regula-se pelos ditames do C&oacute;digo de Defesa de Consumidor, o qual estabelece o prazo prescricional de 05 (cinco) anos (art. 27, CDC).</p> <p>Dito isto, deve ser declarada prescrita as parcelas com o lapso temporal de 05 (cinco) anos, retroagidos a partir do ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o (18/12/2024).</p> <p>Portanto, REJEITO preliminar em quest&atilde;o.</p> <p><u><strong>Da impugna&ccedil;&atilde;o da gratuidade da justi&ccedil;a </strong></u></p> <p>Para ilidir a presun&ccedil;&atilde;o relativa induzida pela declara&ccedil;&atilde;o de hipossufici&ecirc;ncia firmada pelo interessado na obten&ccedil;&atilde;o da gratuidade judici&aacute;ria, caberia ao requerido trazer provas de suas afirma&ccedil;&otilde;es, todavia, n&atilde;o cumpriu com o &ocirc;nus que lhe competia, deixando de juntar documentos aptos a afastar o benef&iacute;cio concedido, limitando-se a requerer a sua revoga&ccedil;&atilde;o.</p> <p><em>AGRAVO DE INSTRUMENTO. A&Ccedil;&Atilde;O DE RESCIS&Atilde;O CONTRATUAL. IMPUGNA&Ccedil;&Atilde;O &Agrave; GRATUIDADE DA JUSTI&Ccedil;A. REVOGA&Ccedil;&Atilde;O DO BENEF&Iacute;CIO. ALTERA&Ccedil;&Atilde;O DA CONDI&Ccedil;&Atilde;O ECON&Ocirc;MICA N&Atilde;O COMPROVADA. &Ocirc;NUS DO IMPUGNANTE. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1. Embora cab&iacute;vel o oferecimento de impugna&ccedil;&atilde;o &agrave; justi&ccedil;a gratuita, o &ocirc;nus de provar altera&ccedil;&atilde;o na situa&ccedil;&atilde;o financeira do impugnado ou que tenha ele plenas condi&ccedil;&otilde;es de arcar com o pagamento das custas e despesas processuais, &eacute; do impugnante, mediante a juntada aos autos de documentos h&aacute;beis a justificar a revoga&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio. 2. Uma vez deferido o benef&iacute;cio a qualquer das partes e sobrevindo a impugna&ccedil;&atilde;o, a revoga&ccedil;&atilde;o tem por requisito a comprova&ccedil;&atilde;o da sufici&ecirc;ncia financeira da parte impugnada para arcar com os &ocirc;nus decorrentes do processo. 3. No caso in voga, o agravante alega que a parte autora n&atilde;o faz jus &agrave; gratuidade da justi&ccedil;a, contudo, n&atilde;o comprovou a altera&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o financeira da agravada, de modo a justificar a revoga&ccedil;&atilde;o do referido benef&iacute;cio. 4. Ausentes fatos novos ou mesmo contempor&acirc;neos &agrave; prela&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o capazes de demonstrar a capacidade financeira da ora agravada para arcar com os &ocirc;nus processuais, imp&otilde;e-se a manuten&ccedil;&atilde;o da gratuidade da justi&ccedil;a. 5. Recurso conhecido e improvido. (Agravo de Instrumento 0008623-79.2020.8.27.2700, Rel. ANGELA MARIA RIBEIRO PRUDENTE, GAB. DA DESA. ANGELA PRUDENTE, julgado em 09/09/2020, DJe 29/09/2020 14:34:04).</em></p> <p>Ainda, destaco que os documentos encartados nos eventos 01 d&atilde;o conta da condi&ccedil;&atilde;o financeira da requerente. Sendo assim, ante a aus&ecirc;ncia de comprova&ccedil;&atilde;o das alega&ccedil;&otilde;es, <strong>REJEITO </strong>a impugna&ccedil;&atilde;o a gratuidade da justi&ccedil;a.</p> <p><strong><u>DA APLICA&Ccedil;&Atilde;O DO CDC</u></strong></p> <p>Destaco que a rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dico-material entre as partes litigantes se classifica como sendo de consumo, estando sob a &eacute;gide das disposi&ccedil;&otilde;es contidas no C&oacute;digo de Defesa do Consumidor. A parte demandada figura como fornecedora de servi&ccedil;os atinentes ao cr&eacute;dito, ao passo que a parte requerente como destinat&aacute;ria final dos mesmos, enquadrando-se aos conceitos de "fornecedor" e "consumidor" estampados nos arts. 2&ordm; e 3&ordm; do CDC.</p> <p>Ademais, disp&otilde;e a S&uacute;mula 297 do STJ que <em>"O C&oacute;digo de Defesa do Consumidor &eacute; aplic&aacute;vel &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es financeiras"</em>, de modo que n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas quanto &agrave; aplicabilidade da Legisla&ccedil;&atilde;o Consumerista.</p> <p><strong><u>DO JULGAMENTO ANTECIPADO DO M&Eacute;RITO</u></strong></p> <p>Encontram-se presentes os requisitos de admissibilidade da a&ccedil;&atilde;o e pressupostos processuais; n&atilde;o h&aacute; prejudiciais de m&eacute;rito, nulidades ou irregularidades. Cab&iacute;vel o julgamento antecipado do m&eacute;rito, haja vista n&atilde;o haver necessidade de produ&ccedil;&atilde;o de outras provas, conforme disposi&ccedil;&atilde;o contida no artigo 355, inciso I, do CPC.</p> <p><strong><u>NO M&Eacute;RITO</u></strong></p> <p>O cerne da controv&eacute;rsia consiste em verificar a (ir)regularidade do desconto: CONTRIBUI&Ccedil;&Atilde;O UNASPUB e o dever de indenizar da institui&ccedil;&atilde;o financeira requerida.</p> <p>Tratando-se de rela&ccedil;&atilde;o de consumo e havendo defeitos de qualquer natureza, ou mesmo informa&ccedil;&otilde;es insuficientes ou inadequadas no fornecimento do servi&ccedil;o (CDC, art. 14), responde o fornecedor objetivamente pelos danos da&iacute; advindos, incumbindo-lhe, para elidir sua responsabilidade, a prova de que tendo prestado o servi&ccedil;o, o defeito inexiste ou, que a culpa seja imputada exclusivamente ao usu&aacute;rio ou a terceiro (CDC, art. 14, &sect; 3&ordm;), o que n&atilde;o ocorreu.</p> <p><strong>No caso, a parte requerida n&atilde;o apresentou o contrato em quest&atilde;o</strong> <strong>ou quaisquer documentos que comprovassem a efetiva contrata&ccedil;&atilde;o</strong>, cujo &ocirc;nus lhe incumbia por disposi&ccedil;&atilde;o contida no art. 373, inciso II, do CPC.</p> <p>&Eacute; imprescind&iacute;vel que seja comprovado o neg&oacute;cio jur&iacute;dico entabulado, mediante apresenta&ccedil;&atilde;o de documento dando conta da contrata&ccedil;&atilde;o, com o fito de demonstrar a regularidade da transa&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria, para, assim, ensejar a respectiva cobran&ccedil;a.</p> <p>Portanto, n&atilde;o havendo a contrata&ccedil;&atilde;o do <em>T&Iacute;TULO DE CAPITALIZA&Ccedil;&Atilde;O</em>, o demandado cometeu ato il&iacute;cito ao efetuar descontos na conta banc&aacute;ria da autora em rela&ccedil;&atilde;o ao d&eacute;bito, de consequ&ecirc;ncia, deve ser declarado a inexist&ecirc;ncia. Nesse sentido:</p> <p>RECURSO INOMINADO &ndash; A&Ccedil;&Atilde;O DE INDENIZA&Ccedil;&Atilde;O POR DANOS MORAIS &ndash; VENDA CASADA - <u><strong>TITULO DE CAPITALIZACAO N&Atilde;O CONTRATADO</strong></u> &ndash; SERVI&Ccedil;O INADEQUADO- APLICA&Ccedil;&Atilde;O DO CDC &ndash; DANO MORAL CARACTERIZADO - SENTEN&Ccedil;A REFORMADA &ndash; RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.(TJ-AM - RI: 06007975320218043800 Coari, Relator: Etelvina Lobo Braga, Data de Julgamento: 23/11/2022, 2&ordf; Turma Recursal, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: 23/11/2022)</p> <p>Assim, diante da aus&ecirc;ncia de contrato entre autor e r&eacute;u, necess&aacute;rio reconhecer a INEXIST&Ecirc;NCIA DO NEG&Oacute;CIO JUR&Iacute;DICO.</p> <p><strong><u>DA REPETI&Ccedil;&Atilde;O DO IND&Eacute;BITO</u></strong></p> <p>A repeti&ccedil;&atilde;o do ind&eacute;bito, n&atilde;o &eacute; sen&atilde;o a restitui&ccedil;&atilde;o do que foi efetivamente pago sem ser devido, apresentando-se como san&ccedil;&atilde;o da regra de que n&atilde;o &eacute; permitido a ningu&eacute;m enriquecer injustamente &agrave; custa de outrem.</p> <p>De bom alvitre, confere a Lei 8.078/90 em seu artigo 42, par&aacute;grafo &uacute;nico, no qual diz, in verbis: <em>"Art. 42- O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito &agrave; repeti&ccedil;&atilde;o do ind&eacute;bito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria e juros legais, salvo hip&oacute;tese de engano justific&aacute;vel"</em>.</p> <p>Destarte, da leitura deste dispositivo legal chega-se &agrave; conclus&atilde;o de que h&aacute; alguns elementos a serem observados para que o consumidor tenha o direito &agrave; repeti&ccedil;&atilde;o do ind&eacute;bito, em dobro, quais sejam: a) que o fornecedor tenha cobrado pelo valor; b) que o consumidor tenha pagado o valor cobrado, pois, simplesmente deixar de pagar a cobran&ccedil;a indevida, poder&aacute; o fornecedor responder por perdas e danos caso prossiga em seu intuito ilegal; e c) que haja m&aacute;-f&eacute; no envio da cobran&ccedil;a, pois, do contr&aacute;rio, a restitui&ccedil;&atilde;o ser&aacute; feita de forma simples.</p> <p>A repeti&ccedil;&atilde;o de ind&eacute;bito &eacute; disciplinada ainda no art. 876 do C&oacute;digo Civil: "Todo aquele que recebeu o que lhe n&atilde;o era devido fica obrigado a restituir; obriga&ccedil;&atilde;o que incumbe &agrave;quele que recebe d&iacute;vida condicional antes de cumprida a condi&ccedil;&atilde;o." Deste modo, para que surja a obriga&ccedil;&atilde;o da repeti&ccedil;&atilde;o de ind&eacute;bito &eacute; necess&aacute;rio que j&aacute; tenha havido pagamento indevido, o que no contexto f&aacute;tico do processo restou comprovado, tendo em vista a n&atilde;o comprova&ccedil;&atilde;o da contrata&ccedil;&atilde;o do d&eacute;bito pela autora. </p> <p>Nesse sentido, j&aacute; decidiu o nosso Egr&eacute;gio Tribunal de Justi&ccedil;a:</p> <p>APELA&Ccedil;&Atilde;O. A&Ccedil;&Atilde;O DECLARAT&Oacute;RIA DE INEXIST&Ecirc;NCIA DE D&Eacute;BITO C/C DANOS MORAIS E REPETI&Ccedil;&Atilde;O DE IND&Eacute;BITO COM PEDIDO DE LIMINAR. AUTOR QUE N&Atilde;O RECONHECE DESCONTO EM CONTA CORRENTE. CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O DE SEGURO DE VIDA N&Atilde;O COMPROVADA PELA INSTITUI&Ccedil;&Atilde;O BANC&Aacute;RIA. ATO IL&Iacute;CITO. DANO MORAL CONFIGURADO. DEVOLU&Ccedil;&Atilde;O EM DOBRO ANTE A AUS&Ecirc;NCIA DE PROVA DA CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O. JUROS DE MORA A PARTIR DO EVENTO DANOSO E CORRE&Ccedil;&Atilde;O MONET&Aacute;RIA DO JULGAMENTO. APELO PROVIDO. - H&aacute; que se falar em ato il&iacute;cito e inexist&ecirc;ncia do d&eacute;bito, se a institui&ccedil;&atilde;o financeira n&atilde;o comprova a regularidade da contrata&ccedil;&atilde;o do seguro de vida, de modo que n&atilde;o deve permanecer intacta a senten&ccedil;a que julgou improcedentes os pedidos formulados na inicial. - <u><strong>Se o banco n&atilde;o junta, com a contesta&ccedil;&atilde;o, o suposto contrato que legitimaria os atos de desconto perpetrados na conta corrente do autor, h&aacute; de devolver os valores descontados que passam a ser reputados como indevidos, devendo faz&ecirc;-lo em dobro, porque, se o contrato n&atilde;o existiu, agiu, assim, com m&aacute;-f&eacute; e sujeita &agrave;s san&ccedil;&otilde;es do artigo 42 do CDC.</strong></u> - A conduta lesiva da institui&ccedil;&atilde;o financeira, que levou o autor a experimentar descontos mensais em sua conta corrente, caracteriza danos morais, cujo valor fixo em R$ 10.000,00 (dez mil reais), corrigidos a partir do evento danoso (juros de mora) e do julgamento (corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria). (TJTO, Apela&ccedil;&atilde;o n&ordm;. 0020624-87.2016.8.27.0000, Relator: Desembargador Jo&atilde;o Rigo Guimar&atilde;es, autuado em 26.11.2016) (grifei).</p> <p> APELA&Ccedil;&Atilde;O. A&Ccedil;&Atilde;O DE REPETI&Ccedil;&Atilde;O DE IND&Eacute;BITO C/C INDENIZA&Ccedil;&Atilde;O POR DANOS MORAIS. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO BANCO DO BRASIL. DESACOLHIMENTO. 1. Se a institui&ccedil;&atilde;o financeira n&atilde;o nega que promoveu o lan&ccedil;amento a d&eacute;bito na conta corrente do autor, se limitando a afirmar que agiu no exerc&iacute;cio regular de um direito, descabe falar de sua ilegitimidade para figurar no p&oacute;lo passivo da lide. D&Eacute;BITO EM CONTA CORRENTE N&Atilde;O AUTORIZADO. PROVA DA REGULARIDADE. AUS&Ecirc;NCIA. DEVOLU&Ccedil;&Atilde;O EM DOBRO DOS VALORES DEBITADOS. POSSIBILIDADE. DANO MORAL IN RE IPSA (ART.14 CDC) 2. Ausente prova acerca da autoriza&ccedil;&atilde;o para que o banco levasse a efeito d&eacute;bito em conta corrente do autor, deve ele restituir os valores suprimidos de forma indevida, isto em raz&atilde;o do princ&iacute;pio que veda o enriquecimento injustificado da parte credora. <u><strong>3. O STJ firmou a orienta&ccedil;&atilde;o de que tanto a m&aacute;-f&eacute; como a culpa (imprud&ecirc;ncia, neglig&ecirc;ncia e imper&iacute;cia) d&atilde;o ensejo &agrave; puni&ccedil;&atilde;o do fornecedor do produto na restitui&ccedil;&atilde;o em dobro.</strong></u> 4. Ineg&aacute;vel que o d&eacute;bito indevido na conta corrente do autor lhe ocasionou ang&uacute;stia, afli&ccedil;&atilde;o e intranquilidade, justificando a indeniza&ccedil;&atilde;o por dano moral, cuja exist&ecirc;ncia &eacute; presumida, nos termos do art. 14 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor. RECURSO IMPROVIDO DO PRIMEIRO APELANTE E PROVIDO DO SEGUNDO. (TJTO, APRN 0013302-50.2015.827.0000), Rel. Des. JO&Atilde;O RIGO, 5&ordf; Turma da 2&ordf; C&acirc;mara C&iacute;vel, julgado em 09/11/2016) (grifei).</p> <p>RECURSO C&Iacute;VEL. EMPR&Eacute;STIMO PAGO MEDIANTE DESCONTO EM FOLHA. COMPROVA&Ccedil;&Atilde;O DO DESCONTO EM FOLHA DAS PARCELAS E POSTERIOR DESCONTO EM CONTA CORRENTE. DUPLICIDADE. DESCONTO INDEVIDO. DEVOLU&Ccedil;&Atilde;O DOBRADA. DANO MORAL VERIFICADO. SENTEN&Ccedil;A REFORMADA. 1. <u><strong>O desconto feito em conta corrente se demonstra indevido quando j&aacute; efetuado o pagamento do d&eacute;bito mediante desconto em folha. Sendo indevidos os descontos, a devolu&ccedil;&atilde;o deve ser na forma dobrada. Intelig&ecirc;ncia do art. 42, par&aacute;grafo &uacute;nico do CDC.</strong></u> 2. Quanto ao dano moral, esta Turma possui o entendimento de que a retirada indevida valores de conta corrente &eacute; capaz de causar dano moral indeniz&aacute;vel, por privar a parte de utilizar montante que lhe pertence. No caso dos autos, a situa&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; mais grave, pois o valor retirado era utilizado para a manuten&ccedil;&atilde;o da recorrente, fato que, sem d&uacute;vidas, lhe causou transtornos, prejudicando, inclusive, a sua subsist&ecirc;ncia, acrescido da negativa da institui&ccedil;&atilde;o financeira em restituir voluntariamente os valores indevidamente cobrados. (RI 0018652-19.2015.827.0000, Rel. Juiz PEDRO NELSON DE MIRANDA COUTINHO, 2&ordf; Turma Recursal C&iacute;vel, julgado em 03/08/2016) (grifei).</p> <p>No mesmo sentido, o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a fixou o seguinte entendimento:</p> <p>AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INDENIZA&Ccedil;&Atilde;O. DANOS MATERIAIS E MORAIS. DESCONTO INDEVIDO EM FOLHA DE PAGAMENTO. REPETI&Ccedil;&Atilde;O DE IND&Eacute;BITO. DEVOLU&Ccedil;&Atilde;O EM DOBRO. M&Aacute;-F&Eacute;. 1. A devolu&ccedil;&atilde;o em dobro dos valores pagos pelo consumidor &eacute; poss&iacute;vel quando demonstrada a m&aacute;-f&eacute; do credor. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (STJ - AgInt no AREsp: 1110103 DF 2017/0126429-3, Relator: Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Data de Julgamento: 10/04/2018, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DJe 19/04/2018).</p> <p>Desta maneira, diante da inexist&ecirc;ncia do d&eacute;bito, ou seja, cobran&ccedil;a indevida, dever&aacute; a requerida restituir em dobro os valores indevidamente descontados da conta banc&aacute;ria da parte autora, diante da m&aacute;-f&eacute; do credor e da aus&ecirc;ncia de prova da contrata&ccedil;&atilde;o, restando, pois, a falha do servi&ccedil;o evidenciada. </p> <p><u><strong>Por outro lado, &eacute; devido somente os descontos demonstrados nos autos, os quais ser&atilde;o apurados em sede de cumprimento de senten&ccedil;a. </strong></u></p> <p><strong><u>DOS DANOS MORAIS</u></strong></p> <p>A repara&ccedil;&atilde;o dos danos ocasionados ao consumidor, baseada em responsabilidade civil objetiva, reclama a configura&ccedil;&atilde;o dos seguintes requisitos: ato lesivo (causa), dano (consequ&ecirc;ncia) e nexo causal.</p> <p> O ato lesivo &eacute; toda a&ccedil;&atilde;o ou omiss&atilde;o volunt&aacute;ria que viola direito ou causa preju&iacute;zo a outrem. Dano &eacute; toda les&atilde;o a bens ou interesses juridicamente tutelados, sejam de ordem patrimonial, sejam de ordem puramente moral (AGOSTINHO ALVIM, Da Inexecu&ccedil;&atilde;o das Obriga&ccedil;&otilde;es e suas Consequ&ecirc;ncias, Saraiva, 1972, p. 172). O nexo causal &eacute; o liame jur&iacute;dico que se estabelece entre causa (fato lesivo) e consequ&ecirc;ncia (dano), de uma tal maneira que se torne poss&iacute;vel dizer que o dano decorreu irrecusavelmente daquela causa.</p> <p>Por derradeiro, no que atine &agrave; pretens&atilde;o reparat&oacute;ria a t&iacute;tulo de danos morais, apesar de vari&aacute;vel sua conceitua&ccedil;&atilde;o na doutrina, em apertada s&iacute;ntese, pode-se dizer que o aspecto conceitual do dano moral reside no sentimento interior do indiv&iacute;duo &ndash; tanto no &acirc;mbito particular quanto frente &agrave; sociedade &ndash; abarcando, assim, toda les&atilde;o n&atilde;o patrimonial que venha a sofrer e lhe cause repercuss&atilde;o em seu &iacute;ntimo.</p> <p>De fato, o dano moral diz respeito &agrave; viola&ccedil;&atilde;o dos direitos referentes &agrave; dignidade humana, a doutrina especializada e a jurisprud&ecirc;ncia dominante do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a v&ecirc;m entendendo que a consequ&ecirc;ncia do dano encontra-se &iacute;nsita na pr&oacute;pria ofensa, porquanto deflui da ordem natural das coisas, tomando-se como par&acirc;metro a vida comum das pessoas.</p> <p>A cobran&ccedil;a indevida de d&eacute;bito inexistente trata-se de dano moral presumido. Cobran&ccedil;a indevida viola direitos da personalidade de qualquer pessoa, independentemente de idade, sexo, grau de escolaridade, etc. Outrossim, as dificuldades e inc&ocirc;modos com os quais o consumidor se depara ao tentar resolver os problemas diretamente com o fornecedor, agravam ainda mais a situa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o restando d&uacute;vidas de que fica configurado o dano moral nestes casos.</p> <p>No caso do dano <em>in re ipsa</em>, n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria a apresenta&ccedil;&atilde;o de provas que demonstrem a ofensa moral da pessoa.</p> <p>De fato, inexiste nos autos ind&iacute;cios capazes de comprovar que tenha sido o autor quem efetuou a solicita&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os junto &agrave; parte requerida.</p> <p>N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida que o comportamento adotado pela institui&ccedil;&atilde;o financeira r&eacute; gerou ao consumidor sentimentos de descaso, insatisfa&ccedil;&atilde;o e impot&ecirc;ncia que, evidentemente, ultrapassam o mero dissabor, por evidenciar inequ&iacute;voca viola&ccedil;&atilde;o &agrave; boa-f&eacute; objetiva.</p> <p>Este &eacute; o entendimento do Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado do Tocantins: </p> <p>RECURSO C&Iacute;VEL. CONTRATO DE M&Uacute;TUO. INEXIST&Ecirc;NCIA DE CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O. DESCONTOS EM BENEF&Iacute;CIO PREVIDENCI&Aacute;RIO. DANO MORAL. PRECEDENTES. VALOR INDENIZAT&Oacute;RIO MAJORADO. 1. A cobran&ccedil;a indevida de valores enseja o dever de restitui&ccedil;&atilde;o em dobro, a teor do que disp&otilde;e o art. 42, par&aacute;grafo &uacute;nico, do CDC, fazendo jus a recorrente a restitui&ccedil;&atilde;o do ind&eacute;bito na forma dobrada pelo valor que foi cobrada indevidamente. 2<u><strong>. Ausente a contrata&ccedil;&atilde;o e comprovados os descontos no benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio fica caracterizado o dano moral. &Eacute; entendimento pacifico nesta Turma Recursal que o desconto indevido em benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio de idoso &eacute; suscet&iacute;vel de causar dano moral indeniz&aacute;vel.</strong></u> Posicionamento tamb&eacute;m compartilhado pela 1&ordf; Turma Recursal. 2. Precedentes que fixam o dano moral em R$ 6.000,00 (seis mil reais). Reforma parcial para adequa&ccedil;&atilde;o do quantum indenizat&oacute;rio. 3. Senten&ccedil;a parcialmente reformada. (RI 0007258-26.2016.827.9200, Rel. Juiz GIL DE ARA&Uacute;JO CORR&Ecirc;A, 2&ordf; Turma Recursal C&iacute;vel, julgado em 25/05/2016) (grifei). </p> <p>RECURSO C&Iacute;VEL. CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O DE M&Uacute;TUO. IDOSO. AUS&Ecirc;NCIA DE PROVA DA CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O. DOCUMENTO QUE COMPROVA A DEVOLU&Ccedil;&Atilde;O ADMINISTRATIVA DOS VALORES DESCONTADOS INDEVIDAMENTE JUNTADO ANTES DO FINAL DA AUDI&Ecirc;NCIA DE INSTRU&Ccedil;&Atilde;O. PRECLUS&Atilde;O N&Atilde;O APLICADA. DANO MORAL CONFIGURADO. SENTEN&Ccedil;A PARCIALMENTE REFORMADA. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 1. N&atilde;o h&aacute; &oacute;bice &agrave; juntada de documentos pela parte r&eacute;, mesmo ap&oacute;s a contesta&ccedil;&atilde;o, se o fizer at&eacute; o encerramento da audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o e julgamento. Preclus&atilde;o n&atilde;o aplicada. 2<u><strong>. Constatado o desconto indevido o Banco providenciou prontamente a devolu&ccedil;&atilde;o dos valores, antes mesmo do ajuizamento da demanda. No entanto, n&atilde;o se pode negar que houve a falha pelo desconto indevido. 3. &Eacute; entendimento pacifico nesta Turma Recursal que o desconto indevido em benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio de idoso &eacute; suscet&iacute;vel de causar dano moral indeniz&aacute;vel, at&eacute; porque o benefici&aacute;rio ficou privado de valores de sua aposentadoria injustamente</strong></u>. No entanto, o reconhecimento do Banco pela falha e a devolu&ccedil;&atilde;o dos valores s&atilde;o causas para minorar o valor da indeniza&ccedil;&atilde;o. Neste caso voto pela fixa&ccedil;&atilde;o da indeniza&ccedil;&atilde;o em R$2.000,00 (dois mil reais), corrigidos monetariamente pelo INPC (art. 398 e S&uacute;mula 54 do STJ) desde o desembolso e juros de mora de 1% da cita&ccedil;&atilde;o. 4 - Recurso conhecido e parcialmente provido. (grifei).</p> <p>Do mesmo modo, o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a afirma que: </p> <p>PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLA&Ccedil;&Atilde;O AO ART. 535 DO CPC PELO AC&Oacute;RD&Atilde;O RECORRIDO N&Atilde;O CARACTERIZADA. RESPONSABILIDADE CIVIL. COMPENSA&Ccedil;&Atilde;O POR DANOS MORAIS. CABIMENTO. <u><strong>CONTRATO INEXISTENTE. DESCONTOS INDEVIDOS EM CONTA-CORRENTE. DANOS MORAIS</strong></u>. QUANTUM INDENIZAT&Oacute;RIO. REVIS&Atilde;O QUE SE ADMITE T&Atilde;O SOMENTE NOS CASOS EM QUE O VALOR SE APRESENTAR IRRIS&Oacute;RIO OU EXORBITANTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. N&atilde;o configura ofensa ao art. 535 do C&oacute;digo de Processo Civil o fato de o colendo Tribunal de origem, embora sem examinar individualmente cada um dos argumentos suscitados pelo recorrente, adotar fundamenta&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria &agrave; pretens&atilde;o da parte, suficiente para decidir integralmente a controv&eacute;rsia. 2. Inexistente o contrato formalizado entre as partes, s&atilde;o indevidos os descontos efetuados em conta-corrente, o que d&aacute; ensejo &agrave; condena&ccedil;&atilde;o por dano moral. Precedente.3. O entendimento deste Sodal&iacute;cio &eacute; pac&iacute;fico no sentido de que o valor estabelecido pelas inst&acirc;ncias ordin&aacute;rias a t&iacute;tulo de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais pode ser revisto t&atilde;o somente nas hip&oacute;teses em que a condena&ccedil;&atilde;o se revelar irris&oacute;ria ou exorbitante, distanciando-se dos padr&otilde;es de razoabilidade, o que n&atilde;o se evidencia no presente caso, em que a verba indenizat&oacute;ria foi fixada em R$ 8.000,00 (oito mil reais), a t&iacute;tulo de repara&ccedil;&atilde;o moral decorrente dos descontos indevidos realizados na conta-corrente da autora da a&ccedil;&atilde;o, de modo que a sua revis&atilde;o encontra &oacute;bice na S&uacute;mula 7/STJ. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. gRg no AREsp 408169 RS 2013/0340510-0. T4 - QUARTA TURMA. Relator: Ministro RAUL ARA&Uacute;JO. Julgado em: 18 de Fevereiro de 2014. (grifei). </p> <p> Ante o exposto, reconhe&ccedil;o a exist&ecirc;ncia do dano moral apto a ensejar indeniza&ccedil;&atilde;o, restando, pois, examinar o quantitativo aplic&aacute;vel in casu.</p> <p><em><strong>Do Quantum Indenizat&oacute;rio</strong></em></p> <p>Tenho que na fixa&ccedil;&atilde;o do quantum indenizat&oacute;rio devem ser observados os princ&iacute;pios da razoabilidade e proporcionalidade. O valor arbitrado deve guardar dupla fun&ccedil;&atilde;o. A primeira de ressarcir a parte afetada dos danos sofridos e uma segunda pedag&oacute;gica, dirigida ao agente do ato lesivo, a fim de evitar que atos semelhantes venham a ocorrer novamente. &Eacute; necess&aacute;rio, ainda, definir a quantia de tal forma que seu arbitramento n&atilde;o cause enriquecimento sem causa &agrave; parte lesada.</p> <p>Sendo assim, sopesando o abalo moral suportado pela autora, al&eacute;m das peculiaridades do caso concreto, fixo o equivalente a R$ 1.000,00 (mil reais), para o postulante, a t&iacute;tulo de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais, o qual dever&aacute; ser corrigido monetariamente pelo INPC/IBGE a contar da data do arbitramento (S&uacute;mula 362/STJ) e acrescido de juros de 1% (um por cento) ao m&ecirc;s, que fluem a partir do evento danoso, nos termos da S&uacute;mula 54/STJ e artigo 398, do CC.</p> <p><strong>DO DISPOSITIVO</strong></p> <p>Ante o exposto, <strong>JULGO PROCEDENTE EM PARTE</strong> o pedido inicial, ao tempo em que <strong>RESOLVO O M&Eacute;RITO DO PROCESSO</strong>, com fulcro no artigo 487, inciso I, do CPC, e, por conseguinte:</p> <p>a) <strong>RECONHECER A PRESCRI&Ccedil;&Atilde;O</strong> das parcelas com o lapso temporal de 05 (cinco) anos, retroagidos a partir do ajuizamento da a&ccedil;&atilde;o (18/12/2024) (Art. 487, II, CPC c/c art. 27, CDC).</p> <p>b) <strong>DECLARAR </strong>a inexist&ecirc;ncia do neg&oacute;cio jur&iacute;dico denominado <em>"</em>CONTRIBUI&Ccedil;&Atilde;O UNASPUB<em>";</em></p> <p>c) <strong>CONDENAR</strong> a parte r&eacute; &agrave; restitui&ccedil;&atilde;o do ind&eacute;bito em dobro, acrescida de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria pelo INPC e de juros morat&oacute;rios, na base de 1% (um por cento) ao m&ecirc;s, ambos incidir&atilde;o desde a data do efetivo preju&iacute;zo (data dos descontos de cada parcela), a ser apurado em fase de liquida&ccedil;&atilde;o pelo procedimento comum;</p> <p>d) <strong>CONDENAR</strong> a parte r&eacute; ao pagamento de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais, no valor de R$1.000,00 (mil reais), corrigidos monetariamente pelo INPC a partir da data desta decis&atilde;o (S&uacute;mula 362 do STJ) e acrescidos de juros morat&oacute;rios de 1% (um por cento) ao m&ecirc;s, a partir do evento danoso (art. 398 do CC e S&uacute;mula 54/STJ).</p> <p>Considerando que na a&ccedil;&atilde;o de indeniza&ccedil;&atilde;o por dano moral a condena&ccedil;&atilde;o em montante inferior ao postulado na inicial n&atilde;o implica sucumb&ecirc;ncia (S&uacute;mula 362 do STJ), CONDENO o requerido a pagar as despesas e custas processuais, bem como em honor&aacute;rios advocat&iacute;cios, os quais ARBITRO 10% (dez por cento) sobre o valor da condena&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Sobrevindo o tr&acirc;nsito em julgado, o que dever&aacute; ser certificado nos autos, procedam-se as baixas necess&aacute;rias e arquive-se o feito, observadas as formalidades legais.</p> <p>Cumpra-se o Provimento n&ordm; 02/2023/CGJUS/TO.</p> <p>Intimem-se. Cumpra-se.</p> <p>Com o tr&acirc;nsito em julgado, d&ecirc;-se baixa definitiva.</p> <p>Goiatins/TO, data do protocolo eletr&ocirc;nico. </p> <p><strong>Herisberto e Silva Furtado Caldas</strong></p> <p><strong>Juiz de Direito</strong></p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

22/04/2026, 00:00

Expedida/certificada a intimação - Réu Revel

17/04/2026, 13:54

Expedida/certificada a intimação eletrônica

17/04/2026, 13:53

Julgamento - Com Resolução do Mérito - Procedência em Parte

16/04/2026, 14:51

Conclusão para julgamento

16/03/2026, 18:31

Decurso de Prazo - Refer. ao Evento: 67

05/03/2026, 00:11

Protocolizada Petição - Refer. ao Evento: 64

02/03/2026, 14:14

Publicado no DJEN - no dia 25/02/2026 - Refer. ao Evento: 67

25/02/2026, 02:48

Publicado no DJEN - no dia 24/02/2026 - Refer. ao Evento: 64

24/02/2026, 03:06

Disponibilizado no DJEN - no dia 24/02/2026 - Refer. ao Evento: 67

24/02/2026, 02:15

Publicacao/Comunicacao Intimação - DECISÃO DECISÃO /DESPACHO - <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>Procedimento Comum C&iacute;vel N&ordm; 0002044-16.2024.8.27.2720/TO</b></section> <section><b><table><tr><td>R&Eacute;U</td><td>: UNASPUB - UNIAO NACIONAL DE AUXILIO AOS SERVIDORES PUBLICOS</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">DESPACHO/DECIS&Atilde;O</p> </section> <section> <p>1. Decreto a revelia da parte requerida. ANOTE-SE nos autos que se trata de r&eacute;u revel

24/02/2026, 00:00
Documentos
SENTENÇA
16/04/2026, 14:51
DECISÃO/DESPACHO
20/02/2026, 14:32
ATO ORDINATÓRIO
02/09/2025, 13:50
ATO ORDINATÓRIO
01/08/2025, 15:20
ATO ORDINATÓRIO
02/07/2025, 17:53
ATO ORDINATÓRIO
02/07/2025, 17:52
ATO ORDINATÓRIO
02/07/2025, 17:49
ATO ORDINATÓRIO
02/07/2025, 17:48
ATO ORDINATÓRIO
02/07/2025, 17:48
DECISÃO/DESPACHO
27/05/2025, 21:04
DECISÃO/DESPACHO
24/01/2025, 17:13