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0005723-60.2025.8.27.2729

Procedimento do Juizado Especial CívelCancelamento de vôoTransporte AéreoContratos de ConsumoDIREITO DO CONSUMIDOR
TJTO1° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
02/12/2025
Valor da Causa
R$ 20.000,00
Orgao julgador
Juízo do 5º Núcleo de Justiça 4.0, Apoio ao Sistema dos Juizados Especiais
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes

Cumprimento de Levantamento da Suspensão

13/05/2026, 12:45

Decurso de Prazo - Refer. aos Eventos: 54 e 55

13/05/2026, 00:13

Publicado no DJEN - no dia 05/05/2026 - Refer. aos Eventos: 54, 55

05/05/2026, 02:35

Disponibilizado no DJEN - no dia 04/05/2026 - Refer. aos Eventos: 54, 55

04/05/2026, 02:04

Publicacao/Comunicacao Intimação - DECISÃO DECISÃO /DESPACHO - <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>Procedimento do Juizado Especial C&iacute;vel N&ordm; 0005723-60.2025.8.27.2729/TO</b></section> <section><b><table><tr><td>AUTOR</td><td>: FELIPE RIVELLO DA SILVA</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: IZABELLA MILHOMEM KRAN (OAB TO013356)</td></tr><tr><td>R&Eacute;U</td><td>: AZUL LINHAS AEREAS BRASILEIRAS S.A.</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: RAFAEL DOS SANTOS GALERA SCHLICKMANN (OAB SP267258)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">DESPACHO/DECIS&Atilde;O</p> </section> <section> <p>Chamo o feito &agrave; ordem.</p> <p>Compulsando os autos denota-se que houve o sobrestamento do processo (<span>evento 42, DECDESPA1</span>), em raz&atilde;o de decis&atilde;o proferida pelo Supremo Tribunal Federal de suspens&atilde;o de todos os processos que versem sobre a quest&atilde;o controvertida no<strong> </strong>Tema n&ordm; 1.417 da Repercuss&atilde;o Geral: <em>"Preval&ecirc;ncia das normas sobre o transporte a&eacute;reo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s normas de prote&ccedil;&atilde;o ao consumidor para disciplinar a responsabilidade civil por cancelamento, altera&ccedil;&atilde;o ou atraso de voo por motivo de caso fortuito ou for&ccedil;a maior.".</em></p> <p>Observa-se que a parte autora (<span>evento 50, PET1</span>) sustenta que a decis&atilde;o proferida precisa ser reconsiderada, ao n&atilde;o discorrer precisamente acerca do alcance da ordem de suspens&atilde;o do Tema n&ordm; 1.417, bem como n&atilde;o ter analisado a natureza interna do evento consistente no motivo do atraso/cancelamento do voo, afirmando que o caso em tela decorreu da necessidade de manuten&ccedil;&atilde;o, o que afastaria a incid&ecirc;ncia do referido Tema.</p> <p>Recentemente, o Ministro Dias Toffoli, no dia 10/3/2026, em sede de julgamento de embargos de declara&ccedil;&atilde;o contra a decis&atilde;o no ARE 1.560.244/RJ, esclarece que a suspens&atilde;o dos processos os quais versam sobre a quest&atilde;o controvertida no<strong> </strong>Tema n&ordm; 1.417 da Repercuss&atilde;o Geral se aplica somente a casos de fortuito externo, n&atilde;o se aplicando a situa&ccedil;&otilde;es que a responsabilidade civil em que se fundamenta em fortuito interno.</p> <p>Vejamos parte da fundamenta&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o:</p> <p>[...] Nesse quadro, &eacute; oportuno esclarecer que se considera fortuito interno o que &ldquo;abrange situa&ccedil;&otilde;es al&eacute;m do trivial de determinada atividade&rdquo;, atuando, via de regra, &ldquo;para inserir na responsabilidade conting&ecirc;ncia que, previsivelmente, devem ser resguardadas&rdquo; (ARE n&ordm; 1.385.315, Rel. Min. <strong>Edson Fachin</strong>, julgado em 11/4/24, DJe de 20/6/24). Portanto, <strong>situa&ccedil;&otilde;es em que a responsabilidade civil se funda em fortuito interno, a princ&iacute;pio, n&atilde;o se amoldam ao presente paradigma.</strong></p> <p>&Eacute; que a mat&eacute;ria controvertida no Tema n&ordm; 1.417 da Repercuss&atilde;o Geral diz respeito <strong>especificamente &agrave;s excludentes de responsabilidade civil, ou seja, &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es que rompem o nexo de causalidade, consistentes em caso fortuito (e, portanto, em fortuito EXTERNO) ou for&ccedil;a maior, as quais, no &acirc;mbito do transporte a&eacute;reo, est&atilde;o previstas no &sect; 3&ordm; do art. 256 da Lei n&ordm; 7.565, de 19 de dezembro de 1986 (C&oacute;digo Brasileiro de Aeron&aacute;utica).</strong> . Sen&atilde;o, vejamos:</p> <p>&sect; 3&ordm; Constitui caso fortuito ou for&ccedil;a maior, para fins do inciso II do &sect; 1&ordm; deste artigo, a ocorr&ecirc;ncia de 1 (um) ou mais dos seguintes eventos, desde que supervenientes, imprevis&iacute;veis e inevit&aacute;veis: (Inclu&iacute;do pela Lei n&ordm; 14.034, de 2020). Produ&ccedil;&atilde;o de efeitos</p> <p>I - restri&ccedil;&otilde;es ao pouso ou &agrave; decolagem decorrentes de condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas adversas impostas por &oacute;rg&atilde;o do sistema de controle do espa&ccedil;o a&eacute;reo; (Inclu&iacute;do pela Lei n&ordm; 14.034, de 2020).</p> <p>II - restri&ccedil;&otilde;es ao pouso ou &agrave; decolagem decorrentes de indisponibilidade da infraestrutura aeroportu&aacute;ria; (Inclu&iacute;do pela Lei n&ordm; 14.034, de 2020).</p> <p>III - restri&ccedil;&otilde;es ao voo, ao pouso ou &agrave; decolagem decorrentes de determina&ccedil;&otilde;es da autoridade de avia&ccedil;&atilde;o civil ou de qualquer outra autoridade ou &oacute;rg&atilde;o da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, que ser&aacute; responsabilizada; (Inclu&iacute;do pela Lei n&ordm; 14.034, de 2020).</p> <p>IV - decreta&ccedil;&atilde;o de pandemia ou publica&ccedil;&atilde;o de atos de Governo que dela decorram, com vistas a impedir ou a restringir o transporte a&eacute;reo ou as atividades aeroportu&aacute;rias.</p> <p>Em que pese o racioc&iacute;nio adotado na decis&atilde;o do <span>evento 42, DECDESPA1</span>, imperioso reconhecer a necessidade de reconsidera&ccedil;&atilde;o do entendimento firmado, ao passo que, ap&oacute;s uma rean&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o em exame, constata-se inexistente qualquer alega&ccedil;&atilde;o de caso fortuito ou for&ccedil;a maior por parte da requerida, hip&oacute;tese que n&atilde;o se enquadra no Tema n&ordm; 1.417.</p> <p>Nesse contexto, &eacute; v&aacute;lido ressaltar a impossibilidade de adentrar ao m&eacute;rito da demanda neste momento processual, cabendo ao ju&iacute;zo examinar de forma branda as exposi&ccedil;&otilde;es e o acervo probat&oacute;rio trazido, apenas com o intuito de delimitar a possibilidade ou n&atilde;o de enquadramento no mencionado Tema.</p> <p>Dessa forma, nota-se que o fundamento que embasou a suspens&atilde;o do feito n&atilde;o mais subsiste, tendo havido equ&iacute;voco na aprecia&ccedil;&atilde;o da narrativa f&aacute;tica dos autos, o que autoriza o exerc&iacute;cio do ju&iacute;zo de retrata&ccedil;&atilde;o em prest&iacute;gio aos princ&iacute;pios da primazia do julgamento do m&eacute;rito, da coopera&ccedil;&atilde;o processual e da efetividade da tutela jurisdicional.</p> <p>Em an&aacute;lise aos autos, nota-se que a fundamenta&ccedil;&atilde;o da requerida para a exclus&atilde;o de sua responsabilidade quanto &agrave; falha na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os tem por base quest&otilde;es operacionais e aeroportu&aacute;rias, o que se caracteriza como fortuito interno (<span>evento 23, CONT1</span>, p&aacute;g. 6). </p> <p>Veja-se o seguinte julgado:</p> <p>APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. CANCELAMENTO DE VOOS. AUS&Ecirc;NCIA DE COMUNICA&Ccedil;&Atilde;O PR&Eacute;VIA. ASSIST&Ecirc;NCIA INADEQUADA. <strong>ALEGA&Ccedil;&Atilde;O DE EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE POR MOTIVO DE FOR&Ccedil;A MAIOR. N&Atilde;O COMPROVA&Ccedil;&Atilde;O. RISCO DA ATIVIDADE EMPRESARIAL (FORTUITO INTERNO). FALHA NA PRESTA&Ccedil;&Atilde;O DE SERVI&Ccedil;O VERIFICADA. </strong>RESPONSABILIDADE OBJETIVA. DANOS MORAIS PRESUMIDOS. QUANTUM INDENIZAT&Oacute;RIO FIXADO EM R$ 10.000,00. INVERS&Atilde;O DO &Ocirc;NUS SUCUMBENCIAL. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. SENTEN&Ccedil;A REFORMADA.1- <strong>N&atilde;o obstante a requerida alegue que a altera&ccedil;&atilde;o do voo decorreu de for&ccedil;a maior, n&atilde;o cuidou de apresentar qualquer prova neste sentido, &ocirc;nus que lhe competia por cuidar de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor (art. 373, inciso II, do CPC). A ocorr&ecirc;ncia de atrasos ou cancelamentos de voos por raz&otilde;es clim&aacute;ticas, problemas t&eacute;cnicos e/ou situa&ccedil;&otilde;es similares, &eacute; inerente ao pr&oacute;prio risco da atividade empresarial desempenhada, configurando-se fortuito interno, in&aacute;bil a afastar a falha na presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os na forma de excludente de responsabilidade (Teoria do Risco da Atividade)</strong>.2- A responsabilidade do transportador a&eacute;reo &eacute; objetiva, com base no art. 14 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, cabendo ao fornecedor reparar os danos causados ao consumidor, salvo prova de excludentes de responsabilidade, o que n&atilde;o ocorreu no caso.3- Os danos morais decorrentes do cancelamento de voos e do descumprimento dos deveres de assist&ecirc;ncia s&atilde;o presumidos (in re ipsa), bastando a comprova&ccedil;&atilde;o do fato gerador.4- O valor da indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais fixado em R$ 10.000,00 &eacute; adequado aos crit&eacute;rios de razoabilidade, proporcionalidade e car&aacute;ter pedag&oacute;gico, considerando os transtornos suportados pelo passageiro.5- Recurso conhecido e parcialmente provido. 6- Senten&ccedil;a de improced&ecirc;ncia reformada, com a invers&atilde;o do &ocirc;nus sucumbencial, impondo &agrave; parte r&eacute; o pagamento das custas processuais e honor&aacute;rios advocat&iacute;cios arbitrados em 20% sobre o valor da condena&ccedil;&atilde;o, nos termos do art. 85, &sect;2o, do CPC.1(TJTO, Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel, 0003529- 24.2024.8.27.2729, Rel. EUR&Iacute;PEDES DO CARMO LAMOUNIER, julgado em 10/12/2024, juntado aos autos em 16/12/2024 16:13:20) (Grifo n&atilde;o original).</p> <p>Nesse entendimento, nota-se que o presente feito n&atilde;o se enquadra na mat&eacute;ria discutida no tema repetitivo, portanto <strong>n&atilde;o h&aacute; a o que se falar na suspens&atilde;o do processo at&eacute; o julgamento definitivo do ARE 1.560.244/RJ &ndash; Tema n&ordm; 1417</strong>.</p> <p>Dessa forma, <strong>DETERMINO</strong> o levantamento da suspens&atilde;o para fins de parametriza&ccedil;&atilde;o (<span>evento 42, DECDESPA1</span>).</p> <p>Outrossim, <strong>INTIMEM-SE AMBAS AS PARTES</strong> para se manifestarem no prazo de 5 (cinco) dias (artigo 218, par&aacute;grafo 3&deg; do C&oacute;digo de Processo Civil).</p> <p>Proceda o Cart&oacute;rio o levantamento da suspens&atilde;o com a movimenta&ccedil;&atilde;o adequada e posterior conclus&atilde;o para julgamento.</p> <p>Ap&oacute;s, com ou sem manifesta&ccedil;&atilde;o, voltem os autos conclusos para senten&ccedil;a.</p> <p>Cumpra-se.</p> <p>Palmas - TO, data certificada no sistema.</p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

04/05/2026, 00:00

Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Despacho/Decisão

30/04/2026, 12:47

Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Despacho/Decisão

30/04/2026, 12:47

Decisão - Outras Decisões

30/04/2026, 12:47

Conclusão para decisão

14/04/2026, 14:55

Remessa Interna - Outros Motivos - NUGEPAC -> TO4.05NJE

17/03/2026, 13:40

Protocolizada Petição

17/03/2026, 09:46

Lavrada Certidão

13/03/2026, 14:03

Remessa Interna - Em Diligência - TO4.05NJE -> NUGEPAC

10/03/2026, 15:12

Decurso de Prazo - Refer. aos Eventos: 43 e 44

10/03/2026, 00:15

Publicado no DJEN - no dia 02/03/2026 - Refer. aos Eventos: 43, 44

02/03/2026, 02:32
Documentos
DECISÃO/DESPACHO
30/04/2026, 12:47
DECISÃO/DESPACHO
26/02/2026, 10:56
DECISÃO/DESPACHO
25/11/2025, 17:14
ATO ORDINATÓRIO
17/07/2025, 17:21
DECISÃO/DESPACHO
24/05/2025, 10:28