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0020311-62.2025.8.27.2700

Agravo de InstrumentoLiminarTutela ProvisóriaDIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO
TJTO2° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
20/01/2026
Valor da Causa
R$ 0,00
Orgao julgador
GAB. DA DESA. ETELVINA MARIA SAMPAIO FELIPE
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes

Baixa Definitiva

11/05/2026, 14:38

Trânsito em Julgado

11/05/2026, 14:38

Decurso de Prazo - Refer. aos Eventos: 66, 67, 69 e 70

08/05/2026, 00:02

Ato ordinatório - Lavrada Certidão

28/04/2026, 15:26

Publicado no DJEN - no dia 13/04/2026 - Refer. aos Eventos: 66, 67, 68, 69, 70

13/04/2026, 02:30

Disponibilizado no DJEN - no dia 10/04/2026 - Refer. aos Eventos: 66, 67, 68, 69, 70

10/04/2026, 02:00

Publicacao/Comunicacao Intimação - DECISÃO DECISÃO /DESPACHO - <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section><b>Agravo de Instrumento N&ordm; 0020311-62.2025.8.27.2700/TOPROCESSO ORIGIN&Aacute;RIO: N&ordm; 0057118-91.2025.8.27.2729/TO</b></section> <section><b><table><tr><td>AGRAVANTE</td><td>: GABRIEL MONTELO FERNANDES</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: JOAO FILIPE MACIEL LUCENA (OAB TO007938)</td></tr><tr><td>AGRAVADO</td><td>: ANTONIO AUGUSTO COSTANTIN</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: AUGUSTO MATHEUS COSTANTIN (OAB TO0005748)</td></tr><tr><td>AGRAVADO</td><td>: REGINA GON&Ccedil;ALVES MAKI</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: SANDRO ROBERTO DE CAMPOS (OAB TO03145B)</td></tr><tr><td>AGRAVADO</td><td>: SERGIO MAKI</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: SANDRO ROBERTO DE CAMPOS (OAB TO03145B)</td></tr><tr><td>AGRAVADO</td><td>: MARIA DO CARMO DE OLIVEIRA REIS</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: FERNANDO GOMES PINHEIRO (OAB TO008340)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">DECIS&Atilde;O</p> </section> <section> <p>Trata-se de agravo de instrumento com pedido de efeito suspensivo e tutela recursal, interposto por <span>GABRIEL MONTELO FERNANDES</span>, contra decis&atilde;o interlocut&oacute;ria proferida pelo Ju&iacute;zo da 4&ordf; Vara C&iacute;vel da Comarca de Palmas/TO, nos autos dos Embargos de Terceiro n. 0057118-91.2025.8.27.2729, que indeferiu o pedido de tutela provis&oacute;ria de urg&ecirc;ncia formulado pelo embargante.</p> <p>Conforme narrado na peti&ccedil;&atilde;o recursal, o agravante sustenta, na origem, que exerce a posse direta do im&oacute;vel situado na ARSE 33, Alameda 10, HM, Lote A, Residencial Regina, Bloco A, Apartamento 101, Palmas/TO, na qualidade de locat&aacute;rio, em raz&atilde;o de contrato de loca&ccedil;&atilde;o celebrado em 01/07/2022, com prazo inicial at&eacute; 30/06/2025, posteriormente prorrogado, segundo sua vers&atilde;o, por prazo indeterminado, com manuten&ccedil;&atilde;o do pagamento regular dos alugu&eacute;is e dos encargos de uso. Alega, ainda, que o bem foi objeto de penhora e arremata&ccedil;&atilde;o nos autos do Cumprimento de Senten&ccedil;a n. 5001316-87.2006.8.27.2729/TO, movido em face de S&eacute;rgio Maki, e que somente tomou ci&ecirc;ncia concreta da constri&ccedil;&atilde;o ao ser instado a desocupar o im&oacute;vel, em prazo ex&iacute;guo, ap&oacute;s dilig&ecirc;ncia de oficiala de justi&ccedil;a no in&iacute;cio de dezembro de 2025.</p> <p>Acrescenta que a certid&atilde;o lan&ccedil;ada no processo executivo registrou a n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o da imiss&atilde;o na posse em raz&atilde;o da presen&ccedil;a de inquilinos no local, com men&ccedil;&atilde;o &agrave; possibilidade de refor&ccedil;o policial e arrombamento, circunst&acirc;ncia que, a seu ver, evidenciaria perigo de dano grave e de dif&iacute;cil repara&ccedil;&atilde;o. Sob tal fundamento, defende a impossibilidade de retirada coercitiva de terceiro estranho &agrave; execu&ccedil;&atilde;o sem contradit&oacute;rio efetivo e requer a reforma da decis&atilde;o de primeiro grau, com a concess&atilde;o de tutela recursal para suspender o mandado de imiss&atilde;o na posse ou, subsidiariamente, para assegurar prazo razo&aacute;vel de desocupa&ccedil;&atilde;o.</p> <p>A decis&atilde;o agravada indeferiu a tutela de urg&ecirc;ncia ao fundamento de aus&ecirc;ncia de demonstra&ccedil;&atilde;o, em ju&iacute;zo sum&aacute;rio, dos requisitos autorizadores da medida, com destaque para a necessidade de maior instru&ccedil;&atilde;o probat&oacute;ria para o adequado deslinde da controv&eacute;rsia.</p> <p>Ao apreciar o pedido liminar deduzido no agravo, esta relatoria deferiu parcialmente a tutela recursal, para suspender, at&eacute; ulterior delibera&ccedil;&atilde;o, o cumprimento do mandado de imiss&atilde;o na posse relativo ao im&oacute;vel e vedar a ado&ccedil;&atilde;o de medidas coercitivas, inclusive, refor&ccedil;o policial e arrombamento, voltadas &agrave; retirada do agravante, no &acirc;mbito do cumprimento de senten&ccedil;a mencionado, at&eacute; aprecia&ccedil;&atilde;o colegiada do recurso.</p> <p>Regularmente intimadas, as partes agravadas apresentaram contraminutas nos eventos 43 e 55. A agravada <span>MARIA DO CARMO DE OLIVEIRA REIS</span>, arrematante do im&oacute;vel, defendeu, em s&iacute;ntese, a fragilidade probat&oacute;ria da narrativa recursal, a aus&ecirc;ncia de comprova&ccedil;&atilde;o id&ocirc;nea da adimpl&ecirc;ncia, a inexist&ecirc;ncia de averba&ccedil;&atilde;o do alegado contrato de loca&ccedil;&atilde;o, a presen&ccedil;a de d&eacute;bitos incidentes sobre o bem e o seu leg&iacute;timo interesse de destina&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel &agrave; pr&oacute;pria moradia, al&eacute;m de requerer a revoga&ccedil;&atilde;o da tutela recursal ou, subsidiariamente, sua sujei&ccedil;&atilde;o a condicionantes. J&aacute; o agravado ANT&Ocirc;NIO AUGUSTO COSTANTIN arguiu ilegitimidade passiva e, no m&eacute;rito, aus&ecirc;ncia de boa-f&eacute; e inadimplemento por parte do agravante.</p> <p>No evento 58, em 09/03/2026, foi lan&ccedil;ado relat&oacute;rio e determinada a inclus&atilde;o dos autos em pauta para julgamento.</p> <p>Na sequ&ecirc;ncia, a agravada <span>MARIA DO CARMO DE OLIVEIRA REIS</span> peticionou no recurso para informar o recebimento de notifica&ccedil;&atilde;o extrajudicial encaminhada pelo patrono do agravante, na qual este manifestou inten&ccedil;&atilde;o de desocupar voluntariamente o im&oacute;vel at&eacute; 27/03/2026, &agrave;s 18h, embora com diverg&ecirc;ncia quanto aos encargos acess&oacute;rios da loca&ccedil;&atilde;o, raz&atilde;o pela qual requereu que a entrega das chaves e a respectiva imiss&atilde;o na posse ocorressem por interm&eacute;dio de oficial de justi&ccedil;a, com constata&ccedil;&atilde;o do estado do bem.</p> <p>Posteriormente, sobreveio fato processual superveniente de maior relevo. Agravante e agravada <span>Maria do Carmo de Oliveira Reis</span> formalizaram acordo, o qual foi protocolado nos autos de origem em 30/03/2026 e tamb&eacute;m trasladado para este agravo (<span>evento 33, ACORDO1</span>). Na aven&ccedil;a, as partes informaram que transacionaram amigavelmente para p&ocirc;r fim aos lit&iacute;gios, ajustaram a desocupa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria do im&oacute;vel at&eacute; 30/03/2026, &agrave;s 18h, disciplinaram as condi&ccedil;&otilde;es de entrega, consignaram que IPTU e condom&iacute;nio n&atilde;o seriam de responsabilidade do embargante, estabeleceram quita&ccedil;&atilde;o plena, geral e irrevog&aacute;vel e requereram, de forma expressa, a homologa&ccedil;&atilde;o do acordo por senten&ccedil;a, com extin&ccedil;&atilde;o dos processos origin&aacute;rio e recursal, al&eacute;m da comunica&ccedil;&atilde;o da transa&ccedil;&atilde;o ao Tribunal para a devida baixa do agravo de instrumento.</p> <p>&Eacute; o relat&oacute;rio. Decido. </p> <p>O presente agravo de instrumento submeteu a esta inst&acirc;ncia a controv&eacute;rsia relativa &agrave; decis&atilde;o interlocut&oacute;ria que, nos embargos de terceiro, indeferiu a tutela de urg&ecirc;ncia voltada &agrave; paralisa&ccedil;&atilde;o da imiss&atilde;o na posse do im&oacute;vel arrematado. Em torno dessa controv&eacute;rsia instaurou-se debate relevante acerca da posi&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica do agravante, que se apresentou como terceiro possuidor e locat&aacute;rio de boa-f&eacute;, da necessidade de contradit&oacute;rio para sua retirada do bem, da eventual decad&ecirc;ncia dos embargos de terceiro e da sufici&ecirc;ncia, ou n&atilde;o, do acervo probat&oacute;rio ent&atilde;o dispon&iacute;vel para o deferimento da medida urgente.</p> <p>Ocorre que a superveni&ecirc;ncia de transa&ccedil;&atilde;o celebrada entre as partes centrais da lide alterou substancialmente o quadro processual.</p> <p>Os autos passaram a conter instrumento formal de acordo, subscrito pelas partes diretamente interessadas no n&uacute;cleo do lit&iacute;gio possess&oacute;rio, com cl&aacute;usulas espec&iacute;ficas sobre desocupa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria, entrega do im&oacute;vel, defini&ccedil;&atilde;o de encargos, quita&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca, irrevogabilidade da aven&ccedil;a e extin&ccedil;&atilde;o dos feitos. Mais do que isso, as partes dirigiram a peti&ccedil;&atilde;o ao ju&iacute;zo de origem e requereram, em termos inequ&iacute;vocos, a homologa&ccedil;&atilde;o do acordo por senten&ccedil;a, com fundamento no art. 487, III, &ldquo;b&rdquo;, do CPC, bem como a comunica&ccedil;&atilde;o da transa&ccedil;&atilde;o ao Tribunal para a devida baixa deste recurso.</p> <p>Esse fato superveniente repercute diretamente sobre a subsist&ecirc;ncia do interesse recursal. A utilidade pr&aacute;tica do agravo estava vinculada &agrave; necessidade de pronunciamento desta Corte sobre a manuten&ccedil;&atilde;o, reforma ou cassa&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o que indeferiu a tutela provis&oacute;ria nos embargos de terceiro. Com a celebra&ccedil;&atilde;o do acordo e sua submiss&atilde;o &agrave; homologa&ccedil;&atilde;o no ju&iacute;zo de origem, esgota-se a utilidade pr&aacute;tica do presente agravo de instrumento, pois a controv&eacute;rsia recursal passa a encontrar solu&ccedil;&atilde;o no pr&oacute;prio ajuste firmado entre as partes.</p> <p>Em outras palavras, a controv&eacute;rsia subjacente perde sua fei&ccedil;&atilde;o contenciosa, e o debate acerca da tutela recursal, antes necess&aacute;rio para evitar dano imediato, cede espa&ccedil;o &agrave; solu&ccedil;&atilde;o negocial constru&iacute;da pelas pr&oacute;prias partes.</p> <p>Cumpre registrar, ainda, que a juntada da mesma peti&ccedil;&atilde;o neste agravo n&atilde;o desloca para o segundo grau o ato homologat&oacute;rio. A pr&oacute;pria reda&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a afasta essa interpreta&ccedil;&atilde;o. As partes n&atilde;o requereram a homologa&ccedil;&atilde;o do acordo nesta inst&acirc;ncia; requereram, isto sim, a homologa&ccedil;&atilde;o por senten&ccedil;a no ju&iacute;zo de origem e a posterior comunica&ccedil;&atilde;o ao Tribunal para baixa do recurso.</p> <p>Tamb&eacute;m n&atilde;o se mostra adequado que o &oacute;rg&atilde;o recursal antecipe ou substitua o ju&iacute;zo de primeiro grau no exame homologat&oacute;rio, sobretudo porque a aven&ccedil;a foi ali protocolada pelo pr&oacute;prio autor, ora agravante, em 30/03/2026, e a an&aacute;lise do ajuste permanece afeta &agrave; a&ccedil;&atilde;o principal.</p> <p>Nesse cen&aacute;rio, o recurso j&aacute; n&atilde;o conserva utilidade jurisdicional pr&oacute;pria, uma vez que o conflito cuja urg&ecirc;ncia justificou a interposi&ccedil;&atilde;o do agravo passou a ser disciplinado por autocomposi&ccedil;&atilde;o formal submetida ao magistrado da causa origin&aacute;ria.</p> <p>Imp&otilde;e-se, portanto, o julgamento monocr&aacute;tico do recurso como prejudicado, sem resolu&ccedil;&atilde;o de m&eacute;rito, em raz&atilde;o da perda superveniente do objeto.</p> <p>Ante o exposto, reconhe&ccedil;o a perda superveniente do objeto recursal e, por conseguinte,<strong> JULGO PREJUDICADO</strong> o presente agravo de instrumento, sem resolu&ccedil;&atilde;o de m&eacute;rito.</p> <p>Ap&oacute;s o tr&acirc;nsito em julgado, promovam-se as anota&ccedil;&otilde;es cab&iacute;veis e proceda-se &agrave; baixa.</p> <p>Intimem-se. Cumpra-se.</p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

10/04/2026, 00:00

Confirmada a intimação eletrônica - Refer. ao Evento: 68

09/04/2026, 14:03

PETIÇÃO PROTOCOLADA JUNTADA - Refer. ao Evento: 68

09/04/2026, 14:03

Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Despacho/Decisão

09/04/2026, 11:09

Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Despacho/Decisão

09/04/2026, 11:09

Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Despacho/Decisão

09/04/2026, 11:09

Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Despacho/Decisão

09/04/2026, 11:09

Intimação Eletrônica - Expedida/Certificada - Despacho/Decisão

09/04/2026, 11:09

Remessa Interna com despacho/decisão - SGB10 -> CCI01

08/04/2026, 17:31
Documentos
DECISÃO/DESPACHO
08/04/2026, 17:31
DECISÃO/DESPACHO
02/03/2026, 14:13
DECISÃO
10/02/2026, 16:20
DECISÃO/DESPACHO
15/01/2026, 14:38
DECISÃO/DESPACHO
19/12/2025, 08:27
DECISÃO/DESPACHO
17/12/2025, 13:14
DECISÃO/DESPACHO
15/12/2025, 18:04
ACÓRDÃO
15/12/2025, 16:37