TJPI - 0801877-19.2021.8.18.0069
1ª instância - Vara Unica de Regeneracao
Processos Relacionados - Outras Instâncias
Polo Ativo
Movimentações
Todas as movimentações dos processos publicadas pelos tribunais
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03/06/2025 10:46
Remetidos os Autos (em grau de recurso) para à Instância Superior
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03/06/2025 10:45
Expedição de Certidão.
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03/06/2025 10:45
Expedição de Certidão.
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02/06/2025 11:33
Juntada de Petição de contrarrazões da apelação
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16/05/2025 03:34
Decorrido prazo de BANCO PAN em 15/05/2025 23:59.
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16/05/2025 03:34
Decorrido prazo de BANCO PAN em 15/05/2025 23:59.
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15/05/2025 04:30
Publicado Intimação em 15/05/2025.
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15/05/2025 04:30
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 15/05/2025
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14/05/2025 00:00
Intimação
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ Vara Única da Comarca de Regeneração Rua Cônego Corino, s/n, Fórum Dr.
Raimundo Campos, Centro, REGENERAçãO - PI - CEP: 64490-000 PROCESSO Nº: 0801877-19.2021.8.18.0069 CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO: [Empréstimo consignado] AUTOR: RAIMUNDO PEREIRA DO NASCIMENTO REU: BANCO PAN ATO ORDINATÓRIO Intimo a parte apelada a apresentar contrarrazões no prazo legal.
REGENERAçãO, 13 de maio de 2025.
LUIS MOREIRA DA SILVA Vara Única da Comarca de Regeneração -
13/05/2025 10:48
Expedição de Outros documentos.
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13/05/2025 10:20
Juntada de Petição de apelação
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25/04/2025 00:11
Publicado Sentença em 22/04/2025.
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25/04/2025 00:11
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 25/04/2025
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16/04/2025 00:00
Intimação
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO PIAUÍ Vara Única da Comarca de Regeneração DA COMARCA DE REGENERAçãO Rua Cônego Corino, s/n, Fórum Dr.
Raimundo Campos, Centro, REGENERAçãO - PI - CEP: 64490-000 PROCESSO Nº: 0801877-19.2021.8.18.0069 CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO(S): [Empréstimo consignado] AUTOR: RAIMUNDO PEREIRA DO NASCIMENTO REU: BANCO PAN SENTENÇA
Vistos.
I - RELATÓRIO Trata-se de AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO ajuizada por RAIMUNDO PEREIRA DO NASCIMENTO em face de BANCO PAN S/A, ambos qualificados nos autos.
A parte autora aduz que recebe benefício previdenciário pelo INSS e que vem sofrendo descontos indevidos em seu benefício em decorrência de um contrato que não autorizou, nem tomou conhecimento, contrato de n.º 312973913-6, no valor de R$ 8.524,55 (oito mil quinhentos e vinte e quatro reais e cinquenta e cinco centavos), a ser pago em 72 (setenta e duas) parcelas de R$ 258,72 (duzentos e cinquenta e oito reais e setenta e dois centavos).
Ao final, requer que seja declarada a inexistência da relação jurídica, o pagamento de repetição do indébito em dobro e de indenização por danos morais.
Citado, o requerido apresentou contestação alegando a regularidade da contratação e, ao final, requereu a improcedência da ação.
Não sobreveio réplica.
Determinada a expedição de ofício a Caixa Econômica federal, a resposta foi juntada em ID n.º 66522154.
Tudo ponderado.
DECIDO.
II – FUNDAMENTAÇÃO Deixo de apreciar as preliminares arguidas pela parte ré, pois, nos termos do art. 488 do CPC/2015, verificando que a resolução do mérito é favorável a quem aproveitaria eventual pronunciamento baseado no art. 485 do CPC/2015, não está o juiz obrigado a acolher ou rejeitar as alegações suscitadas preliminarmente, ante o princípio de primazia do julgamento de mérito.
Constatada a suficiência dos elementos acostados aos autos para a formação da livre convicção do julgador e desnecessária a produção de outras provas, o Código de Processo Civil prevê a possibilidade do julgamento antecipado da lide, sem que se configure cerceamento de defesa, por força da exegese do artigo 355. É esta, pois, a hipótese da demanda.
DO MÉRITO De início, convém esclarecer que o mérito processual perpassa a compreensão e assiste razão à parte autora em requerer devolução de indébito e indenização a título de danos morais em razão de contratação inexistente.
Isto posto, a presente lide deve ser analisada sob a ótica do direito do consumidor, uma vez que se discute relação de consumo entre as partes sendo aplicáveis as disposições da Lei 8.078/1990.
Nesse sentido é a súmula 297 do STJ que prevê expressamente que a legislação consumerista se aplica às instituições financeiras.
Diante da presunção de vulnerabilidade do consumidor (art. 4º, I, CDC), bem como reconhecida a sua hipossuficiência, caberia à parte requerida comprovar fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, acostando aos autos elementos probatórios a esclarecer a demanda em seu favor, o que ocorreu satisfatoriamente.
Da análise da contestação e da documentação apresentada pelo demandado entendo que há nítida regularidade no negócio jurídico celebrado, o instrumento contratual foi devidamente assinado e há atenção aos requisitos de validade previstos no art. 104/CC, conforme se vê no ID n.º 24688627, ademais foi juntado ainda a resposta do ofício enviado a Caixa Econômica Federal, que comprovou o recebimento do valor contratado, qual seja R$ 8.524,55 (oito mil quinhentos e vinte e quatro reais e cinquenta e cinco centavos), pelo requerente, conforme ID n.º 66522154.
No caso dos autos, a prova documental produzida pelo Banco demandado é suficiente para formar o convencimento judicial acerca da manifestação de vontade da autora.
Ressalte-se que além do próprio instrumento do contrato a instituição financeira, para rebater a tese autoral, apresentou extrato bancário demonstrando a disponibilização dos valores para a conta pessoal da autora.
Diante desse cenário, fica evidente a validade do vínculo jurídico estabelecido entre as partes e a regularidade na prestação dos serviços da parte requerida, não havendo indícios de que não houve livre manifestação de vontade do contratante, tendo sido o contrato perfectibilizado pela disponibilização do valor em conta corrente inexistindo notícias de requerimento de devolução de valor creditado indevidamente.
Veja-se que não há nos autos prova de que o banco requerido agiu de má-fé, que tenha negado informações à parte requerente ou as tenha dado de forma incompleta.
Inclusive, tal ônus probandi caberia à parte autora (art. 333, I do CPC) haja vista mesmo que determinada a inversão do ônus em favor do consumidor, deve haver um mínimo de lastro probatório que sirvam para chancelar seus argumentos, nos termos da nova redação da Súmula 26 do TJPI: “Nas causas que envolvem contratos bancários, aplica-se a inversão do ônus da prova em favor do consumidor (CDC, art, 6º, VIII) desde que comprovada sua hipossuficiência em relação à instituição financeira, entretanto, não dispensa que o consumidor prove a existência de indícios mínimos do fato constitutivo de seu direito, de forma voluntária ou por determinação do juízo”.
Assim sendo, a função social do contrato está verificada na medida em que o banco demandado faz a circulação de bens e serviços sem onerar excessivamente a parte suplicante.
Diante do exposto, constato que a instituição financeira cumpriu com seu ônus de comprovar fato impeditivo do direito da autora, nos termos do art. 373, II do Código de Processo Civil, razão pela qual se faz necessário reconhecimento da validade da contratação sob demanda, e, portanto, não há falar em repetição do indébito e/ou indenização por danos morais.
III - DISPOSITIVO Diante do exposto, com fundamento no art. 487, I, CPC, JULGO IMPROCEDENTES os pedidos da inicial, considerando a ausência de respaldo fático e jurídico a justificar a devolução de indébito e danos morais.
Em razão da sucumbência, CONDENO a parte autora nas custas e honorários advocatícios, os quais fixo no percentual de 10% sobre o valor da causa, respeitado o disposto no art. 98, § 3º, do CPC, em razão do benefício da justiça gratuita outrora concedido.
Caso uma das partes interponha recurso de apelação, intime-se o apelado para, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentar contrarrazões.
Após, encaminhem-se os autos ao E.
Tribunal de Justiça.
Se opostos embargos de declaração, intime-se o embargado para, em 05 (cinco) dias, apresentar manifestação.
Após, voltem-me conclusos os autos para decisão.
Publique-se.
Registre-se.
Intimem-se.
Após o trânsito em julgado, arquive-se, com observância das formalidades legais.
REGENERAÇÃO-PI, datado e assinado eletronicamente.
DANILO PINHEIRO SOUSA Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Regeneração -
15/04/2025 12:49
Expedição de Outros documentos.
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15/04/2025 12:49
Julgado improcedente o pedido
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08/11/2024 13:14
Conclusos para despacho
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08/11/2024 13:14
Expedição de Certidão.
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08/11/2024 13:13
Expedição de Informações.
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16/10/2024 02:10
Juntada de Petição de entregue (ecarta)
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24/09/2024 08:05
Expedição de Aviso de recebimento (AR).
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17/04/2024 15:28
Juntada de Petição de petição
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20/02/2024 12:44
Expedição de Outros documentos.
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20/02/2024 12:44
Proferido despacho de mero expediente
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15/08/2023 10:56
Conclusos para despacho
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15/08/2023 10:56
Expedição de Certidão.
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15/08/2023 10:56
Juntada de Certidão
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03/03/2023 01:56
Decorrido prazo de RAIMUNDO PEREIRA DO NASCIMENTO em 02/03/2023 23:59.
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17/02/2023 09:03
Decorrido prazo de BANCO PAN em 16/02/2023 23:59.
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26/01/2023 12:30
Expedição de Outros documentos.
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06/09/2022 11:13
Juntada de Petição de manifestação
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29/08/2022 19:05
Expedição de Outros documentos.
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29/08/2022 19:05
Decisão de Saneamento e de Organização do Processo
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29/08/2022 17:26
Conclusos para decisão
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13/07/2022 09:33
Conclusos para despacho
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16/06/2022 11:10
Decorrido prazo de RAIMUNDO PEREIRA DO NASCIMENTO em 29/04/2022 23:59.
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23/03/2022 14:07
Expedição de Outros documentos.
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23/03/2022 14:04
Juntada de Petição de aviso de recebimento
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26/01/2022 11:33
Expedição de Aviso de recebimento (AR).
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26/01/2022 11:32
Juntada de contrafé eletrônica
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06/07/2021 19:11
Proferido despacho de mero expediente
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29/06/2021 15:45
Conclusos para despacho
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29/06/2021 14:24
Distribuído por sorteio
Detalhes
Situação
Ativo
Ajuizamento
29/06/2021
Ultima Atualização
15/04/2025
Valor da Causa
R$ 0,00
Detalhes
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