TJPI - 0802377-19.2023.8.18.0036
2ª instância - Câmara / Desembargador(a) Gabinete do Des. Joao Gabriel Furtado Baptista
Processos Relacionados - Outras Instâncias
Polo Ativo
Polo Passivo
Movimentações
Todas as movimentações dos processos publicadas pelos tribunais
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09/06/2025 16:46
Arquivado Definitivamente
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09/06/2025 16:46
Baixa Definitiva
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09/06/2025 16:46
Remetidos os Autos (por julgamento definitivo do recurso) para a instância de origem
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09/06/2025 16:45
Transitado em Julgado em 09/06/2025
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09/06/2025 16:45
Expedição de Certidão.
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09/06/2025 00:49
Decorrido prazo de BANCO DO BRASIL SA em 06/06/2025 23:59.
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09/06/2025 00:48
Decorrido prazo de MIGUEL LOPES DIAS em 06/06/2025 23:59.
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16/05/2025 01:26
Publicado Intimação em 16/05/2025.
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16/05/2025 01:26
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 16/05/2025
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15/05/2025 00:00
Intimação
poder judiciário tribunal de justiça do estado do piauí GABINETE DO Desembargador JOÃO GABRIEL FURTADO BAPTISTA PROCESSO Nº: 0802377-19.2023.8.18.0036 CLASSE: APELAÇÃO CÍVEL (198) ASSUNTO(S): [Empréstimo consignado] APELANTE: MIGUEL LOPES DIAS APELADO: BANCO DO BRASIL SA PROCESSUAL CIVIL.
APELAÇÃO CIVIL.
CONTRATO JUNTADO.
NEGÓCIO BANCÁRIO REALIZADO MEDIANTE USO DE CARTÃO E SENHA (TERMINAL DE AUTOATENDIMENTO).
COMPROVANTE DE TRANSFERÊNCIA DE VALOR JUNTADO AOS AUTOS.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 40 DO TJPI.
RECURSO DESPROVIDO.
DECISÃO TERMINATIVA Trata-se de Apelação Cível interposta por MIGUEL LOPES DIAS, contra sentença proferida nos autos da ação declaratória de inexistência de débito c/c indenização por dano moral e material com pedido de tutela provisória de urgência antecipada, ajuizada em face, do BANCO DO BRASIL S/A, ora apelada.
A decisão consiste, essencialmente, em julgar improcedente a ação nos termos do art. 487, I, do CPC.
Condena a apelante, ainda, no pagamento das custas e dos honorários advocatícios, estes fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa.
Inconformada, a parte apelante alega irregularidade na contratação.
Requer provimento ao recurso.
Nas contrarrazões, o apelado contesta os argumentos expendidos no recurso, deixando transparecer, em suma, que o magistrado dera à lide o melhor desfecho.
Pede, portanto, a manutenção da sentença.
Participação do Ministério Público desnecessária diante da recomendação contida no Ofício Circular nº 174/2021. É o quanto basta relata, prorrogando-se, antes, a gratuidade judiciária deferida em primeiro grau, para efeito de admissão do recurso.
DECIDO.
Primeiramente, ressalto que o artigo 932, incisos III, IV e V, do Código de Processo Civil, possibilita ao relator, através de juízo monocrático, deixar de conhecer ou promover o julgamento de recurso submetido à sua apreciação, nas seguintes hipóteses: "Art. 932.
Incumbe ao relator: III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; IV - negar provimento a recurso que for contrário a: a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência; V - depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for contrária a: a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;" A discussão aqui versada diz respeito à regularidade contratual de transações bancárias que, embora contestadas, são realizadas com a apresentação física do cartão original e mediante uso de senha, matéria que se encontra sumulada neste Egrégio Tribunal de Justiça do Estado Piauí, in verbis: TJPI/SÚMULA Nº 40 – “A responsabilidade da instituição financeira deve ser afastada quando o evento danoso decorre de transações que, embora contestadas, são realizadas com a apresentação física do cartão original e mediante uso de senha pessoal do correntista, restando, ainda, comprovado a disponibilização dos valores na conta corrente do postulante.” Dessa forma, aplica-se o art. 932, inciso, IV, a, do CPC, considerando o precedente firmado em Súmula 40 deste TJPI.
Passo, portanto, a apreciar o recurso interposto.
Na atualidade, é comum a celebração de contratos bancários por meio digital, quer por aplicativos, quer através de terminais de autoatendimento, cujas modalidades não implicam em invalidade, pois exigem uso de senha pessoal sigilosa para realização, cotejada com o uso de cartão magnético, sendo certo que no caso dos autos não há nenhum indício de fraude.
Compulsando os autos, verifica-se que o contrato questionado nestes autos existe e fora devidamente juntado (ID. 21932299), neles constando “Assinado Eletronicamente”.
Constata-se, ainda, que consta comprovante de liberação do valor em favor da parte requerente (ID. 21932297).
Portanto, a instituição financeira se desincumbiu do ônus probatório exigido, não havendo que se falar em declaração de inexistência/nulidade do contrato ou no dever de indenizar (Súmula 297 do STJ e Súmula 40 do TJPI).
Por conseguinte, inexistindo prova da ocorrência de fraude ou outro vício que pudesse invalidar a contratação, não merece a parte apelante o pagamento de qualquer indenização, pois ausente ato ilícito praticado pela instituição financeira no caso em apreço.
Diante do exposto e sendo o quanto necessário asseverar, nego provimento à apelação interposta pela parte autora para manter a sentença a quo em todos os seus termos.
Majoro os honorários advocatícios para 15% (quinze por cento) do valor atualizado da causa, a serem pagos pela parte autora, sob condição suspensiva em razão da gratuidade da justiça.
Intimem-se as partes.
Transcorrido o prazo recursal sem interposição de recursos, remetam-se os autos ao primeiro grau, com a devida baixa.
Teresina-PI, data registrada no sistema.
Des.
João Gabriel Furtado Baptista Relator -
14/05/2025 18:59
Expedição de Outros documentos.
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22/03/2025 09:45
Conhecido o recurso de MIGUEL LOPES DIAS - CPF: *54.***.*84-04 (APELANTE) e não-provido
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19/02/2025 10:56
Conclusos para julgamento
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18/02/2025 03:12
Decorrido prazo de MIGUEL LOPES DIAS em 17/02/2025 23:59.
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12/02/2025 12:44
Decorrido prazo de BANCO DO BRASIL SA em 11/02/2025 23:59.
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15/01/2025 12:50
Expedição de Outros documentos.
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15/01/2025 12:50
Expedição de Outros documentos.
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13/12/2024 19:22
Recebido o recurso Com efeito suspensivo
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13/12/2024 19:22
Concedida a Assistência Judiciária Gratuita a MIGUEL LOPES DIAS - CPF: *54.***.*84-04 (APELANTE).
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12/12/2024 23:23
Juntada de Certidão de distribuição anterior
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12/12/2024 09:04
Recebidos os autos
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12/12/2024 09:04
Conclusos para Conferência Inicial
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12/12/2024 09:04
Distribuído por sorteio
Detalhes
Situação
Ativo
Ajuizamento
12/12/2024
Ultima Atualização
22/03/2025
Valor da Causa
R$ 0,00
Detalhes
Documentos
DECISÃO TERMINATIVA • Arquivo
DECISÃO • Arquivo
SENTENÇA • Arquivo
DESPACHO • Arquivo
DESPACHO • Arquivo
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