TJBA - 8008563-92.2018.8.05.0261
2ª instância - Câmara / Desembargador(a) 6ª Turma Recursal - Salvador
Processos Relacionados - Outras Instâncias
Polo Ativo
Advogados
Nenhum advogado registrado.
Polo Passivo
Advogados
Nenhum advogado registrado.
Movimentações
Todas as movimentações dos processos publicadas pelos tribunais
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13/11/2024 10:03
Remetidos os Autos (por baixa definitiva) para instância de origem
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13/11/2024 10:03
Baixa Definitiva
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13/11/2024 10:03
Transitado em Julgado em 13/11/2024
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12/11/2024 00:42
Decorrido prazo de PATRICIA CANDIDO DOS REIS em 11/11/2024 23:59.
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12/11/2024 00:42
Decorrido prazo de COELBA - COMPANHIA DE ELETRICIDADE DO ESTADO DA BAHIA - GRUPO NEOENERGIA em 11/11/2024 23:59.
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21/10/2024 00:00
Intimação
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA 2º Julgador da 6ª Turma Recursal DECISÃO 8008563-92.2018.8.05.0261 Recurso Inominado Cível Jurisdição: Turmas Recursais Recorrente: Patricia Candido Dos Reis Advogado: Jaqueline Jesus Da Paixao (OAB:BA53280-A) Advogado: Vanessa Meireles Almeida (OAB:BA54498-A) Recorrido: Coelba - Companhia De Eletricidade Do Estado Da Bahia - Grupo Neoenergia Advogado: Marcelo Salles De Mendonca (OAB:BA17476-A) Advogado: Rafael Martinez Veiga (OAB:BA24637-A) Advogado: Clebson Carneiro De Oliveira (OAB:BA65633-A) Decisão: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA 6ª TURMA RECURSAL RECURSO INOMINADO PROCESSO Nº 8008563-92.2018.8.05.0261 RECORRENTE: COMPANHIA DE ELETRICIDADE DO ESTADO DA BAHIA COELBA RECORRIDO: PATRICIA CANDIDO DOS REIS JUÍZA RELATORA: LEONIDES BISPO DOS SANTOS SILVA EMENTA RECURSO INOMINADO.
JUIZADOS ESPECIAIS.
DECISÃO MONOCRÁTICA (ART. 15, XI, DO REGIMENTO INTERNO DAS TURMAS RECURSAIS E ART. 932 DO CPC).
DIREITO DO CONSUMIDOR.
COELBA.
OBRIGAÇÃO DE FAZER.
SOLICITAÇÃO DE REALOCAÇÃO DE REDE ELÉTRICA INDEVIDAMENTE INSTALADA.
IMÓVEL DA ACIONANTE TRANSPASSADO POR FIOS DE ENERGIA ELÉTRICA OBSTANDO A CONSTRUÇÃO/FINALIZAÇÃO/FRUIÇÃO DO IMÓVEL.
PROTOCOLOS NOS AUTOS.
OBRIGAÇÃO DE FAZER DEVIDA.
DANOS MORAIS CONFIGURADOS.
SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS (ART. 46 DA LEI 9.099/95).
RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
RELATÓRIO Cuida-se de ação de obrigação de fazer com pedido de indenização por danos morais, na qual sustenta a parte autora/recorrida, em breve síntese, que a ré/recorrente instalou a fiação da rede elétrica sobre a sua residência, invadindo o espaço aéreo, impedindo de concluir a edificação já iniciada.
O Juízo a quo, em sentença, julgou PROCEDENTE EM PARTE, o pedido autoral.
Inconformado, a acionada interpôs recurso. É o breve relatório.
DECIDO O artigo 15 do novo Regimento Interno das Turmas Recursais (Resolução nº 02/2021 do TJBA), em seu inciso XII, estabelece a competência do relator para julgar monocraticamente as matérias em que já estiver sedimentado entendimento pelo colegiado ou já com uniformização de jurisprudência, em consonância com o permissivo do artigo 932 do Código de Processo Civil.
Analisados os autos, observa-se que a matéria já se encontra sedimentada no âmbito da 6a Turma Recursal.
Precedente desta Turma: 8000534-20.2018.8.05.0272; 8000209-33.2020.8.05.0124.
Conheço do recurso interposto, porquanto preenchidos os seus pressupostos de admissibilidade.
Com efeito, tem-se que a relação travada entre as partes é de natureza consumerista, aplicando-se, portanto, as regras do CDC, (Lei nº 8.078/90).
Adentrando na análise do mérito recursal, entendo que o recurso não merece provimento.
Verifica-se que o Juízo a quo examinou com acuidade a demanda posta à sua apreciação, pois avaliou com acerto o conjunto probatório, afastando com clareza a tese sustentada pela parte ré recorrente.
Incontroverso nos autos o fato de que a instalação da rede elétrica está impedindo a autora de fruir do seu imóvel, sendo obrigação da requerida fazer a realocação da rede, inclusive, arcando com todos os ônus decorrentes disto.
Não sendo caso de modificação de rede por mera questão estética, e sim de remoção da rede elétrica para local adequado, uma vez que se encontra indevidamente instalado e privando a parte autora do uso e fruição de seu imóvel, a despesa deve ser suportada pela concessionária de energia elétrica, devendo a sentença ser mantida.
De igual forma deve ser confirmado o deferimento do pleito de indenização por danos morais, uma vez evidenciado que a parte Autora suportou ônus indevido, passando por transtornos e aborrecimentos aos quais não contribuiu.
O caso dos autos trata-se de constrangimento causado pela impossibilidade de usufruir a sua propriedade por causa da fiação elétrica, que transpassa o imóvel, instalada pela acionada.
Constatado o fato que gerou o dano, proveniente da relação de consumo, e a lesão à parte mais fraca, caberá ao responsável a sua reparação, não havendo necessidade do consumidor apresentar prova da culpa.
Nesse sentido, a redação do artigo 14 do CDC é clara: Art. 14.
O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
Cumpre ressaltar que o dano moral, no presente caso, é “in re ipsa”, competindo à parte lesada apenas provar os fatos ensejadores da reparação pretendida, sendo desnecessária a produção de meios probatórios materiais da violação ao direito da personalidade.
A reparação deve ser suficiente para mitigar o sofrimento do ofendido, atendendo ao caráter pedagógico e preventivo da medida, mas pautada nos critérios da proporcionalidade e da razoabilidade, a fim de não ensejar o enriquecimento indevido.
Desse modo, presentes estão os pressupostos da responsabilidade civil, impondo-se a confirmação da condenação decretada em primeira instância.
Em vista de tais considerações, decido no sentido de CONHECER E NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Inominado.
Condeno o recorrente ao pagamento de custas e honorários advocatícios, arbitrados em 20% sobre o valor da condenação.
Salvador, data registrada no sistema Leonides Bispo dos Santos Silva Juíza Relatora SRSA -
18/10/2024 05:32
Publicado Decisão em 18/10/2024.
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18/10/2024 05:31
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 17/10/2024
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18/10/2024 03:44
Publicado Decisão em 18/10/2024.
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18/10/2024 03:44
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 17/10/2024
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16/10/2024 08:34
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 16/10/2024
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16/10/2024 08:34
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 16/10/2024
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16/10/2024 08:34
Conhecido o recurso de COELBA - COMPANHIA DE ELETRICIDADE DO ESTADO DA BAHIA - GRUPO NEOENERGIA (RECORRIDO) e não-provido
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15/10/2024 14:52
Conclusos para decisão
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09/08/2024 08:50
Recebidos os autos
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09/08/2024 08:50
Conclusos para julgamento
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09/08/2024 08:50
Distribuído por sorteio
Detalhes
Situação
Ativo
Ajuizamento
09/08/2024
Ultima Atualização
16/10/2024
Valor da Causa
R$ 0,00
Detalhes
Documentos
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