TJBA - 0001771-62.2010.8.05.0223
1ª instância - Vara dos Feitos Relativos As Relacoes de Consumo, Civeis, Comerciais, Registro Publico, Acidente de Trabalho e Fazenda Publica - Santa Maria da Vitoria
Polo Passivo
Partes
Advogados
Nenhum advogado registrado.
Movimentações
Todas as movimentações dos processos publicadas pelos tribunais
-
31/07/2024 12:23
Baixa Definitiva
-
31/07/2024 12:23
Arquivado Definitivamente
-
31/07/2024 12:22
Juntada de Certidão de trânsito em julgado
-
17/01/2024 05:16
Decorrido prazo de PEDRO QUEIROZ DE MORAIS em 18/12/2023 23:59.
-
17/01/2024 05:16
Decorrido prazo de PEDRO QUEIROZ DE MORAIS em 18/12/2023 23:59.
-
17/01/2024 02:07
Decorrido prazo de PEDRO QUEIROZ DE MORAIS em 18/12/2023 23:59.
-
17/01/2024 01:44
Decorrido prazo de PEDRO QUEIROZ DE MORAIS em 18/12/2023 23:59.
-
17/01/2024 01:42
Decorrido prazo de PEDRO QUEIROZ DE MORAIS em 18/12/2023 23:59.
-
08/01/2024 21:33
Publicado Intimação em 23/11/2023.
-
08/01/2024 21:32
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 08/01/2024
-
23/11/2023 00:00
Intimação
PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA V DOS FEITOS DE REL DE CONS CIV E COMERCIAIS DE SANTA MARIA DA VITÓRIA INTIMAÇÃO 0001771-62.2010.8.05.0223 Execução Fiscal Jurisdição: Santa Maria Da Vitória Executado: Dionisio Pereira Guedes Exequente: Municipio De Santa Maria Da Vitoria Advogado: Pedro Queiroz De Morais (OAB:BA36697) Intimação: PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA V DOS FEITOS DE REL DE CONS CIV E COMERCIAIS DE SANTA MARIA DA VITÓRIA INTIMAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SANTAMARIA DA VITÓRIA SENTENÇA A parte exequente ajuizou a presente execução fiscal em face da parte executada, todos já qualificados, para recebimento de crédito fiscal, consoante petição inicial e CDA que a instrui.
Vieram os autos conclusos. É o relatório.
DECIDO.
Extrai-se do caderno processual que a demanda se encontra paralisada desde seu início.
Conclui-se, portanto, que decorreram anos sem a parte exequente tenha logrado efetivar a prática de qualquer ato processual hábil à satisfação do crédito, o que leva à caracterização da prescrição, de modo que não se cogita da aplicação da Súmula n. 106 do STJ.
Até porque as diligências para a efetivação da citação e busca de bens são de responsabilidade da parte credora e não do Judiciário.
Friso, ainda, que não se pode cogitar como diligência útil o mero pedido de citação e/ou de busca de bens, ainda que por reiteradas vezes, sem que estes sejam encontrados.
Apenas a efetiva constrição patrimonial é apta a interromper o curso da prescrição intercorrente, não bastando para tal o mero peticionamento em juízo.
Demais disso, o fato de a ação ter sido ajuizada dentro do prazo legalmente previsto não garante a perenidade do feito executório, mormente em face da configuração da prescrição de forma intercorrente.
Deixou a parte exequente de manifestar-se, efetivamente, acerca do andamento do feito, revelando inarredável inércia e desinteresse.
Outrossim, importante destacar que sequer houve manifestação por parte do exequente, no sentido de promover o arquivamento do feito, embora tenha permanecido sem movimentação por considerável período, de modo que a inobservância da formalidade prevista no art. 40, § 4º, da Lei n. 6.830/80, não impede o reconhecimento da prescrição intercorrente em casos em que é manifesta a inércia do(a) exequente.
A questão atinente às regras da contagem da prescrição intercorrente em sede de execução fiscal acabou definida pelo STJ quando da apreciação do REsp n. 1.340.553/RS (Tema 566), ocasião em que foram fixadas teses, conforme ementa que transcrevo: “RECURSO ESPECIAL REPETITIVO.
ARTS. 1.036 E SEGUINTES DO CPC/2015 (ART. 543-C, DO CPC/1973).
PROCESSUAL CIVIL.
TRIBUTÁRIO.
SISTEMÁTICA PARA A CONTAGEM DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE (PRESCRIÇÃO APÓS A PROPOSITURA DA AÇÃO) PREVISTA NO ART. 40 E PARÁGRAFOS DA LEI DE EXECUÇÃO FISCAL (LEI N. 6.830/80). 1.
O espírito do art. 40, da Lei n. 6.830/80 é o de que nenhuma execução fiscal já ajuizada poderá permanecer eternamente nos escaninhos do Poder Judiciário ou da Procuradoria Fazendária encarregada da execução das respectivas dívidas fiscais. 2.
Não havendo a citação de qualquer devedor por qualquer meio válido e/ou não sendo encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora (o que permitiria o fim da inércia processual), inicia-se automaticamente o procedimento previsto no art. 40 da Lei n. 6.830/80, e respectivo prazo, ao fim do qual restará prescrito o crédito fiscal.
Esse o teor da Súmula n. 314/STJ: ‘Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição qüinqüenal intercorrente’. 3.
Nem o Juiz e nem a Procuradoria da Fazenda Pública são os senhores do termo inicial do prazo de 1 (um) ano de suspensão previsto no caput, do art. 40, da LEF, somente a lei o é (ordena o art. 40: ‘[...] o juiz suspenderá [...]’).
Não cabe ao Juiz ou à Procuradoria a escolha do melhor momento para o seu início.
No primeiro momento em que constatada a não localização do devedor e/ou ausência de bens pelo oficial de justiça e intimada a Fazenda Pública, inicia-se automaticamente o prazo de suspensão, na forma do art. 40, caput, da LEF.
Indiferente aqui, portanto, o fato de existir petição da Fazenda Pública requerendo a suspensão do feito por 30, 60, 90 ou 120 dias a fim de realizar diligências, sem pedir a suspensão do feito pelo art. 40, da LEF.
Esses pedidos não encontram amparo fora do art. 40 da LEF que limita a suspensão a 1 (um) ano.
Também indiferente o fato de que o Juiz, ao intimar a Fazenda Pública, não tenha expressamente feito menção à suspensão do art. 40, da LEF.
O que importa para a aplicação da lei é que a Fazenda Pública tenha tomado ciência da inexistência de bens penhoráveis no endereço fornecido e/ou da não localização do devedor.
Isso é o suficiente para inaugurar o prazo, ex lege. 4.
Teses julgadas para efeito dos arts. 1.036 e seguintes do CPC/2015 (art. 543-C, do CPC/1973): 4.1.) O prazo de 1 (um) ano de suspensão do processo e do respectivo prazo prescricional previsto no art. 40, §§ 1º e 2º da Lei n. 6.830/80 - LEF tem início automaticamente na data da ciência da Fazenda Pública a respeito da não localização do devedor ou da inexistência de bens penhoráveis no endereço fornecido, havendo, sem prejuízo dessa contagem automática, o dever de o magistrado declarar ter ocorrido a suspensão da execução; 4.1.1.) Sem prejuízo do disposto no item 4.1., nos casos de execução fiscal para cobrança de dívida ativa de natureza tributária (cujo despacho ordenador da citação tenha sido proferido antes da vigência da Lei Complementar n. 118/2005), depois da citação válida, ainda que editalícia, logo após a primeira tentativa infrutífera de localização de bens penhoráveis, o Juiz declarará suspensa a execução. 4.1.2.) Sem prejuízo do disposto no item 4.1., em se tratando de execução fiscal para cobrança de dívida ativa de natureza tributária (cujo despacho ordenador da citação tenha sido proferido na vigência da Lei Complementar n. 118/2005) e de qualquer dívida ativa de natureza não tributária, logo após a primeira tentativa frustrada de citação do devedor ou de localização de bens penhoráveis, o Juiz declarará suspensa a execução. 4.2.) Havendo ou não petição da Fazenda Pública e havendo ou não pronunciamento judicial nesse sentido, findo o prazo de 1 (um) ano de suspensão inicia-se automaticamente o prazo prescricional aplicável (de acordo com a natureza do crédito exequendo) durante o qual o processo deveria estar arquivado sem baixa na distribuição, na forma do art. 40, §§ 2º, 3º e 4º da Lei n. 6.830/80 - LEF, findo o qual o Juiz, depois de ouvida a Fazenda Pública, poderá, de ofício, reconhecer a prescrição intercorrente e decretá-la de imediato; 4.3.) A efetiva constrição patrimonial e a efetiva citação (ainda que por edital) são aptas a interromper o curso da prescrição intercorrente, não bastando para tal o mero peticionamento em juízo, requerendo, v.g., a feitura da penhora sobre ativos financeiros ou sobre outros bens.
Os requerimentos feitos pelo exequente, dentro da soma do prazo máximo de 1 (um) ano de suspensão mais o prazo de prescrição aplicável (de acordo com a natureza do crédito exequendo) deverão ser processados, ainda que para além da soma desses dois prazos, pois, citados (ainda que por edital) os devedores e penhorados os bens, a qualquer tempo - mesmo depois de escoados os referidos prazos -, considera-se interrompida a prescrição intercorrente, retroativamente, na data do protocolo da petição que requereu a providência frutífera. 4.4.) A Fazenda Pública, em sua primeira oportunidade de falar nos autos (art. 245 do CPC/73, correspondente ao art. 278 do CPC/2015), ao alegar nulidade pela falta de qualquer intimação dentro do procedimento do art. 40 da LEF, deverá demonstrar o prejuízo que sofreu (exceto a falta da intimação que constitui o termo inicial - 4.1., onde o prejuízo é presumido), por exemplo, deverá demonstrar a ocorrência de qualquer causa interruptiva ou suspensiva da prescrição. 4.5.) O magistrado, ao reconhecer a prescrição intercorrente, deverá fundamentar o ato judicial por meio da delimitação dos marcos legais que foram aplicados na contagem do respectivo prazo, inclusive quanto ao período em que a execução ficou suspensa. 5.
Recurso especial não provido.
Acórdão submetido ao regime dos arts. 1.036 e seguintes do CPC/2015 (art. 543-C, do CPC/1973)” (REsp 1340553/RS, Rel.
Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/09/2018, DJe 16/10/2018).
Conclui-se que este feito ficou paralisado por mais mais de 5 (cinco) anos exclusivamente pela inércia da parte exequente, não se podendo falar “em morosidade da máquina judiciária”.
Neste sentido, entendimento exarado pelo TJBA: “(...) 1.
Transcorrido o prazo de cinco anos da constituição definitiva do crédito, sem a citação válida do executado, de rigor a decretação da prescrição. 2.
Não pode pender sobre a parte executada, indefinidamente, uma demanda fiscal fracassada por ineficiência do próprio ente exequente, causando insegurança jurídica onde deveria reinar celeridade. 3.
Inaplicável o verbete sumular nº 106 do STJ” (Classe: Apelação, Número do Processo: 0000262-51.2010.8.05.0044, Relator(a): Maurício Kertzman Szporer, Segunda Câmara Cível, Publicado em: 25/07/2018).
Ante o exposto, DECLARO a ocorrência da PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE no presente feito e, consequentemente, extingo-o com resolução do mérito, o que faço com fulcro no artigo 487, II, do CPC.
Isento de custas, por força do art. 10, IV, da Lei Estadual n. 12.373/11.
Sem honorários, dada a ausência de apresentação de defesa pela parte devedora.
Com o trânsito em julgado, dê-se baixa e arquivem-se os autos.
P.R.I.
Santa Maria da Vitória/BA, data da assinatura eletrônica.
João Paulo da Silva Antal Juiz de Direito (Designado pelo Decreto Judiciário n. 770/2023) -
21/11/2023 21:07
Disponibilizado no DJ Eletrônico em #Não preenchido#
-
16/11/2023 12:09
Declarada decadência ou prescrição
-
02/05/2023 10:05
Conclusos para despacho
-
01/04/2023 01:27
Decorrido prazo de MUNICIPIO DE SANTA MARIA DA VITORIA em 27/03/2023 23:59.
-
09/03/2023 12:16
Expedição de intimação.
-
01/03/2023 21:30
Proferido despacho de mero expediente
-
12/01/2023 11:27
Conclusos para despacho
-
14/12/2022 15:02
Decorrido prazo de MUNICIPIO DE SANTA MARIA DA VITORIA em 08/11/2022 23:59.
-
21/10/2022 17:34
Expedição de intimação.
-
16/10/2022 15:49
Proferido despacho de mero expediente
-
25/10/2021 10:00
Conclusos para despacho
-
11/11/2020 11:43
Juntada de Petição de devolução de mandado
-
28/07/2020 11:33
Juntada de Certidão
-
27/05/2020 11:05
Expedição de intimação via Correios/Carta/Edital.
-
27/05/2020 11:05
Expedição de citação via Correios/Carta/Edital.
-
10/05/2020 09:08
Decisão de Saneamento e Organização
-
29/04/2019 05:13
Devolvidos os autos
-
20/02/2019 12:24
RECEBIMENTO
-
08/05/2018 11:43
ENTREGA EM CARGAVISTA
-
10/01/2017 10:06
RECEBIMENTO
-
17/12/2015 15:10
ENTREGA EM CARGAVISTA
-
08/10/2015 13:49
RECEBIMENTO
-
14/07/2015 11:55
ENTREGA EM CARGAVISTA
-
09/08/2013 11:55
MERO EXPEDIENTE
-
30/07/2013 09:06
CONCLUSÃO
-
30/07/2013 08:57
RECEBIMENTO
-
10/04/2013 17:10
ENTREGA EM CARGAVISTA
-
02/04/2012 12:37
MANDADO
-
30/03/2012 15:05
MANDADO
-
23/03/2012 12:58
MANDADO
-
22/03/2012 16:27
EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTO
-
09/02/2012 13:38
Ato ordinatório
-
09/02/2012 13:33
MERO EXPEDIENTE
-
23/11/2010 09:21
CONCLUSÃO
-
23/11/2010 09:14
DISTRIBUIÇÃO
Detalhes
Situação
Ativo
Ajuizamento
23/11/2010
Ultima Atualização
31/07/2024
Valor da Causa
R$ 0,00
Detalhes
Documentos
Sentença • Arquivo
Despacho • Arquivo
Despacho • Arquivo
Despacho • Arquivo
Despacho • Arquivo
Ato Ordinatório • Arquivo
Ato Ordinatório • Arquivo
Despacho • Arquivo
Informações relacionadas
Processo nº 0504319-62.2016.8.05.0103
Bb.leasing S.A.arrendamento Mercantil
Benedito Fernando Pereira Farias
Advogado: Louise Rainer Pereira Gionedis
1ª instância - TJBA
Ajuizamento: 31/10/2016 13:30
Processo nº 8065596-39.2021.8.05.0001
Maria do Desterro Cardoso da Conceicao
Hercules Danilo Conceicao de Souza
Advogado: Anderson Macohin
1ª instância - TJBA
Ajuizamento: 22/11/2023 15:10
Processo nº 0547677-29.2015.8.05.0001
Gerson Ferreira
Antonio Ferreira
Advogado: Manuela Castor dos Santos
1ª instância - TJBA
Ajuizamento: 22/11/2023 11:20
Processo nº 8000987-14.2022.8.05.0130
Banco Bradesco SA
Orlando Alves Rocha
Advogado: Marcio Perez de Rezende
1ª instância - TJBA
Ajuizamento: 09/12/2022 08:59
Processo nº 8000938-88.2019.8.05.0158
Pedro Ferreira Silva
Omni S/A Credito Financiamento e Investi...
Advogado: Eugenio Costa de Oliveira
1ª instância - TJBA
Ajuizamento: 27/08/2019 15:58