TJPI - 0800742-96.2021.8.18.0060
1ª instância - Vara Unica de Luzilandia
Processos Relacionados - Outras Instâncias
Polo Ativo
Movimentações
Todas as movimentações dos processos publicadas pelos tribunais
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27/05/2025 12:40
Recebidos os autos
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27/05/2025 12:40
Juntada de Petição de decisão terminativa
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30/04/2025 00:00
Intimação
poder judiciário tribunal de justiça do estado do piauí GABINETE DO Desembargador AGRIMAR RODRIGUES DE ARAÚJO PROCESSO Nº: 0800742-96.2021.8.18.0060 CLASSE: APELAÇÃO CÍVEL (198) ASSUNTO(S): [Empréstimo consignado] APELANTE: NILZA DE ANDRADE SILVA APELADO: BANCO DO BRASIL SA, BANCO DO BRASIL SA REPRESENTANTE: BANCO DO BRASIL SA APELAÇÃO CÍVEL.
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL.
CONDENAÇÃO EM LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
AUSÊNCIA DE PROVA DA MÁ-FÉ.
TEMA 243 DO STJ.
APELAÇÃO CONHECIDA E PROVIDA MONOCRATICAMENTE.
DECISÃO MONOCRÁTICA 1.
RELATÓRIO Trata-se de APELAÇÃO CÍVEL interposta por NILZA DE ANDRADE SILVA contra sentença proferida pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Luzilândia que, nos autos da Ação Declaratória de Inexistência de Débito c/c Indenização por Dano Moral e Material nº 0800742-96.2021.8.18.0060, proposta em desfavor do BANCO DO BRASIL S.A, julgou improcedentes os pleitos autorais, nos termos a seguir transcritos: (…) ISTO POSTO, julgo improcedente o pedido, com resolução de mérito, nos termos do art. 487, inciso I, do Código de Processo Civil. À luz do que consta nos dispositivos supracitados e, com fundamento nos arts. 80, III, e 81 do CPC, CONDENO a parte autora à litigância de má-fé, arbitrando, a título de multa, 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa. (Id.
Num. 24206907).
Em suas razões (Id.
Num. 24206910), a parte recorrente defende, ainda, que a condenação por litigância de má-fé é indevida, pois a autora apenas exerceu seu direito de ação diante de descontos que afirmava desconhecer, sem qualquer indício de dolo ou alteração da verdade dos fatos.
Ressalta, por fim, a impossibilidade jurídica da condenação do advogado nos próprios autos, uma vez que eventual responsabilização profissional deve ser apurada em processo próprio perante a OAB, conforme entendimento pacificado do STJ.
Pugnou, por fim, que o Recurso de Apelação seja conhecido e provido.
Contrarrazões recursais ao Id.
Num. 24206913.
O único ponto controvertido é a possibilidade, ou não, de condenar a parte Autora ao pagamento de multa por litigância de má-fé. É o que basta relatar.
Decido. 2.
FUNDAMENTAÇÃO Antemão, verifico que a presente Apelação é tempestiva, preenche todos os requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade recursal, sendo dispensado o recolhimento de preparo em razão da gratuidade de justiça.
Daí porque conheço do presente recurso.
A presente Apelação tem como objetivo apenas afastar a multa por litigância de má-fé arbitrada na sentença a quo.
Analisando os argumentos apresentados pela parte autora, depreende-se que o demandante apenas pretendia exercer seu direito de ação, garantido pela Constituição da República, uma vez que não recordava de ter firmado nenhum contrato de empréstimo com a instituição financeira apelada. É possível concluir também que a conduta do autor no presente processo não se amolda a nenhuma das hipóteses previstas no art. 80 do CPC.
De saída, é necessário apontar que, especialmente nas regiões mais remotas do Piauí, os consumidores, muitas vezes idosos e com pouca instrução, realizam os empréstimos apenas através de corretoras financeiras multibancárias.
Nessa situação, por óbvio, é difícil exigir que pessoa não alfabetizada, ou semialfabetizada (caso em análise), consiga recordar, dentre as diversas operações de crédito contidas em seu extrato bancário, quais foram, ou não, regularmente contratadas.
Dito isto, saliento que o entendimento uníssono das Cortes Superiores é que a presunção da boa-fé é princípio geral do direito e que “a boa-fé se presume e a má-fé se prova”, conforme colho dos seguintes julgados: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO SECURITÁRIA.
CONTRATO DE SEGURO DE VIDA EM GRUPO.
INVALIDEZ PERMANENTE.
DOENÇA PREEXISTENTE.
AUSÊNCIA DE EXAMES PRÉVIOS.
NECESSIDADE DE SE PROVAR A MÁ-FÉ DO SEGURADO.
SÚMULA 609/STJ.
RECURSO DESPROVIDO. 1.
Verificada a ausência de elementos concretos para a caracterização de má-fé, deve-se presumir a boa-fé do segurado. "A presunção de boa-fé é princípio geral de direito universalmente aceito, sendo milenar a parêmia: a boa-fé se presume; a má-fé se prova" (REsp 956.943/PR - Repetitivo, Rel. p/ acórdão Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, CORTE ESPECIAL, DJe de 1º/12/2014). 2.
Agravo interno desprovido, com o retorno dos autos à origem. (STJ - AgInt nos EDcl no REsp: 1745782 PR 2018/0134778-6, Relator: Ministro RAUL ARAÚJO, Data de Julgamento: 13/11/2018, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe 29/11/2018).
AGRAVO INTERNO.
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
COISA JULGADA.
NÃO CONFIGURAÇÃO.
RETRIBUIÇÃO DE AÇÕES.
NÃO COMPROVAÇÃO.
REVISÃO.
INVIABILIDADE.
NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO.
SÚMULA 7/STJ.
LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
DOLO PROCESSUAL.
NÃO VERIFICAÇÃO.
MULTA.
AFASTAMENTO.
AGRAVO PARCIALMENTE PROVIDO. 1.
Não cabe, em recurso especial, reexaminar matéria fático-probatória (Súmula n. 7/STJ). 2.
A sanção por litigância de má-fé somente é cabível quando demonstrado o dolo processual, o que não se verifica no caso concreto, devendo ser afastada a multa aplicada. 3.
Agravo interno parcialmente provido. (STJ - AgInt no AREsp: 1873464 MS 2021/0107534-9, Relator: Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Data de Julgamento: 13/12/2021, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe 15/12/2021).
No mesmo sentido o STJ já se manifestou, através do Tema 243, abaixo transcrito: Para fins do art. 543-c do CPC, firma-se a seguinte orientação: (...) 1.3.
A presunção de boa-fé é princípio geral de direito universalmente aceito, sendo milenar parêmia: a boa-fé se presume; a má-fé se prova. (...) Mutatis mutandis, apesar da referida tese originalmente tratar de execuções de natureza fiscal, a Corte Cidadã traz a matéria referente à boa e má-fé de forma geral, sem fazer qualquer distinção às demais situações jurídicas, inclusive dispondo do tema como “princípio geral do direito universalmente aceito”, possibilitando, assim, a aplicação inequívoca, por analogia, ao caso em debate.
Pelo exposto, considerando a ausência da prova de qualquer dolo processual, é medida de justiça o provimento do recurso para afastar a condenação por litigância de má-fé.
Nessa esteira, consigno que o art. 932, V, “b”, do CPC/2015, autoriza o Relator a dar provimento ao recurso quando o decisum combatido for contrário a acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos, como se lê: Art. 932.
Incumbe ao relator: (...) V – depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for contrária a: a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; No caso em análise, sendo evidente a oposição da decisão apelada ao tema 243 do STJ, o provimento do recurso é medida que se impõe.
Pelo exposto, dou provimento à Apelação Cível para afastar a multa por litigância de má-fé. 3.
DECISÃO Forte nessas razões, dou provimento monocraticamente a presente Apelação, conforme o art. 932, V, “b”, do CPC/2015, reformando a sentença recorrida apenas para afastar a multa por litigância de má-fé imposta à parte autora.
Mantenho o ônus sucumbencial em desfavor da Apelante, nos termos do art. 86, parágrafo único do CPC, contudo, também mantenho a gratuidade judiciária pleiteada, determinando a suspensão da exigibilidade dos honorários advocatícios.
Transcorrido o prazo sem interposição de recurso, arquivem-se os autos e dê-se baixa na distribuição.
Desembargador Agrimar Rodrigues de Araújo Relator -
07/04/2025 18:38
Remetidos os Autos (em grau de recurso) para à Instância Superior
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07/04/2025 11:55
Expedição de Certidão.
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07/04/2025 11:54
Expedição de Certidão.
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26/02/2025 09:23
Decorrido prazo de BANCO DO BRASIL SA em 19/02/2025 23:59.
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26/02/2025 09:23
Decorrido prazo de BANCO DO BRASIL SA em 19/02/2025 23:59.
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12/02/2025 11:38
Juntada de Petição de contrarrazões da apelação
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28/01/2025 13:50
Expedição de Outros documentos.
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28/01/2025 13:50
Expedição de Outros documentos.
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30/10/2024 16:20
Juntada de Petição de apelação
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30/10/2024 03:09
Decorrido prazo de BANCO DO BRASIL SA em 29/10/2024 23:59.
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30/10/2024 03:09
Decorrido prazo de BANCO DO BRASIL SA em 29/10/2024 23:59.
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05/10/2024 06:26
Expedição de Outros documentos.
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05/10/2024 06:26
Expedição de Outros documentos.
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04/10/2024 17:49
Expedição de Outros documentos.
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04/10/2024 17:49
Julgado improcedente o pedido
-
02/07/2024 09:23
Conclusos para julgamento
-
02/07/2024 09:23
Expedição de Certidão.
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02/07/2024 09:22
Expedição de Certidão.
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25/06/2024 04:46
Decorrido prazo de NILZA DE ANDRADE SILVA em 24/06/2024 23:59.
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18/06/2024 03:29
Decorrido prazo de BANCO DO BRASIL SA em 17/06/2024 23:59.
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07/06/2024 19:15
Expedição de Outros documentos.
-
07/06/2024 19:14
Expedição de Certidão.
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18/02/2024 03:16
Decorrido prazo de NILZA DE ANDRADE SILVA em 15/02/2024 23:59.
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19/01/2024 09:53
Juntada de Petição de manifestação
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12/01/2024 09:00
Expedição de Outros documentos.
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12/01/2024 08:59
Expedição de Certidão.
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04/01/2024 13:46
Juntada de Petição de contestação
-
07/12/2023 11:25
Recebidos os autos
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07/12/2023 11:25
Juntada de Petição de decisão
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04/02/2022 09:41
Remetidos os Autos (em grau de recurso) para à Instância Superior
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04/02/2022 09:40
Juntada de Certidão
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06/01/2022 14:06
Juntada de Petição de petição
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15/12/2021 00:48
Decorrido prazo de BANCO DO BRASIL SA em 14/12/2021 23:59.
-
15/12/2021 00:48
Decorrido prazo de BANCO DO BRASIL SA em 14/12/2021 23:59.
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15/12/2021 00:48
Decorrido prazo de BANCO DO BRASIL SA em 14/12/2021 23:59.
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11/11/2021 10:20
Expedição de Outros documentos.
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11/11/2021 10:15
Ato ordinatório praticado
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12/10/2021 00:38
Decorrido prazo de BANCO DO BRASIL SA em 11/10/2021 23:59.
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04/10/2021 20:59
Juntada de Petição de petição
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10/09/2021 10:15
Expedição de Outros documentos.
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28/07/2021 16:55
Declarada decadência ou prescrição
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28/07/2021 14:53
Conclusos para julgamento
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25/05/2021 12:06
Juntada de Petição de procurações ou substabelecimentos
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14/05/2021 11:21
Juntada de Petição de documentos
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14/05/2021 10:34
Conclusos para despacho
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14/05/2021 10:33
Juntada de Certidão
-
14/05/2021 10:20
Distribuído por sorteio
Detalhes
Situação
Ativo
Ajuizamento
14/05/2021
Ultima Atualização
30/04/2025
Valor da Causa
R$ 0,00
Detalhes
Documentos
Decisão Terminativa • Arquivo
Sentença • Arquivo
ACÓRDÃO SEGUNDO GRAU • Arquivo
Despacho • Arquivo
Despacho • Arquivo
Decisão • Arquivo
Ato Ordinatório • Arquivo
Sentença • Arquivo
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