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2000159-39.2024.9.13.0003

Procedimento Comum CívelInquérito / Processo / Recurso AdministrativoAtos AdministrativosDIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO
TJMMG1° GrauEm andamento
Data de Distribuicao
22/03/2024
Valor da Causa
R$ 100.000,00
Orgao julgador
Juiz Titular da 3ª Auditoria - Cível
Partes do Processo
Nenhuma parte cadastrada
Advogados / Representantes
Nenhum advogado cadastrado
Movimentacoes

11010 - Proferido despacho de mero expediente

17/04/2026, 17:46

51 - Conclusos/5 - Para despacho

17/04/2026, 09:39

Publicacao/Comunicacao Intimação - Ato ordinatório ATO ORDINATÓRIO <!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01//EN" "http://www.w3.org/TR/html4/strict.dtd"><html lang="pt-br"><head><meta http-equiv="Pragma" content="no-cache" /><meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=iso-8859-1"/></head><style>body{ padding: 10px; font-family: Times New Roman; font-size:13pt }; #divHeader{ line-height:25px; margin-bottom:30px }; #divBody{ max-width:90%; text-align:justify }</style><body><div id="divHeader"><b>APELAÇÃO CÍVEL Nº 2000159-39.2024.9.13.0003/MG (originário: processo nº 20001593920249130003/JME)<table border="0"><tr><td>RELATOR</td><td>: SOCRATES EDGARD DOS ANJOS</td></tr><tr><td>APELANTE</td><td>: SILVIO MARTINS PEREIRA (AUTOR)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: EVANDRO BORELLI CORDEIRO (OAB MG126964)</td></tr></table></b></div><div id="divBody"><center><p>ATO ORDINATÓRIO</p></center> <p>Intimação realizada no sistema eproc.</p><p>O ato refere-se aos seguintes eventos:</p><p>Evento 72 - 11/03/2026 - 581 Juntada de/181 Decisão</p><p>Evento 71 - 11/03/2026 - 581 Juntada de/181 Decisão</p></div></body></html>

12/03/2026, 00:00

Publicacao/Comunicacao Intimação - Ato ordinatório ATO ORDINATÓRIO <!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01//EN" "http://www.w3.org/TR/html4/strict.dtd"><html lang="pt-br"><head><meta http-equiv="Pragma" content="no-cache" /><meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=iso-8859-1"/></head><style>body{ padding: 10px; font-family: Times New Roman; font-size:13pt }; #divHeader{ line-height:25px; margin-bottom:30px }; #divBody{ max-width:90%; text-align:justify }</style><body><div id="divHeader"><b>APELAÇÃO CÍVEL Nº 2000159-39.2024.9.13.0003/MG (originário: processo nº 20001593920249130003/JME)<table border="0"><tr><td>RELATOR</td><td>: SOCRATES EDGARD DOS ANJOS</td></tr><tr><td>APELANTE</td><td>: SILVIO MARTINS PEREIRA (AUTOR)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: EVANDRO BORELLI CORDEIRO (OAB MG126964)</td></tr></table></b></div><div id="divBody"><center><p>ATO ORDINATÓRIO</p></center> <p>Intimação realizada no sistema eproc.</p><p>O ato refere-se aos seguintes eventos:</p><p>Evento 52 - 12/11/2025 - 432 Recurso extraordinário não admitido</p><p>Evento 51 - 12/11/2025 - 433 Recurso especial não admitido</p></div></body></html>

13/11/2025, 00:00

581 - Juntada de /116 - Documento

16/10/2025, 15:27

Publicacao/Comunicacao Intimação Acórdão - <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> <div></div> </header> <section><b>Apela&ccedil;&atilde;o c&iacute;vel N&ordm; 2000159-39.2024.9.13.0003/JME</b></section> <section><b><table><tr><td>RELATOR</td><td>: Desembargador SOCRATES EDGARD DOS ANJOS</td></tr><tr><td>APELANTE</td><td>: SILVIO MARTINS PEREIRA (AUTOR)</td></tr><tr><td>ADVOGADO(A)</td><td>: EVANDRO BORELLI CORDEIRO (OAB MG126964)</td></tr></table></b></section> <section> <p align="center">EMENTA</p> </section> <section> <p> </p> <p>DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. APELA&Ccedil;&Atilde;O C&Iacute;VEL. A&Ccedil;&Atilde;O ANULAT&Oacute;RIA DE ATO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (PAD). DEMISS&Atilde;O. PROCESSO EXTINTO COM RESOLU&Ccedil;&Atilde;O DO M&Eacute;RITO PELO RECONHECIMENTO DA PRESCRI&Ccedil;&Atilde;O DO FUNDO DE DIREITO. PRELIMINAR DE INCOMPET&Ecirc;NCIA DA JUSTI&Ccedil;A MILITAR. REJEI&Ccedil;&Atilde;O. ALEGA&Ccedil;&Atilde;O DE DOEN&Ccedil;A INCAPACITANTE. TERMO DE CURATELA PROVIS&Oacute;RIA APRESENTADO <em>A POSTERIORI</em>. INCID&Ecirc;NCIA DA PRESCRI&Ccedil;&Atilde;O DO FUNDO DE DIREITO. PROVIMENTO NEGADO.</p> <p><strong>I. CASO EM EXAME</strong></p> <p>1. Apela&ccedil;&atilde;o c&iacute;vel com a finalidade de reformar a senten&ccedil;a <em>a quo</em>, <span>que julgou extinto o processo com resolu&ccedil;&atilde;o do m&eacute;rito, em face do reconhecimento da prescri&ccedil;&atilde;o do fundo de direito.</span></p> <p><strong>II. QUEST&Atilde;O EM DISCUSS&Atilde;O</strong></p> <p>2. A discuss&atilde;o consiste em saber: i) <span> se a Justi&ccedil;a Militar &eacute; competente para processar e julgar a demanda relativa a ato de san&ccedil;&atilde;o disciplinar que redundou na demiss&atilde;o do policial militar da Corpora&ccedil;&atilde;o, ii) se </span>restou configurada a prescri&ccedil;&atilde;o do fundo de direito e iii) se a suposta <span>interdi&ccedil;&atilde;o judicial do recorrente acarreta a nulidade da san&ccedil;&atilde;o disciplinar e/ou interfere no prazo prescricional. </span></p> <p><strong>III. RAZ&Otilde;ES DE DECIDIR</strong></p> <p>3. <span>A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, em seu art. 125, &sect; 4&ordm;, atribui &agrave; Justi&ccedil;a Militar estadual compet&ecirc;ncia para processar e julgar militares estaduais em a&ccedil;&otilde;es judiciais contra atos disciplinares militares.</span></p> <p>4. Incide a prescri&ccedil;&atilde;o do fundo de direito se entre a data d<span>a ativa&ccedil;&atilde;o da san&ccedil;&atilde;o demission&aacute;ria e </span>a data do <span>ajuizamento da demanda houver transcorrido</span> o prazo quinquenal previsto no art. 1&ordm; do Decreto n. 20.910/32.</p> <p>5. &Eacute; invi&aacute;vel o acolhimento da tese defensiva de nulidade absoluta do ato de san&ccedil;&atilde;o, porquanto o termo de curatela apresentado <em>a</em> <em>posteriori</em> e a suposta interdi&ccedil;&atilde;o do recorrente, salvo pronunciamento judicial expresso em sentido contr&aacute;rio, opera efeitos <em>ex nunc</em>. Precedentes do STJ.</p> <p><strong>IV. DISPOSITIVO </strong></p> <p>6. Apela&ccedil;&atilde;o c&iacute;vel desprovida.</p></section> <section> <p align="center">AC&Oacute;RD&Atilde;O</p> </section> <section> <p>Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os desembargadores da Segunda C&acirc;mara, por unanimidade, em <strong><span>negar</span></strong><strong> </strong><strong><span>provimento</span></strong><span> ao recurso, mantendo a senten&ccedil;a <em>a quo,</em> em seus exatos fundamentos.</span></p> <p><strong>RELAT&Oacute;RIO</strong></p> <p>Trata-se de recurso de apela&ccedil;&atilde;o interposto por <span>Silvio Martins Pereira</span>, representado por <span>Silvia Martins de Abreu</span>, contra senten&ccedil;a que julgou extinto o processo com resolu&ccedil;&atilde;o do m&eacute;rito, em face do reconhecimento da prescri&ccedil;&atilde;o do fundo de direito, nos termos do art. 487, inciso II, do C&oacute;digo de Processo Civil (CPC) (Evento 57 &ndash; Processo Origin&aacute;rio).</p> <p>Em suas raz&otilde;es recursais, a defesa alegou, em sede <strong>preliminar</strong>, que houve cerceamento de defesa do autor, ora apelante, pela negativa de realiza&ccedil;&atilde;o de audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o e julgamento e de nova prova pericial, redundando na viola&ccedil;&atilde;o aos princ&iacute;pios do contradit&oacute;rio e da ampla defesa.</p> <p>Aduziu que a declara&ccedil;&atilde;o de ilegitimidade do corr&eacute;u, Instituto de Previd&ecirc;ncia dos Servidores Militares do Estado de Minas Gerais (IPSM), conduz &agrave; incompet&ecirc;ncia deste TJMMG para julgamento do feito, por entender que &ldquo;<em>uma vez que a</em> <em>a&ccedil;&atilde;o &eacute; somente contra o EMG a compet&ecirc;ncia absoluta &eacute; da Vara da Fazenda P&uacute;blica Estadual&rdquo;</em>.</p> <p>No <strong>m&eacute;rito</strong>, alegou, em s&iacute;ntese, que o apelante sofre de doen&ccedil;a psiqui&aacute;trica desde 1989, &eacute;poca em que ainda servia &agrave; Pol&iacute;cia Militar de Minas Gerais (PMMG). Nesse contexto, ressaltou que &ldquo;o ato que levou a exclus&atilde;o do militar deve ter sua nulidade absoluta decretada, por ser ilegal, pois no exerc&iacute;cio de suas fun&ccedil;&otilde;es contraiu doen&ccedil;a que o incapacitou para o servi&ccedil;o&rdquo;, tendo, portanto, direito &agrave;<em> </em>aposentadoria por invalidez com direito a proventos integrais.</p> <p>Acrescentou que o apelante foi diagnosticado como portador de transtorno conversivo-dissociativo (F 44.8 &ndash; CID X) e os laudos m&eacute;dicos periciais carreados aos autos demonstram que ele possui invalidez permanente, pois sua doen&ccedil;a &eacute; &ldquo;grav&iacute;ssima, incapacitante e incur&aacute;vel&rdquo;.</p> <p>Reiterou a necessidade da realiza&ccedil;&atilde;o de audi&ecirc;ncia de instru&ccedil;&atilde;o e julgamento, para que seja promovida <em>&ldquo;</em><em>a oitiva do Apelante para que o Ju&iacute;zo a quo possa perceber, sentir e se convencer de como o militar Apelante se encontra desde os idos de quando se encontrava nas fileiras militares&rdquo;</em>.</p> <p>Impugnou o laudo pericial, que, a seu ver, &ldquo;<em>est&aacute; totalmente contradit&oacute;rio e contr&aacute;rio a todos os outros laudos m&eacute;dicos especialistas&rdquo;</em>, devendo ser invalidado.</p> <p>Ademais, alegou que a exclus&atilde;o do IPSM do polo passivo &eacute; ilegal, pois, sendo este o pr&oacute;prio Instituto de Previd&ecirc;ncia do Servidor Militar do Estado de Minas Gerais, que, normativamente, &eacute; o respons&aacute;vel pela concess&atilde;o ou n&atilde;o dos proventos,<em> </em>a sua legitimidade &eacute; irrefut&aacute;vel.</p> <p>Por fim, recha&ccedil;ou a ocorr&ecirc;ncia da prescri&ccedil;&atilde;o, ao fundamento de haver, nos autos, a comprova&ccedil;&atilde;o da sua incapacidade, seja atrav&eacute;s do <em>link</em> da audi&ecirc;ncia de interdi&ccedil;&atilde;o colacionada tanto em suas alega&ccedil;&otilde;es finais quanto nessas raz&otilde;es de apelo, bem como do Termo de Curatela apresentado concomitante ao presente apelo.</p> <p>Nesses termos, requereu que seja dado provimento ao presente recurso, para reformar a senten&ccedil;a <em>a quo</em>, julgando-se procedente o pedido inicial para reformar o autor/apelante &ldquo;com todas as vantagens e adicionais inerentes<em>&rdquo;</em> (Evento 66 &ndash; Processo Origin&aacute;rio).</p> <p>Com as raz&otilde;es de apela&ccedil;&atilde;o, foi juntado o Termo de Compromisso de Curatela Provis&oacute;ria, concedida pelo ju&iacute;zo da 4&ordf; Vara de Fam&iacute;lia da Comarca de Juiz de Fora/MG, nos autos de n. 5023860.21.2024.8.13.0145 (Evento 66 &ndash; TERMO2 &ndash; Processo Origin&aacute;rio).</p> <p>Em contrarraz&otilde;es de apela&ccedil;&atilde;o, o Estado de Minas Gerais refutou a alega&ccedil;&atilde;o de cerceamento de defesa, sob o argumento de ser o juiz o destinat&aacute;rio da prova, podendo indeferir dilig&ecirc;ncias desnecess&aacute;rias, in&uacute;teis ou protelat&oacute;rias, nos termos do art. 370 do CPC.</p> <p>Aduziu que o feito foi instru&iacute;do com laudos m&eacute;dicos e documentos oficiais e, nesse sentido, a aventada necessidade de oitiva pessoal n&atilde;o se justifica, considerando que a alegada incapacidade &eacute; de natureza t&eacute;cnica a ser analisada adequadamente por meio pericial.</p> <p>Afirmou que a &ldquo;pretens&atilde;o do apelante de ser reformado com proventos integrais ignora que sua exclus&atilde;o das fileiras militares deu-se por ato administrativo v&aacute;lido e motivado&rdquo;, ao passo que a &ldquo;reforma ex officio exige prova robusta da invalidez permanente com nexo direto com o servi&ccedil;o&rdquo;, o que n&atilde;o se verificou, pois a alega&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a ps&iacute;quica anterior ao ato de exclus&atilde;o n&atilde;o foi comprovada de forma inequ&iacute;voca no processo.</p> <p>Concordou com os fundamentos da senten&ccedil;a <em>a quo</em> no tocante ao reconhecimento da ocorr&ecirc;ncia da prescri&ccedil;&atilde;o do fundo do direito, apresentando os seguintes argumentos, <em>verbis</em>:</p> <p>&middot;<em> </em>O autor foi exclu&iacute;do em 1990, tendo ajuizado a a&ccedil;&atilde;o mais de tr&ecirc;s d&eacute;cadas depois, em 2023.</p> <p>&middot; A suposta interdi&ccedil;&atilde;o judicial &eacute; posterior ao ajuizamento da demanda e n&atilde;o retroage para fins de interrup&ccedil;&atilde;o do prazo prescricional.</p> <p>&middot; Nos termos do art. 1&ordm; do Decreto 20.910/32, a prescri&ccedil;&atilde;o quinquenal atinge o pr&oacute;prio direito de a&ccedil;&atilde;o, independentemente de ci&ecirc;ncia subjetiva do interessado.</p> <p>Na mesma esteira, salientou que o argumento de que a curatela impediria a flu&ecirc;ncia do prazo n&atilde;o encontra respaldo nos autos, considerando que &ldquo;n&atilde;o houve comprova&ccedil;&atilde;o de incapacidade reconhecida judicialmente &agrave; &eacute;poca da in&eacute;rcia&rdquo;.</p> <p>Pleiteou, assim, o desprovimento do recurso (Evento 74 &ndash; Processo Origin&aacute;rio). </p> <p>Em observa&ccedil;&atilde;o ao inciso II do art. 178 do CPC, abriu-se vista &agrave; douta procuradora de justi&ccedil;a oficiante neste TJMMG, que se manifestou pela <em>&ldquo;desnecessidade de efetiva interven&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico no presente feito, tendo em vista que inexiste nestes autos Termo de Curatela ou men&ccedil;&atilde;o sobre processo de curatela em curso, tampouco qualquer comprova&ccedil;&atilde;o de &ldquo;anterior reconhecimento judicial da incapacidade do Autor&rdquo; </em>(Evento 12).</p> <p>&Eacute; o relat&oacute;rio.</p> <p><strong>VOTOS</strong></p> <p><strong>DESEMBARGADOR SOCRATES EDGARD DOS ANJOS, RELATOR</strong></p> <p>Recebo o recurso, porque presentes os pressupostos que regem a sua admissibilidade.</p> <p>Inicialmente, antes da an&aacute;lise da incid&ecirc;ncia da prescri&ccedil;&atilde;o de fundo de direito, <strong><u>refuto a preliminar de incompet&ecirc;ncia desta Justi&ccedil;a Castrense</u></strong> para a an&aacute;lise e o julgamento do presente feito, o que fa&ccedil;o com fulcro no art. 125, &sect; 4&ordm;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Confira-se:</p> <p><span>&sect; 4&ordm; <strong><u>Compete &agrave; Justi&ccedil;a Militar estadual</u></strong> processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as <strong><u>a&ccedil;&otilde;es judiciais contra atos disciplinares militares</u></strong>, ressalvada a compet&ecirc;ncia do j&uacute;ri quando a v&iacute;tima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da gradua&ccedil;&atilde;o das pra&ccedil;as.</span></p> <p>No caso em exame, visa<strong> </strong>o autor, ora apelante, a anula&ccedil;&atilde;o de ato de san&ccedil;&atilde;o disciplinar que determinou a sua demiss&atilde;o da PMMG, pela pr&aacute;tica de transgress&atilde;o disciplinar, sendo, portanto, incontroversa a compet&ecirc;ncia desta Justi&ccedil;a Militar Estadual.</p> <p>Registro que os presentes autos vieram remetidos da Justi&ccedil;a Comum, que declarou, em grau recursal, sua incompet&ecirc;ncia absoluta (Evento 1 &ndash; OUT2 &ndash; p&aacute;gs. 25/32). Aportados nesta Justi&ccedil;a especializada, restou confirmada a compet&ecirc;ncia desta Corte castrense pelo ju&iacute;zo primevo para julgar o feito (Evento 5 &ndash; Processo Origin&aacute;rio).</p> <p>Assim, passo &agrave; an&aacute;lise da incid&ecirc;ncia da <strong>prescri&ccedil;&atilde;o do fundo de direito</strong> reconhecida pelo ju&iacute;zo <em>a quo</em>.</p> <p>&Eacute; oportuno consignar que, ainda em fase instrut&oacute;ria, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico foi instado a se manifestar, oportunidade em que corroborou da preliminar de prescri&ccedil;&atilde;o do fundo de direito, arguida pelo Estado de Minas Gerais. Alegou, ainda, que <em>&ldquo;o ex militar n&atilde;o era considerado incapaz no momento de sua exclus&atilde;o&rdquo;</em>, tendo sido o ato administrativo sancionat&oacute;rio precedido de processo administrativo v&aacute;lido, que demonstrou <em>&ldquo;o constante mau comportamento do apelante que deu ensejo &agrave;s diversas puni&ccedil;&otilde;es disciplinares por ele sofridas ao longo da sua carreira militar&rdquo;</em> (Evento 55 &ndash; Processo Origin&aacute;rio).</p> <p>Feita tal considera&ccedil;&atilde;o, depreende-se dos autos que o apelante ajuizou a&ccedil;&atilde;o visando a &ldquo;decreta&ccedil;&atilde;o da NULIDADE ABSOLUTA DO ATO DE EXCLUS&Atilde;O DO AUTOR, condenando-se a reformar com os proventos integrais&rdquo;, sob o argumento de que o mesmo padece de mol&eacute;stia ps&iacute;quica grave contra&iacute;da em raz&atilde;o do servi&ccedil;o (Evento 1 &ndash; INIC1 &ndash; Processo Origin&aacute;rio).</p> <p>Todavia, o ju&iacute;zo <em>a quo </em>julgou <strong>extinto o processo, com resolu&ccedil;&atilde;o de m&eacute;rito,</strong> pela ocorr&ecirc;ncia da prescri&ccedil;&atilde;o, pautando-se no art. 487, inciso II, do CPC (Evento 4 &ndash; Processo Origin&aacute;rio).</p> <p>Em que pesem as alega&ccedil;&otilde;es do apelante, compreendo que a senten&ccedil;a <em>a quo </em>deve ser <strong>mantida</strong>, pelos motivos que passo a expor.</p> <p>O art. 1&ordm; do Decreto n. 20.910/32 preceitua, <em>in</em> <em>verbis</em>:</p> <p>As d&iacute;vidas passivas da Uni&atilde;o, dos Estados e dos Munic&iacute;pios, bem assim todo e qualquer direito ou a&ccedil;&atilde;o contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se Art. 1&ordm; As d&iacute;vidas passivas da Uni&atilde;o, dos Estados e dos originarem. </p> <p>No mesmo sentido, no &acirc;mbito desta Justi&ccedil;a Militar, a prescri&ccedil;&atilde;o do fundo de direito encontra-se assim sumulada:</p> <p>S&Uacute;MULA 5.</p> <p>A prescri&ccedil;&atilde;o do fundo de direito contra a administra&ccedil;&atilde;o militar &eacute; de cinco anos.</p> <p>O in&iacute;cio da citada prescri&ccedil;&atilde;o do fundo de direito, como se sabe, ocorre com a ativa&ccedil;&atilde;o da san&ccedil;&atilde;o, data a partir de quando nasce, para o processado, o direito subjetivo de reclamar judicialmente contra o ato punitivo proclamado pela Administra&ccedil;&atilde;o Militar.</p> <p>Nesse contexto, constatei que, de fato, operou-se a prescri&ccedil;&atilde;o, uma vez que a ativa&ccedil;&atilde;o da san&ccedil;&atilde;o demission&aacute;ria se efetivou em <u>1&ordm;</u><u> de setembro de 1989</u> (Evento 1 &ndash; OUT7 &ndash; p&aacute;gs. 42 e 46), data inicial para a contagem do <strong>prazo prescricional, cujo t&eacute;rmino operou-se em <u>1&ordm; de setembro de 1994</u></strong>, data exponencialmente anterior ao ajuizamento da presente demanda, <u>26 de novembro de 2018</u> (Evento 1, OUT2, p&aacute;g. 5).</p> <p>Ademais, outro fato que me chamou a aten&ccedil;&atilde;o e que poderia, eventualmente, reverberar no deslinde do feito, diz respeito ao questionamento acerca da suposta interdi&ccedil;&atilde;o judicial, se anterior ou posterior ao ajuizamento da demanda, pois, nesse &uacute;ltimo caso, poderia retroagir para fins de interrup&ccedil;&atilde;o do prazo prescricional.</p> <p>A esse respeito, verifiquei que a procura&ccedil;&atilde;o concedida aos caus&iacute;dicos para propositura da presente demanda, com data de <u>14 de agosto de 2018</u>, foi outorgada, <strong><u>de pr&oacute;prio punho</u>, pelo apelante</strong> (Evento 1 &ndash; OUT10 &ndash; p&aacute;gina 4 &ndash; Processo Origin&aacute;rio). Posteriormente, foi juntado aos autos Escritura P&uacute;blica de Procura&ccedil;&atilde;o, datada de <u>30 de novembro de 2018</u>, com o ateste de que o apelante, <strong>&ldquo;em seu pleno discernimento&rdquo;</strong>, constitu&iacute;a sua procuradora a Sra. <span>Silvia Martins de Abreu</span> (Evento 1 &ndash; OUT5 &ndash; p&aacute;gina 75 &ndash; Processo Origin&aacute;rio).</p> <p>J&aacute; o termo de compromisso de curatela provis&oacute;ria, acostado aos autos no<strong> </strong>Evento 66 &ndash; TERMO2, embora n&atilde;o seja poss&iacute;vel identificar a data de seu deferimento, tampouco a assinatura da autoridade concedente, pela numera&ccedil;&atilde;o dada ao processo, 5023860.21.<strong><u>2024</u></strong>.8.13.0145, &eacute; poss&iacute;vel concluir que a suposta interdi&ccedil;&atilde;o judicial foi posterior ao ajuizamento da presente demanda. <strong><u>N&atilde;o h&aacute; qualquer comprova&ccedil;&atilde;o de retroa&ccedil;&atilde;o dos efeitos da suposta interdi&ccedil;&atilde;o, inclusive para fins de interrup&ccedil;&atilde;o do prazo prescricional.</u></strong></p> <p>Sobre o tema, por oportuno, trago &agrave; cola&ccedil;&atilde;o jurisprud&ecirc;ncia do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a:</p> <p>RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL. A&Ccedil;&Atilde;O DE RESCIS&Atilde;O CONTRATUAL. CITA&Ccedil;&Atilde;O EM NOME DE INCAPAZ. <strong>INCAPACIDADE DECLARADA <u>POSTERIORMENTE</u>. NULIDADE N&Atilde;O RECONHECIDA</strong>. INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O DO MP. NULIDADE. NECESSIDADE DE DEMONSTRA&Ccedil;&Atilde;O DO PREJU&Iacute;ZO. ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICI&Ecirc;NCIA. LEI N. 13.146/2015. DISSOCIA&Ccedil;&Atilde;O ENTRE TRANSTORNO MENTAL E INCAPACIDADE.</p> <p>1. A senten&ccedil;a de interdi&ccedil;&atilde;o tem natureza constitutiva, caracterizada pelo fato de que ela n&atilde;o cria a incapacidade, mas sim, situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica nova para o incapaz, diferente daquela em que, at&eacute; ent&atilde;o, se encontrava.</p> <p>2. Segundo o entendimento desta Corte Superior, <strong><u>a senten&ccedil;a de interdi&ccedil;&atilde;o</u>, </strong>salvo pronunciamento judicial expresso em sentido contr&aacute;rio,<strong> <u>opera efeitos ex nunc</u></strong>. Precedentes.</p> <p>3. Quando j&aacute; existente a incapacidade, os atos praticados anteriormente &agrave; senten&ccedil;a constitutiva de interdi&ccedil;&atilde;o at&eacute; poder&atilde;o ser reconhecidos nulos, por&eacute;m n&atilde;o como efeito autom&aacute;tico da senten&ccedil;a, devendo, para tanto, ser proposta a&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de anula&ccedil;&atilde;o do ato jur&iacute;dico, com demonstra&ccedil;&atilde;o de que a incapacidade j&aacute; existia ao tempo de sua realiza&ccedil;&atilde;o do ato a ser anulado.</p> <p>[...]</p> <p>10. Recurso especial a que se nega provimento. (RE n. 1.694.984 &ndash; MS, 4&ordf; Turma, Relator Ministro Luis Felipe Salom&atilde;o, j. em 14/11/2017) Com destaques.</p> <p>Destarte, &eacute; incontroversa a incid&ecirc;ncia da prescri&ccedil;&atilde;o do fundo de direito nos presentes autos.</p> <p>Diante do exposto, <strong>nego provimento</strong> ao recurso, mantendo a senten&ccedil;a <em>a quo</em> em seus exatos fundamentos.</p> <p>&Eacute; como voto.<strong> </strong></p> <p> </p> <p><strong>DESEMBARGADOR FERNANDO ARMANDO RIBEIRO</strong></p> <p>Acompanho raz&otilde;es e voto do e. desembargador relator.</p> <p> </p> <p><strong>DESEMBARGADOR JAMES FERREIRA SANTOS </strong></p> <p>Acompanho as raz&otilde;es e o voto do eminente relator, para tamb&eacute;m negar provimento ao recurso, mantendo a senten&ccedil;a <em>a quo</em> em seus exatos fundamentos.</p> <p><strong>Belo Horizonte, sess&atilde;o ordin&aacute;ria presencial de julgamento do Tribunal de Justi&ccedil;a Militar do Estado de Minas Gerais, aos 10 de julho de 2025.</strong></p> <p><strong>Desembargador S&oacute;crates Edgard dos Anjos</strong></p> <p><strong>Relator</strong></p></section> <section> <p>Belo Horizonte, 10 de julho de 2025.</p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

18/07/2025, 00:00

Publicacao/Comunicacao Intimação - Despacho DESPACHO <html> <head> <meta> <style></style> </head> <body> <article> <header> <div></div> </header> <section> <p align="center">DESPACHO</p> </section> <section> <p> Vistos, etc.</p> <p>Trata-se de manifesta&ccedil;&atilde;o do apelante informando que o Termo de Curatela Provis&oacute;ria se encontra acostado aos autos, em contraponto &agrave; Procuradoria de Justi&ccedil;a que disse inexistir interesse p&uacute;blico no feito. Requereu, na oportunidade, &ldquo;o sobrestamento dos presentes autos at&eacute; julgamento final do processo de interdi&ccedil;&atilde;o / curatela n&ordm;. 5023860-21.2024.8.13.0145, bem como a exclus&atilde;o e/ou retirada de pauta de julgamento, o qual est&aacute; agendada para o pr&oacute;ximo dia 10/07/2025, &agrave;s 14h&rdquo; (Evento 18).</p> <p>Assim, considerando que a quest&atilde;o - interdi&ccedil;&atilde;o do apelante, passar&aacute;, obrigatoriamente, pelo crivo deste &oacute;rg&atilde;o recursal,<strong> indefiro</strong> o pedido de sobrestamento do feito at&eacute; o julgamento do processo de interdi&ccedil;&atilde;o e curatela do recorrente.</p> <p>Pelo mesmo motivo,<strong> indefiro</strong> o pedido de exclus&atilde;o e/ou retirada do feito da pauta de julgamento do dia 10 de julho pr&oacute;ximo, tendo em vista a imin&ecirc;ncia de sua realiza&ccedil;&atilde;o.</p> <p>Registre-se.</p> <p><strong>Desembargador S&oacute;crates Edgard dos Anjos</strong></p> <p><strong>relator </strong> </p></section> <section> </section> <section> <p> </p> <hr> <p> </p></section> <footer> </footer></article></body></html>

09/07/2025, 00:00

Cancelamento de Movimentação Processual - (Evento 79 - 51 - Conclusos/5 - Para despacho - 02/06/2025 09:28:04)

02/06/2025, 09:28

Habilitação da Movimentação Processual de Processo Remetido

02/06/2025, 09:27

Publicacao/Comunicacao Intimação 442 - Intima-se as partes para o processo distribuído no Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais.

12/05/2025, 00:00

Publicacao/Comunicacao Lista de distribuição 442 - Processo distribuído no Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais.

12/05/2025, 00:00

Remessa Externa - 3AJME -> TJM

09/05/2025, 12:23

11010 - Proferido despacho de mero expediente

08/05/2025, 20:51

51 - Conclusos/5 - Para despacho

08/05/2025, 13:48

PETIÇÃO PROTOCOLADA JUNTADA - Refer. ao Evento: 71

07/05/2025, 20:55
Documentos
DESPACHO
17/04/2026, 17:46
DESPACHO
08/05/2025, 20:51
DECISÃO
23/03/2025, 17:26
SENTENÇA
10/02/2025, 14:30
DESPACHO
30/01/2025, 10:43
DECISÃO
18/10/2024, 09:33
DESPACHO
25/09/2024, 13:14
DESPACHO
19/07/2024, 13:21
DECISÃO
14/06/2024, 17:21
DESPACHO
27/03/2024, 15:53