TJAL - 0702547-64.2025.8.02.0001
1ª instância - 14ª Vara Civel da Capital / Fazenda Municipal
Polo Ativo
Polo Passivo
Movimentações
Todas as movimentações dos processos publicadas pelos tribunais
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26/05/2025 00:24
Expedição de Certidão.
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24/05/2025 18:25
Juntada de Outros documentos
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19/05/2025 18:20
Juntada de Outros documentos
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15/05/2025 09:59
Autos entregues em carga ao destinatario.
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15/05/2025 09:59
Expedição de Certidão.
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15/05/2025 09:57
Ato ordinatório praticado
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13/05/2025 23:05
Juntada de Outros documentos
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09/05/2025 00:16
Expedição de Certidão.
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09/05/2025 00:15
Expedição de Certidão.
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06/05/2025 01:18
Expedição de Certidão.
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29/04/2025 11:19
Juntada de Outros documentos
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29/04/2025 11:18
Mandado devolvido entregue ao destinatário
-
28/04/2025 10:36
Publicado ato_publicado em ato_publicado.
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28/04/2025 08:34
Autos entregues em carga ao destinatario.
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28/04/2025 08:34
Expedição de Certidão.
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28/04/2025 07:31
Mandado Recebido na Central de Mandados
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28/04/2025 07:29
Expedição de Mandado.
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28/04/2025 07:27
Expedição de Carta.
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28/04/2025 07:26
Autos entregues em carga ao destinatario.
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28/04/2025 07:26
Expedição de Certidão.
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28/04/2025 07:25
Autos entregues em carga ao destinatario.
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28/04/2025 07:25
Expedição de Certidão.
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28/04/2025 00:00
Intimação
ADV: Defensoria Pública do Estado de Alagoas (OAB D/AL) Processo 0702547-64.2025.8.02.0001 - Procedimento Comum Cível - Autora: Jessimary Souza Diniz - Autos nº: 0702547-64.2025.8.02.0001 Ação: Procedimento Comum Cível Autor: Jessimary Souza Diniz Réu: Município de Maceió DECISÃO Trata-se de Ação de Preceito Cominatório com pedido de tutela de urgência, promovida por Jessimary Souza Diniz em desfavor do Município de Maceió, ambos devidamente qualificados.
Alega-se na petição inicial que a paciente apresenta Rim Transplantado (CID 10: Z94.0), Doença Renal Crônica (CID 10: N18.5) e Doença Óssea Adnâmica Crônica, necessitando com urgência do medicamento: CALCITRIOL 0,25MCG - 02 COMPRIMIDOS\DIA - POR TEMPO INDETERMINADO, incluindo, ainda, devido à gravidade da doença, a determinação da obrigação do RÉU de fornecer todo e qualquer tratamento médico relacionado ao tratamento da doença entendidos como necessários para a manutenção da vida da paciente devidamente prescritos por médicos legalmente habilitados A petição inicial foi instruída com os documentos de fls. 26\46.
Consta parecer do NATJUS às fls. 57\61 - 82\86 informando que há elementos médicos suficientes para sustentar a indicação do medicamento pleiteado.
Vieram-me os autos conclusos. É o relatório.
Fundamento e decido.
O art. 6º da Constituição da República de 1988 incluiu a saúde, que constitui, em realidade, desdobramento do direito à vida, no rol dos direitos sociais.
Ainda segundo o texto da Constituição da República, mais precisamente do seu art. 196, a saúde é direito de todos e dever do Estado, entendendo-se como "Estado", nos termos do art. 23, inciso II da CR, qualquer dos 4 entes federados, pois este dispositivo estabelece que é de competência material comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios cuidar da saúde e da assistência pública.
Transcrevo abaixo o já referido art. 196 da Constituição: Art. 196.
A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Já o artigo 197 reputa os serviços e as ações de saúde como de relevância pública.
Destarte, temos que os fundamentos que sustentam a pretensão da parte autora possuem índole constitucional, tendo como base normas de eficácia plena, com aplicabilidade imediata, sendo esta a interpretação mais condizente com o princípio da máxima efetividade dos direitos fundamentais.
O direito público subjetivo à saúde representa prerrogativa jurídica indisponível assegurada à generalidade das pessoas pela própria Constituição da República (art. 196 - transcrito acima).
Traduz bem jurídico constitucionalmente tutelado, por cuja integridade deve velar, de maneira responsável, o Poder Público, a quem incumbe formular - e implementar - políticas sociais e econômicas idôneas que visem a garantir, aos cidadãos o acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica e médico-hospitalar.
O direito à saúde, além de qualificar-se como direito fundamental que assiste a todas as pessoas, representa consequência constitucional indissociável do direito à vida.
Dito isso, merece ser registrado que direito à saúde previsto no art. 196 da Constituição Federal não representa o direito irrestrito e ilimitado a qualquer tratamento médico, mas sim o direito do cidadão a uma política de saúde pública dotada de razoabilidade, que preveja tanto o custeio de procedimentos e medicamentos de saúde básica quanto os especiais, desde que estes sejam indispensáveis ao tratamento do doente.
De fato, a universalização buscada pelo SUS não é a concessão indiscriminada de tratamentos e medicamentos para tudo e para todos, mas sim os indispensáveis a uma política pública de saúde geral, que, para que seja cumprida, tem que estar atenta aos limites orçamentários.
Na prática, todavia, a eficiência do sistema tem sido posta em xeque em algumas situações.
Sob diversas alegações, que vão desde a "reserva do possível" até a "ausência" da lista oficial elaborada pelo Ministério da Saúde, o SUS deixa de viabilizar o acesso aos cidadãos a consultas, exames complementares e demais procedimentos essenciais ao diagnóstico de suas eventuais patologias e, assim, nega, em último caso, o acesso à subsistência saudável do cidadão.
Pois bem, quando ocorre a negativa administrativa do fornecimento de procedimentos que estabeleçam o diagnóstico do paciente, que leva ao tratamento adequado de sua patologia pelo Poder Público, resta ao doente, para preservar sua saúde e garantir o seu direito à vida, recorrer ao Poder Judiciário, postulando a imposição do cumprimento da legislação vigente, inclusive em âmbito constitucional, pelos Municípios, Estados e União - o que foi feito no caso em tela.
Se, por um lado, não se pode exigir do Poder Público o impossível, de outro, é exigível que ele faça todo o possível na preservação de direitos fundamentais de seus cidadãos.
De todo modo, certo é que a "reserva do possível" geralmente alegada pelos entes públicos em ações como a presente impõe cautela na dispensação de tratamentos médicos excepcionais por via judicial, de maneira que o sistema público de saúde não seja obrigado a garantir, sempre, todo e qualquer exame, tratamento ou medicamento pretendido por seus usuários.
Fosse assim, seria ele insustentável, o que privaria os próprios cidadãos de um mínimo de atenção à sua saúde pelo Estado.
A atuação do Poder Judiciário, em casos como o presente, não significa ingerência em função legislativa ou executiva.
A decisão judicial no caso em tela, ao contrário, significa defesa da Constituição frente a uma omissão do Poder Público que, naquele caso específico, não cumpriu a sua obrigação de garantir um direito fundamental do cidadão.
Para a concessão da tutela de urgência pleiteada, necessária se faz a verificação da presença, na lide, de alguns requisitos peculiares, quais sejam a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, conforme dispõe o art. 300, caput, do Novo Código de Processo Civil.
No caso dos autos, observa-se que os elementos colacionados à petição inicial são suficientes para evidenciar, ainda que em cognição sumária, a probabilidade do direito alegado.
Isso porque, a parte requerente comprovou: A) que precisa fazer uso do medicamento requerido, o que se afere do relatório médico às fls. 31\32 e NATJUS às fls. 57\61 - 82\86 que justifica a necessidade do fármaco; B) que não tem condições financeiras para arcar com o custo do quanto requerido na exordial, conforme se afere dos documentos anexados às fls. 30.
No que se refere ao perigo da demora, registro que estamos tratando de saúde pública, onde existem filas de espera e listas de pacientes estabelecidas e reguladas pelas diversas Secretarias de Saúde espalhadas pelo Brasil, que atendem a protocolos estabelecidos formalmente.
Segundo os Enunciados nº 11 e 69 das Jornadas de Direito da Saúde do CNJ, essas listas de pacientes e protocolos do SUS devem ser observados, mesmo quando a questão for judicializada, estimulando-se a inserção do paciente nos sistemas de regulação, de acordo com o regramento de referência de cada Município, Região ou Estado, observados os critérios clínicos e de priorização - como forma de se evitar que algumas pessoas, movidas pelos mais diversos sentimentos, tentem se valer do Judiciário apenas para evitar serem inseridas nas indesejadas e famosas "filas do SUS", prejudicando reflexamente outros cidadãos que estavam inseridos anteriormente nas referidas filas.
Assim, diante das circunstâncias do caso concreto, é admissível, justo e razoável que a parte requerente tenha seu pedido de tutela de urgência deferido - repito: seria injusto que precisasse esperar pelo trânsito em julgado da sentença para obter o atendimento de que necessita.
Pelo exposto, com fundamento no art. 300 do CPC, defiro o pedido de tutela provisória de urgência formulado na petição inicial, para determinar que o réu forneça a requerente, no prazo máximo de 05 (cinco) dias, o medicamento CALCITRIOL 0,25MCG - 02 COMPRIMIDOS\DIA - POR TEMPO INDETERMINADO.
Outrossim, condiciono a renovação do fornecimento do medicamento referido à apresentação periódica de prescrição médica atualizada ao executor da medida a cada 06 (seis) meses.
Intime-se o Sr.
Secretário de Saúde do Ente Público demandado, por mandado-ofício, para que cumpra a determinação supra, no prazo acima fixado, sob pena de ser determinado o sequestro de verbas públicas para o custeio do procedimento, na forma dos arts. 301 e 536, §1º, do CPC, em harmonia com o Enunciado 74 das Jornadas de Direito da Saúde do CNJ.
Cite-se o réu, para apresentar resposta, no prazo legal.
Na mesma oportunidade, deverá manifestar-se sobre os orçamentos eventualmente já apresentados pela parte demandante e demais documentos.
Dispensável a designação prévia de audiência de conciliação neste caso, ante à indisponibilidade do interesse público envolvido.
Após a contestação, intime-se a parte autora para impugná-la.
Ficam cientes as partes de que, na contestação e na impugnação, deverão especificar as provas que pretendem produzir, sob pena de preclusão, pois não serão novamente intimadas para esse fim.
FICA A PARTE AUTORA OBRIGADA A: 1) Comunicar este juízo eventual mudança de endereço; e 2) Comunicar IMEDIATAMENTE o fornecimento do procedimento objeto desta decisão.
Dê-se vista ao Ministério Público.
Publico.
Intimem-se.
Maceió , 25 de abril de 2025.
Antonio Emanuel Dória Ferreira Juiz de Direito -
25/04/2025 10:07
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
-
25/04/2025 07:59
Decisão Proferida
-
24/04/2025 14:43
Conclusos para decisão
-
24/04/2025 14:42
Juntada de Outros documentos
-
08/04/2025 00:18
Expedição de Certidão.
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28/03/2025 11:00
Publicado ato_publicado em ato_publicado.
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28/03/2025 07:09
Autos entregues em carga ao destinatario.
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28/03/2025 07:09
Expedição de Certidão.
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28/03/2025 07:07
Juntada de Outros documentos
-
28/03/2025 00:00
Intimação
ADV: Defensoria Pública do Estado de Alagoas (OAB D/AL) Processo 0702547-64.2025.8.02.0001 - Procedimento Comum Cível - Autora: Jessimary Souza Diniz - Autos n° 0702547-64.2025.8.02.0001 Ação: Procedimento Comum Cível Autor: Jessimary Souza Diniz Réu: Município de Maceió DESPACHO Oficie-se ao Natjus para que, manifeste-se a cerca da petição e documentos médicos anexados às fls. 67\70 pela parte autora.
Para que em 24 (vinte e quatro) horas emita parecer circunstanciado sobre a situação posta, esclarecendo: a) Se existe urgência ou emergência no fornecimento do medicamento, considerado o quadro clínico geral do(a) paciente - favor especificar o prazo máximo que o paciente poderá ficar sem a medicação. b) se o medicamento é adequado e indispensável para o tratamento da doença; c) se a prescrição (relativamente à dosagem e indicação) está em conformidade com a bibliografia técnica, observando-se a medicina baseada em evidências? d) se o medicamento requerido é registrado na ANVISA ou está em fase experimental, bem como se o seu uso está autorizado pela agência para o tratamento requerido; e) se o medicamento está em lista oficial do Sistema Único de Saúde (RENAME ou REMUME) ou em Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT); f) se há alternativas terapêuticas disponibilizadas pela rede pública e que possuem os mesmos princípios ativos dos fármacos requeridos que possam ser fornecidas ao paciente; g) se o medicamento já pode ser encontrado na versão de "genérico" e, no caso de a resposta ser afirmativa, se a substituição pelo genérico traria prejuízo ao paciente?; h) no caso de a dispensação ser contínua, com que frequência deverá a parte autora apresentar nova prescrição médica ao ente público demandado a fim de dar continuidade à percepção dos fármacos?; e i) conforme a repartição de competências estabelecida pela Lei nº 8.080/1990, a qual ente da federação incumbe o fornecimento da medicação.
Público.
Intime-se.
Cumpra-se.
Maceió(AL), 26 de março de 2025.
Antonio Emanuel Dória Ferreira Juiz de Direito -
26/03/2025 19:18
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
-
26/03/2025 14:01
Despacho de Mero Expediente
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26/03/2025 08:45
Conclusos para decisão
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24/03/2025 11:41
Juntada de Outros documentos
-
04/03/2025 00:29
Expedição de Certidão.
-
24/02/2025 10:24
Publicado ato_publicado em ato_publicado.
-
21/02/2025 10:11
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
-
21/02/2025 08:52
Autos entregues em carga ao destinatario.
-
21/02/2025 08:52
Expedição de Certidão.
-
21/02/2025 08:13
Despacho de Mero Expediente
-
10/02/2025 18:53
Conclusos para decisão
-
10/02/2025 18:50
Juntada de Outros documentos
-
04/02/2025 01:19
Expedição de Certidão.
-
31/01/2025 01:09
Juntada de Outros documentos
-
24/01/2025 07:59
Autos entregues em carga ao destinatario.
-
24/01/2025 07:59
Expedição de Certidão.
-
24/01/2025 07:58
Juntada de Outros documentos
-
23/01/2025 16:20
Decisão Proferida
-
21/01/2025 10:20
Conclusos para despacho
-
21/01/2025 10:20
Distribuído por sorteio
Detalhes
Situação
Ativo
Ajuizamento
21/01/2025
Ultima Atualização
28/04/2025
Valor da Causa
R$ 0,00
Detalhes
Documentos
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