TJCE - 3000007-75.2022.8.06.0179
1ª instância - Vara Unica da Comarca de Uruoca
Polo Ativo
Movimentações
Todas as movimentações dos processos publicadas pelos tribunais
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09/02/2023 12:15
Arquivado Definitivamente
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09/02/2023 12:15
Juntada de Certidão
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09/02/2023 12:15
Transitado em Julgado em 03/02/2023
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03/02/2023 01:06
Decorrido prazo de ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO em 02/02/2023 23:59.
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03/02/2023 01:06
Decorrido prazo de JOSE ADAUTO ARAUJO em 02/02/2023 23:59.
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03/02/2023 01:03
Decorrido prazo de MARIA CLARA FREITAS DE MENDONCA em 02/02/2023 23:59.
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16/12/2022 00:00
Publicado Intimação da Sentença em 16/12/2022.
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15/12/2022 00:00
Intimação
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO CEARÁ Comarca de Uruoca Vara Única da Comarca de Uruoca Rua João Rodrigues, S/N, Centro - CEP 62460-000, Fone: (88) 3648-1153, Uruoca-CE E-mail:[email protected] Processo: 3000007-75.2022.8.06.0179 Promovente: BENEDITO DA COSTA MEDEIROS Promovido: BP PROMOTORA DE VENDAS LTDA.
SENTENÇA Trata-se de AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS E MORAIS COM TUTELA ANTECIPATÓRIA ajuizada por BENEDITO DA COSTA MEDEIROS em face de BP PROMOTORA DE VENDAS LTDA., já qualificados nos presentes autos.
Dispensado o relatório, nos termos do art. 38, da Lei 9.099/95.
FUNDAMENTAÇÃO O presente feito deve ser julgado antecipadamente, na forma da regra contida no art. 355, I, do CPC/2015, que assim estabelece: “Art. 355.
O juiz julgará antecipadamente o pedido, proferindo sentença com resolução de mérito, quando: I - não houver necessidade de produção de outras provas;” In casu, a matéria prescinde de maiores dilação probatórias, especialmente ante a documentação carreada aos autos.
DO MÉRITO Cuida-se de Ação Declaratória de Inexistência de Negócio Jurídico c/c Repetição De Indébito c/c Danos Morais referente ao contrato de empréstimo consignado nº 815353663, com saque no valor de R$ 9.745,79 em que a parte autora afirma não ter celebrado com a parte requerida, sendo as cobranças indevidas.
No presente caso, entendo que as alegações autorais não restaram comprovadas através dos documentos carreados aos autos, pelos motivos a seguir aduzidos.
Com efeito, a parte promovente alega que vem sofrendo mensalmente descontos em seu benefício previdenciário relativos aos mencionados contratos com o banco requerido que jamais foram firmados, pelo menos pela requerente.
O promovido, por sua vez, chamou para si, devidamente, o ônus de provar fato impeditivo, modificativo e/ou extintivo do direito do autor, e trouxe diversas provas de que o requerente, de fato, utilizou o crédito objeto dessa lide, juntando o contrato assinado pela parte autora (ID 33636561), cuja assinatura se mostra idêntica à assinatura tida em documento apresentado em exordial (ID 29926940 - pág. 1).
Além disso, a requerida esclarece que o contrato ora questionado se trata de um contrato de refinanciamento, o qual, a despeito de ter sido realizado no valor de R$ 9.745,79, resultou na liberação efetiva de R$ 2.250,79.
Destaco, ainda, que, em sede de depoimento pessoal, o autor é claro ao afirmar que, de fato, tem empréstimo com o Banco Bradesco (demandado no presente caso), sendo que o extra do INSS de IDs 29926941 e 29926942 demonstra que só há um empréstimo com o Banco Bradesco que é justamente o contrato impugnado na presente ação.
Dessa forma, resta claro que o contrato que o demandante afirma ter realizado junto ao Bradesco é o contrato de empréstimo consignado debatido nos presentes autos.
Observo, por fim, que o extrato do INSS de IDs 29926941 e 29926942 explicita que a parte autora detém outras contratações de empréstimos consignados em períodos semelhantes ao da contratação impugnada no presente feito, dando menos credibilidade à argumentação de fraude.
Ora, somente a autora, ou alguém que esta compartilhou a senha (violando assim o seu dever contratual com o banco), poderia ter sacado os valores comprovadamente recebidos, motivo pelo qual não há qualquer necessidade de protelar o presente feito com a expedição de requisição de envio de imagens em mídia (que, provavelmente sequer existem) de quem sacou os mencionados valores.
Desse modo, entendo que as provas coligidas já são mais que necessárias para o deslinde do feito, no sentido de que a presente demanda deve ser julgada improcedente.
Frise-se que o artigo 6º, inciso VIII, do CDC, impõe ao fornecedor o ônus probandi, tendo em vista a condição de hipossuficiência em que se encontra o consumidor, desde que comprovada a verossimilhança de suas alegações.
Ocorre que no caso em apreço, o fornecedor desincumbiu-se desse ônus, trazendo documentação cabal da existência do contrato ora discutido.
No que concerne ao tema, destaca-se julgados dos tribunais pátrios, in verbis: “DIREITO DO CONSUMIDOR.
APELAÇÃO CÍVEL EM AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO CONTRATUAL C/C REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
CONTRATO DE EMPRÉSTIMO BANCÁRIO CONSIGNADO.
DESCONTO EM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO.
INEXISTÊNCIA DE FRAUDE.
APRESENTAÇÃO DO CONTRATO FIRMADO ENTRE AS PARTES.
RÉ QUE SE DESINCUMBIU DO ÔNUS DA PROVA QUE LHE CABIA (ART. 333, II, DO CPC).
RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 1.
Do cotejo das provas constantes no autos, inexiste dúvida de que o autor celebrou contrato com o banco apelante, vez que este demonstrou a inexistência de fraude na contratação ao colacionar aos autos a cópia do ajuste que teria ensejado os descontos na aposentadoria do requerente, bem como a documentação fornecida por este quando da assinatura de tal instrumento.
Precedentes desta 6ª Câmara Cível. 2.
Portanto, não há que se falar em restituição em dobro ou mesmo simples do que recebeu o consumidor, porquanto o contrato celebrado entre as partes mostra-se escorreito e sem nenhum indício de vício de consentimento ou fraude. 3.
Apelação cível conhecida e provida.(TJCE.
Relator(a): LIRA RAMOS DE OLIVEIRA; Comarca: Santa Quitéria; Órgão julgador: 6ª Câmara Cível; Data do julgamento: 12/08/2015; Data de registro: 12/08/2015)” “APELAÇÃO CÍVEL - CONTRATO DE EMPRÉSTIMO BANCÁRIO - RECONHECIMENTO DA ASSINATURA - FRAUDE CONTRATUAL ALEGADA EM FUNÇÃO DO PRAZO CONTRATADO - ÔNUS DO AUTOR - AUSÊNCIA DE PROVA - IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO RECONHECIDA. - A fraude contratual não se presume, incumbindo o ônus da prova a quem alega, quanto a existência de nulidade, mormente quando reconhecido que o contrato foi entabulado e que o valor tomado emprestado foi depositado.
Eventual divergência quanto ao prazo contratado, leva à prevalência do prazo expresso no contrato, ante a ausência de prova em contrário. (AC *00.***.*65-99 RS; Relator: Bernadete Coutinho Friedrich; TJMG – 17º Câmara Cível; Julgado em 22/05/2014)” Assim, verifico de forma bastante evidente através dos documentos acostados aos autos, que razão assiste ao demandado, sendo lícita a contratação e a cobrança.
Dessa forma, não resta outra alternativa a este Magistrado, senão julgar improcedente o pedido reparação de danos morais e materiais formulados pela parte promovente.
DO DISPOSITIVO Diante do exposto, com fulcro no art. 487, inciso I, do CPC, JULGO IMPROCEDENTE o pedido de indenização em danos morais e materiais, por entender que não houve irregularidade na contratação das partes.
Sem custas ou honorários (art. 55, Lei 9.099/95).
Publique-se, Registre-se.
Intimem-se as partes por seus causídicos.
Transitada em julgado, com as cautelas de estilo, dê-se baixa na distribuição e ARQUIVE-SE, independente de nova conclusão ao Juízo.
Expedientes necessários.
Uruoca/CE, 20 de julho de 2022.
Rodolfo da Rocha Melo Juiz Leigo DESPACHO/DECISÃO
Vistos.
Homologo a minuta de sentença elaborada pelo Juiz Leigo para que produza os seus jurídicos e legais efeitos, nos termos do art. 40 da Lei nº. 9.099/95.
Intimem-se.
Registre-se.
Uruoca/CE, 20 de julho de 2022.
Patrícia Fernanda Toledo Rodrigues Juíza de Direito -
15/12/2022 00:00
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 15/12/2022
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14/12/2022 16:47
Expedida/certificada a comunicação eletrôinica
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21/07/2022 16:14
Julgado improcedente o pedido
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20/07/2022 19:47
Conclusos para julgamento
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20/07/2022 15:22
Audiência Conciliação e Instrução e Julgamento Cível - Una realizada para 20/07/2022 15:30 Vara Única da Comarca de Uruoca.
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20/07/2022 14:53
Juntada de Petição de documento de identificação
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20/07/2022 13:13
Juntada de Petição de documento de identificação
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06/07/2022 13:39
Expedição de Outros documentos.
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06/07/2022 13:39
Expedição de Outros documentos.
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06/07/2022 13:36
Audiência Conciliação e Instrução e Julgamento Cível - Una redesignada para 20/07/2022 15:30 Vara Única da Comarca de Uruoca.
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06/07/2022 13:35
Juntada de Certidão
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06/07/2022 07:45
Juntada de Petição de documento de identificação
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05/07/2022 17:59
Juntada de Petição de réplica
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05/07/2022 10:39
Juntada de Petição de contestação
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16/05/2022 11:55
Expedição de Outros documentos.
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16/05/2022 11:55
Expedição de Outros documentos.
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16/05/2022 10:59
Audiência Conciliação e Instrução e Julgamento Cível - Una redesignada para 06/07/2022 09:05 Vara Única da Comarca de Uruoca.
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25/04/2022 15:18
Audiência Conciliação e Instrução e Julgamento Cível - Una redesignada para 05/07/2022 09:20 Vara Única da Comarca de Uruoca.
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31/01/2022 14:04
Expedição de Outros documentos.
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31/01/2022 14:04
Audiência Conciliação designada para 30/06/2022 08:30 Vara Única da Comarca de Uruoca.
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31/01/2022 14:04
Distribuído por sorteio
Detalhes
Situação
Ativo
Ajuizamento
31/01/2022
Ultima Atualização
09/02/2023
Valor da Causa
R$ 0,00
Detalhes
Documentos
Intimação da Sentença • Arquivo
Sentença • Arquivo
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