TJMA - 0800814-90.2019.8.10.0120
1ª instância - Vara Unica de Sao Bento
Polo Ativo
Polo Passivo
Movimentações
Todas as movimentações dos processos publicadas pelos tribunais
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10/11/2021 15:40
Arquivado Definitivamente
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31/08/2021 10:37
Transitado em Julgado em 13/04/2021
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31/08/2021 10:34
Juntada de Certidão
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11/08/2021 03:53
Decorrido prazo de LIVIA DA CONCEICAO PINHEIRO BARROS em 06/08/2021 23:59.
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11/08/2021 03:53
Decorrido prazo de LIVIA DA CONCEICAO PINHEIRO BARROS em 06/08/2021 23:59.
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24/07/2021 01:47
Publicado Intimação em 15/07/2021.
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24/07/2021 01:47
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 14/07/2021
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13/07/2021 17:39
Enviado ao Diário da Justiça Eletrônico
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19/04/2021 08:53
Decorrido prazo de DIEGO MONTEIRO BAPTISTA em 13/04/2021 23:59:59.
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17/04/2021 04:33
Decorrido prazo de LIVIA DA CONCEICAO PINHEIRO BARROS em 13/04/2021 23:59:59.
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17/04/2021 04:32
Decorrido prazo de LIVIA DA CONCEICAO PINHEIRO BARROS em 13/04/2021 23:59:59.
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18/03/2021 00:32
Publicado Intimação em 18/03/2021.
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17/03/2021 03:11
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 17/03/2021
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17/03/2021 03:11
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 17/03/2021
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17/03/2021 00:00
Intimação
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO MARANHÃO Vara Única da Comarca de São Bento Processo nº 0800814-90.2019.8.10.0120 Ação: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) Requerente: PAULA DOMINGAS RIBEIRO Requerido: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A. Tipo de Matéria: INTIMAÇÃO Dr.(a) Advogado(s) do reclamante: LIVIA DA CONCEICAO PINHEIRO BARROS, inscrito na OAB/MA sob o nº 15.870, advogado(a) da(o) requerente acima mencionado(a). FINALIDADE: Para tomar ciência da decisão/sentença proferida pelo MM. juiz desta comarca, nos autos do processo em epígrafe, conforme se vê adiante: SENTENÇA Trata-se de ação indenizatória e declaratória de inexistência de débito proposta por PAULA DOMINGAS RIBEIRO em face do BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S/A, sob a alegação de que fora realizada uma contratação em seu nome, sem sua autorização.
Alega a parte autora que passou a sofrer descontos no seu benefício previdenciário, decorrentes do contrato de empréstimo consignado nº 811129477, no valor de R$ 8.395,63 (oito mil trezentos e noventa e cinco reais e sessenta e três centavos), a ser pago em 72 (setenta e duas) parcelas de R$ 234,10 (duzentos e trinta e quatro reais e dez centavos), descontados desde janeiro de 2019.
Aduz que a contratação é fraudulenta, posto que realizada sem sua anuência.
O requerido apresentou contestação (id 20623741), defendendo a regularidade do negócio e apresentando, na oportunidade, o contrato com assinatura da requerente, bem como o extrato com a transferência do valor contratado para a conta da autora. Oportunizada a manifestação à autora, esta não impugnou a assinatura bem como nada manifestou acerca das provas trazidas pelo requerido. É o que importava relatar.
FUNDAMENTAÇÃO Procedo ao julgamento antecipado do mérito, na forma do art. 355, I, porque a questão não demanda realização de audiência.
As provas necessárias ao esclarecimento da causa são eminentemente documentais, e as partes já tiveram a oportunidade processual para produzi-las.
Até porque, “incumbe à parte instruir a petição inicial ou a contestação com os documentos destinados a provar suas alegações” (art. 434, CPC), sob pena de preclusão, ressalvado os documentos novos a que alude o art. 435 do CPC.
O ponto controverso do processo limitar-se-ia à existência do contrato. Pois bem.
No campo estritamente jurídico, é cediço que a existência do negócio jurídico pressupõe por natureza a manifestação de vontade e um objeto.
A validade, por sua vez, nos termos do art. 104 do CC, pressupõe que aquela seja manifestada por pessoa capaz e este não seja ilícito, impossível, indeterminável ou indeterminado.
A ausência total de vontade implicaria inexistência de relação jurídica hábil a ensejar direitos e deveres às partes.
A obrigação, como é consabido, somente pode surgir da lei, do contrato ou do ato unilateral (este nas hipóteses previstas no CC).
Fora de tais hipóteses, é incabível a imposição de obrigação civil a quem quer que seja. Sobre esse ponto representaria prolixidade desnecessária, trazer outros fundamentos para demonstrar que quem não fez um negócio jurídico, não pode ser obrigado a pagar.
Esse fato é cristalino até mesmo ao leigo, pois deriva do princípio geral do direito da vedação ao enriquecimento sem causa.
Todavia, no campo fático, ficando demonstrada a existência válida da relação jurídica, a cobrança implicaria mero exercício regular do direito.
Foi o que observei nos presentes autos, pois produzida prova documental concernente em cópia de contrato devidamente assinado.
Analisemos pois a força probante desse documento.
Em primeiro lugar, nos termos do art. 424, “a cópia de documento particular tem o mesmo valor probante que o original”, sendo possível inclusive ao escrivão fazer a conferência se for o caso.
Por outro lado, na forma do art. 411, do CPC “considera-se autêntico o documento quando: III - não houver impugnação da parte contra quem foi produzido o documento”.
In casu, embora a parte autora tenha tido oportunidade de se manifestar sobre o contrato assinado não impugnou especificamente a sua autenticidade na forma do art. 436, II e parágrafo único do CPC. Portanto, nos termos do art. 412, do CPC, “o documento particular de cuja autenticidade não se duvida prova que o seu autor fez a declaração que lhe é atribuída”.
Assim, nos termos da lei, o contrato juntado pelo requerido é suficiente a provar a relação jurídica existente entre as partes. Da litigância de má-fé.
Nos termos do art. 80 do CPC, considera-se litigante de má-fé dentre outros casos, aquele que I - deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso; II - alterar a verdade dos fatos; III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal; V - proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo.
In casu, a autora, mesmo ciente do empréstimo com a instituição financeira, buscou a justiça de forma temerária para atingir objetivo ilegal, alterando completamente a verdade dos fatos, a fim de eximir-se de obrigações contratuais.
Observo também que não é possível falar-se em ausência de dolo ou mesmo de conhecimento, pois se tratam de descontos que vinham se realizando a vários meses.
Como bem destaca o STJ "A concessão do benefício da assistência judiciária não tem o condão de tornar o assistido infenso às penalidades processuais legais por atos de procrastinação ou litigância de má-fé por ele praticados no curso da lide" (STJ, EDcl no AgRg no REsp 1.113.799/RS, Rel.
Ministro Aldir Passarinho Junior, Quarta Turma, julgado em 6/10/2009, DJe 16/11/2009).
O próprio CPC também foi cristalino ao estabelecer que “a concessão de gratuidade não afasta o dever de o beneficiário pagar, ao final, as multas processuais que lhe sejam impostas” (art. 98, § 4º).
Nos termos do art. 96, do CPC “o valor das sanções impostas ao litigante de má-fé reverterá em benefício da parte contrária”.
Isso posto, fixo a multa de 1,5% sobre o valor atualizado da causa a ser paga pela parte autora, nos termos do art. 81, do CPC, não ficando suspensa a sua exequibilidade, pela assistência judiciária, e estando passível de execução nos próprios autos, nos termos do art. 777, do CPC. DISPOSITIVO Ante o exposto, JULGO IMPROCEDENTE o pedido da inicial, e condeno a parte autora ao pagamento de 1,5% sobre o valor atualizado da causa a título de litigância de má-fé.
Desta feita, EXTINGO O PROCESSO COM RESOLUÇÃO DE MÉRITO, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil.
Condeno ainda parte autora ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que fixo em 10% sobre o valor total da condenação, na forma do art. 85, § 2º, do CPC.
Estas, contudo, ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos 5 (cinco) anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário (art. 98, § 3º, CPC).
Transcorrido os prazos recursais, certifique-se o trânsito em julgado e arquivem-se os autos com baixa no sistema.
Caso interposta apelação, intime-se a parte contrária para apresentação de contrarrazões no prazo legal.
Havendo recurso adesivo, intime-se a primeira recorrente para, querendo, também apresentar contrarrazões.
Após tais providências, remetam-se imediatamente os autos ao Tribunal de Justiça, independentemente de juízo de admissibilidade, nos termos do art. 1.010, § 3º, do CPC.
Publique-se.
Intimem-se. São Bento (MA), Terça-feira, 16 de Março de 2021.
Eu, Edilene Pavão Gomes, Secretária Judicial, conferi. Juiz JOSÉ RIBAMAR DIAS JÚNIOR Titular da Comarca de São Bento -
16/03/2021 09:53
Enviado ao Diário da Justiça Eletrônico
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16/03/2021 09:53
Enviado ao Diário da Justiça Eletrônico
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04/03/2021 09:30
Julgado improcedente o pedido
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04/03/2021 09:28
Classe Processual alterada de PETIÇÃO CÍVEL (241) para PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7)
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04/02/2021 13:14
Conclusos para julgamento
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11/06/2020 16:52
Decorrido prazo de PAULA DOMINGAS RIBEIRO em 29/05/2020 23:59:59.
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27/04/2020 16:20
Expedição de Comunicação eletrônica.
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27/04/2020 16:17
Juntada de ato ordinatório
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27/04/2020 16:16
Juntada de Certidão
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08/01/2020 13:36
Proferido despacho de mero expediente
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21/11/2019 16:23
Conclusos para despacho
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08/07/2019 17:14
Concedida a Assistência Judiciária Gratuita a parte
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08/07/2019 17:14
Não Concedida a Antecipação de tutela
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13/06/2019 18:04
Conclusos para decisão
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13/06/2019 18:04
Distribuído por sorteio
Detalhes
Situação
Ativo
Ajuizamento
13/06/2019
Ultima Atualização
04/03/2021
Valor da Causa
R$ 0,00
Detalhes
Documentos
Sentença • Arquivo
Ato Ordinatório • Arquivo
Despacho • Arquivo
Decisão • Arquivo
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