TJCE - 3004172-20.2022.8.06.0001
1ª instância - 11ª Vara da Fazenda Publica da Comarca de Fortaleza
Polo Ativo
Advogados
Polo Passivo
Partes
Advogados
Nenhum advogado registrado.
Movimentações
Todas as movimentações dos processos publicadas pelos tribunais
-
12/06/2024 10:20
Arquivado Definitivamente
-
28/05/2024 00:35
Decorrido prazo de ESTADO DO CEARA em 27/05/2024 23:59.
-
22/05/2024 01:34
Decorrido prazo de DECIO FLAVIO GONCALVES TORRES FREIRE em 21/05/2024 23:59.
-
22/05/2024 01:34
Decorrido prazo de BRUNO FERREIRA NUNES DE BARROS em 21/05/2024 23:59.
-
22/05/2024 01:33
Decorrido prazo de DECIO FLAVIO GONCALVES TORRES FREIRE em 21/05/2024 23:59.
-
22/05/2024 01:33
Decorrido prazo de BRUNO FERREIRA NUNES DE BARROS em 21/05/2024 23:59.
-
07/05/2024 00:00
Publicado Intimação da Sentença em 07/05/2024. Documento: 85254963
-
07/05/2024 00:00
Publicado Intimação da Sentença em 07/05/2024. Documento: 85254963
-
06/05/2024 14:09
Juntada de Petição de petição
-
06/05/2024 14:07
Juntada de Petição de petição
-
06/05/2024 00:00
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 06/05/2024 Documento: 85254963
-
06/05/2024 00:00
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 06/05/2024 Documento: 85254963
-
06/05/2024 00:00
Intimação
PROJETO DE SENTENÇA R.H.
Vistos, etc.
Dispensado o relatório formal, nos termos do art. 38 da Lei 9.099/1995, aplicada subsidiariamente, inteligência do art. 27 da Lei 12.153/2009.
Impende registrar, no entanto, que se trata de Ação Ordinária c/c Tutela Provisória de Urgência aforada por RAILSON ALVES GOMES em face do ESTADO DO CEARÁ e FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS - FGV, nominados em epígrafe, onde deduziu pretensão no sentido de que reconhecido o direito subjetivo, que se inscreveu para o cargo de Soldado Polícia Militar Ceará, ficando na posição 5156º da classificação geral masculina, que corresponde 4.253º colocação da ampla concorrência masculina, Edital nº 001 - soldado PMCE, de 27 de julho de 2021.
Afirma que o requerido de forma totalmente arbitrária e sem observância ao critério necessidade e urgência em que está o país, no dia 10 de outubro de 2022, o Estado do Ceará, lança nova banca (IDECAN), com novas vagas, mesmo com o concurso de 2021em andamento e no curso da validade bienal, isto é, novo concurso tem como caráter preterir o autor da ação com o novo edital.
Operou-se o regular processamento do feito, sendo importante mencionar: decisão no ID: 56167789, que indeferiu a concessão de antecipação de tutela; devidamente citada a FGV apresentou contestação no ID: 54619271; o promovido Estado do Ceará apresentou contestação no ID: 40344854; o promovente apresentou réplicas nos IDs: 45434746 e 57340165; intimado para se manifestar o Ministério Público apresentou parecer meritório no ID: 79085427 pelo indeferimento do pedido autoral, com o seguinte entendimento: "É evidente que o último convocado para provimento das vagas é o candidato de posição n° 2.480 na ampla concorrência masculina, posição esta bem acima da ocupada pela parte requerente que configura-se como n°4253.
Neste liame, o edital n° 01 de 2021 expôs expressamente que seriam convocados os candidatos até o número 2.480 e que os demais seriam eliminados do concurso público, conforme demonstrado no item 9.1 o qual exponho abaixo: "9.11 Serão convocados para a realização da Investigação Social, até a classificação de ampla concorrência de número 2480 para os candidatos do sexo masculino e 620 para as candidatas do sexo feminino, acrescido dos candidatos confirmados no procedimento de Heteroidentificação na forma do subitem 9.7 9.12 Os demais candidatos serão eliminados do concurso público "(grifamos) Nesta esteira lógica, verifica-se uma situação de cláusula de barreira, ou seja, um critério definido pela administração pública para exclusão de candidatos por nota ou classificação mínimas. (...) Pelo exposto, o Ministério Público opina pelo INDEFERIMENTO do pedido, visto que no caso em tela a cláusula de barreira encontra-se plenamente adequada, conforme entendimento exarado pela nossa suprema corte, bem como encontra-se cabível a realização de novo concurso público, mediante a convocação de todos os aprovados no prazo cabível." Passo a análise das preliminares.
Em relação a preliminar arguida de ilegitimidade passiva, levantada pela FGV, o que entendo não merecer prosperar. Observo, de acordo com os fatos narrados e documentos acostados à exordial, que a promovida foi responsável por todos os atos do referido certame público, com isso não podendo se desvencilhar de suas obrigações.
Sendo assim, rechaço a preliminar arguida.
Não havendo nada que sanear nos autos, passo ao julgamento da causa com base no artigo 355, inciso I, do CPC.
Inicialmente, entendo que a matéria deduzida no caderno processual não evidencia questão de maior complexidade, sendo certo que inúmeras são as decisões oriundas do egrégio Tribunal de Justiça do Ceará e da douta Turma Recursal afirmando a competência dos Juizados Especiais Fazendários para o trato de ações que veiculam demandas atinentes ao tema concurso público, inclusive em sede de conflito de competência.
No que respeita ao mérito, é assente a lição que estabelece que toda e qualquer exigência como requisito ou condição necessária para o acesso a determinado cargo público de carreira somente é possível desde que atenda aos ditames gerais previstos na Constituição Federal, qual exige expresso regramento na normatividade infraconstitucional.
Afirma-se, então, que a atividade administrativa deve vir veiculada através de lei, constituindo está o parâmetro de atuação do administrador e de garantia dos direitos dos administrados.
Noutra senda, o princípio da impessoalidade impende o Poder Público à observância de tratamento isonômico àqueles que se encontram em idêntica situação jurídica.
Não é demais frisar o fato de que a investidura em cargo ou emprego público, segundo preconiza o ditame do art. 37, inciso II, da CRFB/1988, depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, constituindo o edital a norma regente do concurso.
A meu viso, não há como sustentar a tese de ilegalidade ou de inconstitucionalidade de norma editalícia que estabelece nota de corte para habilitação às fases subsequentes do concurso, sendo certo que as normas e condições fixadas no edital do certame são conhecidas e tacitamente aceitas pelos candidatos quando de sua inscrição, dispondo eles dos meios judiciais cabíveis, especialmente, da ação de mandado de segurança, cujo rito possui prazo preclusivo de 120 (cento e vinte) dias para sua interposição, a contar, no caso em apreço, a partir de sua publicação, ex vi do art. 23 da Lei 12.016/2009.
Destarte, entendo razoável a fixação de parâmetro objetivo à convocação dos candidatos às fases ulteriores do certame, como é exemplo a nota de corte (cláusula de barreira), eis que tal regra evidencia não apenas a limitação material dos recursos administrativos, os quais devem ser sopesados pelo gestor público quando da tomada de decisão, mas, igualmente, estão inseridos na seara da discricionariedade administrativa, corolário do princípio da separação dos poderes.
No julgamento do RE 598.099/MS, assentou o Supremo Tribunal Federal o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado no certame, cujas regras dispostas no edital constituem, de um lado, um direito do concursando aprovado, e, de outro, um dever imposto ao poder público, configurando, portanto, norma de caráter vinculado, mas sua aplicação se dirige somente aos candidatos aprovados dentro do número de vagas estabelecidos no edital, donde concluir que a figura do cadastro de reserva, expressamente prevista em cláusula editalícia, designaria juízo administrativo discricionário da Administração, avaliado conforme a conveniência e a oportunidade para o interesse público.
Confira-se, a propósito, o referenciado aresto da Corte Constitucional: RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
REPERCUSSÃO GERAL.
CONCURSO PÚBLICO.
PREVISÃO DE VAGAS EM EDITAL.
DIREITO À NOMEAÇÃO DOS CANDIDATOS APROVADOS.
I.
DIREITO À NOMEAÇÃO.
CANDIDATO APROVADO DENTRO DO NÚMERODE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL.
Dentro do prazo de validade do concurso, a Administração poderá escolher o momento no qual se realizará a nomeação, mas não poderá dispor sobre a própria nomeação, a qual, de acordo com o edital, passa a constituir um direito do concursando aprovado e, dessa forma, um dever imposto ao poder público.
Uma vez publicado o edital do concurso com número específico de vagas, o ato da Administração que declara os candidatos aprovados no certame cria um dever de nomeação para a própria Administração e, portanto, um direito à nomeação titularizado pelo candidato aprovado dentro desse número de vagas.
II.
ADMINISTRAÇÃOPÚBLICA.
PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA.
BOA-FÉ.
PROTEÇÃO À CONFIANÇA.
O dever de boa-fé da Administração Pública exige o respeito incondicional às regras do edital, inclusive quanto à previsão das vagas do concurso público.
Isso igualmente decorre de um necessário e incondicional respeito à segurança jurídica como princípio do Estado de Direito.
Tem-se, aqui, o princípio da segurança jurídica como princípio de proteção à confiança.
Quando a Administração torna público um edital de concurso, convocando todos os cidadãos a participarem de seleção para o preenchimento de determinadas vagas no serviço público, ela impreterivelmente gera uma expectativa quanto ao seu comportamento segundo as regras previstas nesse edital.
Aqueles cidadãos que decidem se inscrever e participar do certame público depositam sua confiança no Estado administrador, que deve atuar de forma responsável quanto às normas do edital e observar o princípio da segurança jurídica como guia de comportamento.
Isso quer dizer, em outros termos, que o comportamento da Administração Pública no decorrer do concurso público deve se pautar pela boa-fé, tanto no sentido objetivo quanto no aspecto subjetivo de respeito à confiança nela depositada por todos os cidadãos.
III.
SITUAÇÕESEXCEPCIONAIS.
NECESSIDADE DE MOTIVAÇÃO.
CONTROLEPELO PODER JUDICIÁRIO.
Quando se afirma que a Administração Pública tem a obrigação de nomear os aprovados dentro do número de vagas previsto no edital, deve-se levar em consideração a possibilidade de situações excepcionalíssimas que justifiquem soluções diferenciadas, devidamente motivadas de acordo com o interesse público.
Não se pode ignorar que determinadas situações excepcionais podem exigir a recusa da Administração Pública de nomear novos servidores.
Para justificar o excepcionalíssimo não cumprimento do dever de nomeação por parte da Administração Pública, é necessário que a situação justificadora seja dotada das seguintes características: a) Superveniência: os eventuais fatos ensejadores de uma situação excepcional devem ser necessariamente posteriores à publicação do edital do certame público; b) Imprevisibilidade: a situação deve ser determinada por circunstâncias extraordinárias, imprevisíveis à época da publicação do edital; c) Gravidade: os acontecimentos extraordinários e imprevisíveis devem ser extremamente graves, implicando onerosidade excessiva, dificuldade ou mesmo impossibilidade de cumprimento efetivo das regras do edital; d)Necessidade: a solução drástica e excepcional de não cumprimento do dever de nomeação deve ser extremamente necessária, de forma que a Administração somente pode adotar tal medida quando absolutamente não existirem outros meios menos gravosos para lidar com a situação excepcional e imprevisível.
De toda forma, a recusa de nomear candidato aprovado dentro do número de vagas deve ser devidamente motivada e, dessa forma, passível de controle pelo Poder Judiciário.
IV.
FORÇANORMATIVA DO PRINCÍPIO DO CONCURSO PÚBLICO.
Esse entendimento, na medida em que atesta a existência de um direito subjetivo à nomeação, reconhece e preserva da melhor forma a força normativa do princípio do concurso público, que vincula diretamente a Administração. É preciso reconhecer que a efetividade da exigência constitucional do concurso público, como uma incomensurável conquista da cidadania no Brasil, permanece condicionada à observância, pelo Poder Público, de normas de organização e procedimento e, principalmente, de garantias fundamentais que possibilitem o seu pleno exercício pelos cidadãos.
O reconhecimento de um direito subjetivo à nomeação deve passar a impor limites à atuação da Administração Pública e dela exigir o estrito cumprimento das normas que regem os certames, com especial observância dos deveres de boa-fé e incondicional respeito à confiança dos cidadãos.
O princípio constitucional do concurso público é fortalecido quando o Poder Público assegura e observa as garantias fundamentais que viabilizam a efetividade desse princípio.
Ao lado das garantias de publicidade, isonomia, transparência, impessoalidade, entre outras, o direito à nomeação representa também uma garantia fundamental da plena efetividade do princípio do concurso público.
V.
NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. (RE 598099, Relator(a): Min.
GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 10/08/2011, REPERCUSSÃO GERAL -MÉRITO DJe-189 DIVULG 30-09-2011 PUBLIC 03-10-2011 EMENTVOL-02599-03 PP-00314 RTJ VOL-00222-01 PP-00521) Resulta disso que a atividade administrativa é regida sob a égide do princípio da legalidade estrita, constituindo a lei o parâmetro de atuação do administrador e de meio garantidor dos direitos dos administrados, sendo imperioso que a Administração Pública observe, em sua atuação, a impessoalidade no trato da coisa pública, de modo a dispensar tratamento isonômico aos que se encontram em idêntica situação jurídica.
Tem-se como legítima a cláusula editalícia que estabelece um número de vagas determinado para o preenchimento dos cargos, e idônea, igualmente, é a cláusula que estatui que serão convocados à matrícula para o Curso de Formação Profissional somente os candidatos classificados dentro do número de vagas para cada sexo, com observância rigorosa à ordem de classificação.
Aquele candidato que restou aprovado fora do número de vagas previstas no instrumento editalício possui mera expectativa de direito à nomeação, visto que cabe ao administrador público o juízo discricionário acerca da conveniência e da oportunidade em proceder à ampliação do número de vagas/cargos durante o prazo de certame.
Também não há escora para o argumento de que há violação ao Tema 784 do STF, visto que a mera abertura de novo certame para o mesmo cargo não importa na ocorrência de preterição, pois o direito subjetivo à nomeação só se justifica quando o candidato se encontrar classificado dentro do número de vagas previsto no edital do torneio, situação que não se evidencia no caso cogitando.
Confira-se o julgado paradigma orientador da exegese suso mencionada oriundo do Supremo Tribunal Federal: EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL EADMINISTRATIVO.
REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA.
TEMA 784 DO PLENÁRIO VIRTUAL.
CONTROVÉRSIA SOBRE O DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO DE CANDIDATOS APROVADOS ALÉM DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO NO CASO DE SURGIMENTO DE NOVAS VAGAS DURANTE O PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME.
MERA EXPECTATIVA DE DIREITO À NOMEAÇÃO.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
SITUAÇÕES EXCEPCIONAIS.
IN CASU, A ABERTURA DENOVO CONCURSO PÚBLICO FOI ACOMPANHADA DA DEMONSTRAÇÃO INEQUÍVOCA DA NECESSIDADE PREMENTE E INADIÁVEL DE PROVIMENTO DOS CARGOS.
INTERPRETAÇÃO DOART. 37, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988.
ARBÍTRIO.
PRETERIÇÃO.
CONVOLAÇÃO EXCEPCIONAL DA MERA EXPECTATIVA EM DIREITO SUBJETIVO À NOMEAÇÃO.
PRINCÍPIOS DA EFICIÊNCIA, BOA-FÉ, MORALIDADE, IMPESSOALIDADE E DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA.
FORÇA NORMATIVA DO CONCURSO PÚBLICO.
INTERESSE DA SOCIEDADE.
RESPEITO À ORDEM DE APROVAÇÃO.
ACÓRDÃO RECORRIDO EM SINTONIA COM A TESE ORA DE LIMITADA.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1.
O postulado do concurso público traduz-se na necessidade essencial de o Estado conferir efetividade a diversos princípios constitucionais, corolários do merit system, dentre eles o de que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (CRFB/88, art. 5º, caput). 2.
O edital do concurso com número específico de vagas, uma vez publicado, faz exsurgir um dever de nomeação para a própria Administração e um direito à nomeação titularizado pelo candidato aprovado dentro desse número de vagas.
Precedente do Plenário: RE 598.099 - RG, Relator Min.
Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 03-10-2011. 3.
O Estado Democrático de Direito republicano impõe à Administração Pública que exerça sua discricionariedade entrincheirada não, apenas, pela sua avaliação unilateral a respeito da conveniência e oportunidade de um ato, mas, sobretudo, pelos direitos fundamentais e demais normas constitucionais em um ambiente de perene diálogo com a sociedade. 4.
O Poder Judiciário não deve atuar como "Administrador Positivo", de modo a aniquilar o espaço decisório de titularidade do administrador para decidir sobre o que é melhor para a Administração: se a convocação dos últimos colocados de concurso público na validade ou a dos primeiros aprovados em um novo concurso.
Essa escolha é legítima e, ressalvadas as hipóteses de abuso, não encontra obstáculo em qualquer preceito constitucional. 5.Consectariamente, é cediço que a Administração Pública possui discricionariedade para, observadas as normas constitucionais, prover as vagas da maneira que melhor convier para o interesse da coletividade, como verbi gratia, ocorre quando, em função de razões orçamentárias, os cargos vagos só possam ser providos em um futuro distante, ou, até mesmo, que sejam extintos, na hipótese de restar caracterizado que não mais serão necessários. 6.
A publicação de novo edital de concurso público ou o surgimento de novas vagas durante a validade de outro anteriormente realizado não caracteriza, por si só, a necessidade de provimento imediato dos cargos. É que, a despeito da vacância dos cargos e da publicação do novo edital durante a validade do concurso, podem surgir circunstâncias e legítimas razões de interesse público que justifiquem a inocorrência da nomeação no curto prazo, de modo a obstaculizar eventual pretensão de reconhecimento do direito subjetivo à nomeação dos aprovados em colocação além do número de vagas.
Nesse contexto, a Administração Pública detém a prerrogativa de realizar a escolha entre a prorrogação de um concurso público que esteja na validade ou a realização de novo certame. 7.
A tese objetiva assentada em sede desta repercussão geral é a de que o surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizadas por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato.
Assim, a discricionariedade da Administração quanto à convocação de aprovados em concurso público fica reduzida ao patamar zero(Ermessens reduzierung auf Null), fazendo exsurgir o direito subjetivo à nomeação, verbi gratia, nas seguintes hipóteses excepcionais: i) Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital (RE598.099); ii) Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação (Súmula 15 do STF); iii) Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos aprovados fora das vagas de forma arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima. 8.
In casu, reconhece-se, excepcionalmente, o direito subjetivo à nomeação aos candidatos devidamente aprovados no concurso público, pois houve, dentro da validade do processo seletivo e, também, logo após expirado o referido prazo, manifestações inequívocas da Administração piauiense acerca da existência de vagas e, sobretudo, da necessidade de chamamento de novos Defensores Públicos para o Estado. 9.
Recurso Extraordinário a que se nega provimento. (RE 837311, Relator(a): LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 09/12/2015, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-072 DIVULG 15-04-2016 PUBLIC 18-04-2016 Tendo em realce os postulados da igualdade, da moralidade e da competição justa, não se reveste razoável excepcionar o caso sub judice, mormente quando não subsiste qualquer atuação ilegal por parte da Administração Pública, que se restringiu a dar cumprimento ao quanto exposto nas regras vinculantes constantes do edital do torneio.
Em vista do arcabouço probatório dos autos, entendo que a parte requerente não se desincumbiu de demonstrar o fato constitutivo de seu direito, encargo que lhe compete em virtude de expressa disposição legal, a teor da regra inscrita no art. 373, inciso I, do CPC, valendo assinalar que os atos administrativos trazem em si a presunção de legitimidade e veracidade, é dizer, sua conformação com o ordenamento jurídico.
Diante do exposto, hei por bem OPINO POR JULGAR IMPROCEDENTE o pleito requestado na exordial, com resolução do mérito, o que faço com supedâneo no art. 487, inciso I, do CPC Faço os autos conclusos a MM.
Juiz de Direito, Presidente deste Juizado Especial da Fazenda Pública. À Secretaria Judiciária.
Fortaleza-CE, 02 de maio de 2024. Felipe Chrystian Paiva Ferreira Juiz Leigo SENTENÇA Vistos etc.
Nos termos do art. 40 da Lei 9.099/95, homologo o projeto de sentença para que produza os seus jurídicos e legais efeitos como sentença.
Sem custas e sem honorários, a teor dos arts. 54 e 55 da Lei 9.099/1995.
Publique-se.
Registre-se.
Intimem-se.
Ciência ao Ministério Público.
Decorridos os 10 (dez) dias úteis do prazo recursal, sem inconformismo, certificar o trânsito em julgado, arquivar o feito sem prejuízo do desarquivamento dentro do lapso temporal para execução do julgado, se for o caso.
Fortaleza, 2 de maio de 2024. Carlos Rogério Facundo Juiz de direito -
03/05/2024 19:01
Expedida/certificada a comunicação eletrônica Documento: 85254963
-
03/05/2024 19:01
Expedida/certificada a comunicação eletrônica Documento: 85254963
-
03/05/2024 19:01
Expedição de Outros documentos.
-
03/05/2024 19:01
Expedição de Outros documentos.
-
02/05/2024 14:23
Julgado improcedente o pedido
-
03/02/2024 00:17
Juntada de Petição de petição
-
29/01/2024 15:22
Conclusos para julgamento
-
26/10/2023 02:59
Decorrido prazo de PROCURADORIA GERAL DE JUSTICA em 25/10/2023 23:59.
-
22/10/2023 00:55
Decorrido prazo de ESTADO DO CEARA em 20/10/2023 23:59.
-
22/10/2023 00:53
Decorrido prazo de DECIO FLAVIO GONCALVES TORRES FREIRE em 20/10/2023 23:59.
-
22/10/2023 00:53
Decorrido prazo de BRUNO FERREIRA NUNES DE BARROS em 20/10/2023 23:59.
-
11/10/2023 00:00
Publicado Intimação em 11/10/2023. Documento: 69195050
-
11/10/2023 00:00
Publicado Intimação em 11/10/2023. Documento: 69195050
-
10/10/2023 00:00
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 10/10/2023 Documento: 69195050
-
10/10/2023 00:00
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 10/10/2023 Documento: 69195050
-
10/10/2023 00:00
Intimação
R.H.
Trata-se de uma Ação Ordinária c/c Pedido de Tutela Antecipada ajuizado por Railson Alves Gomes em face da Fundação Getúlio Vargas - FGV e Estado do Ceará, partes anteriormente qualificadas, requerendo em síntese, continuar no certame da Polícia Militar do Estado do Ceará. Inicialmente a demanda foi distribuída para a 12ª Vara da Fazenda Pública, porém, houve o declínio de competência em razão do valor da causa.
Acato a competência. Intimem-se as partes para que tomem ciência da redistribuição do feito.
Intime-se ainda o Ministério Público para que apresente parecer meritório. À Sejud.
Fortaleza, data e hora da assinatura digital. -
09/10/2023 14:23
Expedida/certificada a comunicação eletrônica Documento: 69195050
-
09/10/2023 14:23
Expedida/certificada a comunicação eletrônica Documento: 69195050
-
09/10/2023 14:22
Expedição de Outros documentos.
-
09/10/2023 14:22
Expedição de Outros documentos.
-
15/09/2023 17:35
Proferido despacho de mero expediente
-
14/09/2023 07:23
Decorrido prazo de BRUNO FERREIRA NUNES DE BARROS em 13/09/2023 23:59.
-
13/09/2023 09:16
Conclusos para decisão
-
13/09/2023 09:15
Redistribuído por sorteio em razão de incompetência
-
13/09/2023 09:14
Classe Processual alterada de PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) para PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA (14695)
-
12/09/2023 00:00
Publicado Intimação em 12/09/2023. Documento: 67786254
-
11/09/2023 00:00
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 11/09/2023 Documento: 67786254
-
11/09/2023 00:00
Intimação
Comarca de Fortaleza12ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza PROCESSO: 3004172-20.2022.8.06.0001 CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO: [Classificação e/ou Preterição] AUTOR: RAILSON ALVES GOMESREU: FUNDACAO GETULIO VARGAS e outros DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de Ação Ordinária c/c Pedido de Tutela Antecipada ajuizado por Railson Alves Gomes em face da Fundação Getúlio Vargas - FGV e Estado Do Ceará, partes anteriormente qualificadas, requerendo em síntese, que a cláusula 1.1 da 3ª Retificação do Edital, seja reconhecida por esse juízo sendo o cadastro de reserva como candidatos aprovados na prova objetiva na forma da cláusula 9.1 do edital e que permaneçam habilitados dentro da validade de 2 (dois) anos do certame. É o relatório.
Decido. Antes mesmo de adentrar no mérito da presente demanda, torna-se imperiosa a análise da competência deste juízo para conhecer do feito em tela, haja vista, conforme determina o §4º, do art. 2º da Lei n.º12.153/09, "no foro onde estiver instalado Juizado Especial da Fazenda Pública, a sua competência é absoluta". Em consonância com a Constituição Federal (art. 98, I), a Lei 12.153/2009, ao instituir os Juizados Especiais da Fazenda Pública, estabeleceu como absoluta a competência dos Juizados fazendários estaduais, nos foros em que instalados (art. 2º, § 4º). O critério definidor da competência, como regra geral (art. 2º, caput), é o do valor da causa (sessenta salários-mínimos), observadas as exceções nela enunciadas, marcadamente pautadas pela natureza da demanda ou pedido, pelo tipo do procedimento (art. 2º, § 1º) e pelos figurantes da relação processual (art. 5º), bem como pela necessidade dos Tribunais de Justiça organizarem seus serviços judiciários e administrativos para a instalação das competentes unidades jurisdicionais (art. 23). Tais exceções legais, anoto, estão ausentes na demanda sub judice, portanto, aplica-se ao caso, a regra geral: o valor da causa atribuído pelo autor, para definição da competência do juízo, se especial fazendário ou o comum. Assim, sabendo que a parte autora arbitrou como valor da causa a quantia de R$ 50.312,64 (cinquenta mil, trezentos e doze reais, e sessenta e quatro centavos), resta preenchido o limite de até 60 (sessenta) salários mínimos para a competência do Juizado Especial da Fazenda Pública. A respeito da matéria de concurso público, o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará possui entendimento sumular no sentido da competência dos juizados especiais fazendários para processarem e julgarem as causas que versem sobre a matéria. Súmula 68: Os Juizados Especiais da Fazenda Pública possuem competência para processar e julgar causas que versem sobre concurso público, observados os parâmetros estabelecidos pelo artigo 2º da Lei n. 12.153/2009.(Resolução do Órgão Especial nº 03/2020; DJe 30/01/2020). Diante disso, com fulcro no art. 64, §1° do CPC, declaro a incompetência absoluta deste juízo comum fazendário para processar e julgar a presente ação e determino a remessa dos autos para que sejam redistribuídos a uma das varas dos juizados fazendários desta Comarca de Fortaleza, na forma do art. 64, §3°, do CPC. Intime-se (advogado do autor, por DJe), e, independentemente da decorrência do prazo recursal, remeta-se na forma ora determinada. Fortaleza/CE, data da assinatura digital. DEMETRIO SAKER NETO Juiz de Direito -
10/09/2023 14:01
Expedida/certificada a comunicação eletrônica
-
04/09/2023 12:06
Declarada incompetência
-
01/09/2023 15:22
Conclusos para despacho
-
31/03/2023 02:24
Decorrido prazo de DECIO FLAVIO GONCALVES TORRES FREIRE em 30/03/2023 23:59.
-
30/03/2023 15:48
Juntada de Petição de réplica
-
09/03/2023 00:00
Publicado Intimação em 09/03/2023.
-
09/03/2023 00:00
Publicado Intimação em 09/03/2023.
-
09/03/2023 00:00
Publicado Intimação em 09/03/2023.
-
08/03/2023 00:00
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 08/03/2023
-
08/03/2023 00:00
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 08/03/2023
-
08/03/2023 00:00
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 08/03/2023
-
08/03/2023 00:00
Intimação
Comarca de Fortaleza 12ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza PROCESSO: 3004172-20.2022.8.06.0001 CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) ASSUNTO: [Classificação e/ou Preterição] POLO ATIVO: AUTOR: RAILSON ALVES GOMES POLO PASSIVO: REU: FUNDACAO GETULIO VARGAS e outros Railson Alves Gomes almeja a antecipação liminar da eficácia da tutela jurisdicional requerida em ação ordinária contra o Estado do Ceará e a Fundação Getúlio Vargas–FGV, “para determinar aos requeridos, que o demandante prossiga nas demais fases do certame - Avaliação Psicológica, Exame de Capacidade Física e Investigação Social - do “Edital nº 1 de 27 de julho de 2021” e, acaso seja aprovado naquelas fases, automaticamente o autor ingresse no Curso de Formação de Soldado e, consequentemente, com nomeação e posse, dado a vacância comprovada no Diário Oficial do Ceará, de 27 de maio de 2022, bem como, declarar o andamento do concurso atualmente, e sua validade dar-se-á por 2 (dois) anos quando da homologação do certame” (Id. 38705885).
O autor argumenta que, foi aprovado na prova escrita (1ª fase) do certame público edital nº01 de 2021, no cargo de Soldado Polícia Militar Ceará, ficando na posição 5156º da classificação geral masculina, que corresponde a 4.253º colocação da ampla concorrência masculina (quando excetua-se os cotistas).
Ressalta, que o último candidato convocado para as demais fases, na classificação geral masculina é o de nº 2.961 e, que na ampla concorrência masculina corresponde a 2.480 (cláusula 9.8 a 9.11); portanto, considerando a ampla concorrência masculina, o autor ficou por 1.853 colocações acima do último convocado para prosseguir nas etapas seguintes .
Acostou à prefacial de Id. 38705884 a documentação anexa de fls. 38705886 a 38705886.
Em despacho de ID. 38724461, a Juíza que estava respondendo por esta Vara, reservou-se em apreciar o pedido de tutela de urgência após a manifestação dos requeridos.
Devidamente, intimado, o Estado do Ceará apresentou contestação de Id. 40344854.
Réplica de Id. 45434746.
Contestação da Fundação Getúlio Vargas–FGV no Id. 54619271.
Vieram-me os autos conclusos.
Passo a análise tutela de urgência.
A antecipação da eficácia da sentença futura e provável – naquilo que se costuma chamar de antecipação da tutela – é admitida em sede jurisprudencial e doutrinária, em se cuidando de litígios envolvendo a Fazenda Pública, desde que preenchidos os requisitos gerais previstos no art. 300 do Código de Processo Civil, bem como o não enquadramento nas situações especiais delineadas pela Lei 9.494/97, e também inexistindo confronto com o sistema de pagamento por via de precatório (art. 100 da Constituição Federal).
Nunca é demais lembrar, todavia, que tal medida é revestida de excepcionalidade, em se cuidando de ações envolvendo o Poder Público, pois como alerta o Superior Tribunal de Justiça “A ratio da proibição da concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública consiste em privilegiá-la, posto administradora dos interesses públicos, mercê de a providência irreversível surpreender o planejamento econômico-financeiro do Administrador.
Por esse motivo a regra é a aplicação da Lei n.º 9.494/97, admitindo-se exceções quando em jogo situações especialíssimas, como, o estado de necessidade e a exigência de preservação da vida humana” (trecho do voto do Ministro Luiz Fux, no REsp 876.528).
Essa restrição se mostra mais evidente quando se almeja a antecipação da eficácia sob a forma liminar, ou seja, antes da formação do contraditório, daí porque seu deferimento imediato somente se mostra razoável em situações onde se revele a ineficácia temporal da medida ao se aguardar a fase de defesa, e desde que vise a proteção de valores relevantíssimos, como a proteção à vida ou para contornar um estado de necessidade urgente, no dizer do julgado anteriormente destacado.
No presente caso, vislumbro que a pretensão autoral de antecipação da tutela de urgência, praticamente esgota o objeto do pedido, e encontra obstáculo intransponível no ordenamento jurídico pátrio, conforme determinação do o art. 1º, §3º, da lei nº 8.437, de 30 de junho de 1992, que dispõe, in verbis: “Art. 1º.
Não será cabível medida liminar contra atos do Poder Público, no procedimento cautelar ou em quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preventiva, toda vez que providência semelhante não puder ser concedida em ações de mandado de segurança, em virtude de vedação legal. (...) §3º- Não será cabível medida liminar que esgote, no todo ou em qualquer parte, o objeto da ação.” (gn).
E ainda o Art. 1º da Lei 9494/97, disciplina: Art. 1º.
Aplica-se à tutela antecipada prevista nos arts. 273 e 461 do Código de Processo Civil o disposto nos arts. 5º e seu parágrafo único e 7º da Lei nº 4.348, de 26 de junho de 1964, no art. 1º e seu § 4º da Lei nº 5.021, de 9 de junho de 1966, e nos arts. 1º, 3º e 4º da Lei nº 8.437, de 30 de junho de 1992.
Por tais razões, temos a absoluta vedação à concessão de medidas antecipatórias dos efeitos da tutela em casos que se subsumam às hipóteses legais previstas no referido art. 1º da Lei nº 9.494/97, dentre as quais aquela que impede a tutela antecipada contra a Fazenda Pública quando tal providência esgotar, no todo ou em parte, o objeto da ação.
Diante do exposto e tudo devidamente examinado, reconhecendo não haver neste momento processual a presença dos requisitos dispostos no Art. 300 do Código de Processo Civil, INDEFIRO o pedido de tutela de urgência, ora formulado nestes autos.
Intimem-se as partes.
Expedientes necessários.
Fortaleza, 03de março de 2023.
DEMÉTRIO SAKER NETO Juiz de Direito -
07/03/2023 18:25
Expedida/certificada a comunicação eletrônica
-
07/03/2023 18:25
Expedida/certificada a comunicação eletrônica
-
07/03/2023 18:17
Expedida/certificada a comunicação eletrônica
-
03/03/2023 09:15
Não Concedida a Antecipação de tutela
-
17/02/2023 14:00
Conclusos para despacho
-
16/02/2023 11:19
Juntada de documento de comprovação
-
02/02/2023 16:33
Juntada de Petição de contestação
-
19/01/2023 16:54
Juntada de documento de comprovação
-
25/11/2022 15:28
Juntada de Petição de pedido (outros)
-
07/11/2022 10:45
Juntada de Petição de contestação
-
04/11/2022 15:14
Mandado devolvido entregue ao destinatário
-
04/11/2022 15:14
Juntada de Petição de diligência
-
03/11/2022 12:03
Recebido o Mandado para Cumprimento
-
03/11/2022 10:25
Recebido o Mandado para Cumprimento
-
03/11/2022 00:00
Publicado Intimação em 03/11/2022.
-
02/11/2022 00:00
Intimação
Comarca de Fortaleza 12ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza PROCESSO: 3004172-20.2022.8.06.0001 CLASSE: PROCEDIMENTO COMUM CÍVEL (7) POLO ATIVO: RAILSON ALVES GOMES REPRESENTANTES POLO ATIVO: BRUNO FERREIRA NUNES DE BARROS - CE35777 POLO PASSIVO:FUNDACAO GETULIO VARGAS e outros Recebo a inicial.
Defiro os benefícios da justiça gratuita.
Railson Alves Gomes almeja a antecipação liminar da eficácia da tutela jurisdicional de urgência requerida em ação ordinária contra o Estado do Ceará e a Fundação Getúlio Vargas–Fgv, no sentido de determinar aos requeridos, que ele, ora demandante, prossiga nas demais fases do certame - ((9.8), Avaliação Psicológica(9.9), Exame de Capacidade Física (9.10) e Investigação Social (9.11)) - do “Edital nº 1 de 27 de julho de 2021” e, acaso seja aprovado naquelas fases, automaticamente ingresse no Curso de Formação de Soldado e, consequentemente, com nomeação e posse, dado a vacância comprovada no Diário Oficial do Ceará, de 27 de maio de 2022, bem como, que seja declarado o andamento do concurso atualmente, e sua validade que dar-se-á por 2 (dois) anos quando da homologação do certame.
A antecipação da eficácia da sentença futura e provável – naquilo que se costuma chamar de antecipação da tutela de urgência – é admitida em sede jurisprudencial e doutrinária, em se cuidando de litígios envolvendo a Fazenda Pública, desde que preenchidos os requisitos gerais previstos no art. 300 do Código de Processo Civil, bem como o não enquadramento nas situações especiais delineadas pela Lei 9.494/97, e também inexistindo confronto com o sistema de pagamento por via de precatório (art. 100 da Constituição Federal).
Nunca é demais lembrar, todavia, que tal medida é revestida de excepcionalidade, em se cuidando de ações envolvendo o Poder Público, pois como alerta o Superior Tribunal de Justiça “A ratio da proibição da concessão de tutela antecipada de urgência contra a Fazenda Pública consiste em privilegiá-la, posto administradora dos interesses públicos, mercê de a providência irreversível surpreender o planejamento econômico-financeiro do Administrador.
Por esse motivo a regra é a aplicação da Lei n.º 9., admitindo-se exceções quando em jogo situações especialíssimas, como o estado de necessidade e a exigência de preservação da vida humana” (trecho do voto do Ministro Luiz Fux, no REsp 876.528).
Nesses casos, porém, há que se adotar um mínimo de prudência antes de se analisar o pedido, que é o da formação do contraditório, tendo em vista que a lei processual atribui eficácia diferenciada nas ações contra o Poder Público, condicionando a executoriedade da sentença à confirmação pelo tribunal (art. 475 do Código de Processo Civil), revelando-se temerária a decisão que antecipa essa eficácia sem a ouvida do Poder Público, salvo em situações de extrema urgência, e ainda assim este juízo tem adotado nessa circunstância a prática da ouvida prévia dos demandados, em tempo exíguo (72 horas).
Desse modo, entendo prioritário a formação da relação processual, com o oferecimento do contraditório, razão pela qual determino a intimação do Estado do Ceará e da Fundação Getúlio Vargas–Fgv para se manifestarem sobre o pedido de tutela de urgência no prazo de 72 horas.
Após a transposição dessa fase este juízo examinará o pedido antecipatório.
Intime-se a parte autora desta decisão.
Fortaleza, 1 de novembro de 2022.
ANA PAULA FEITOSA OLIVEIRA Juíza de Direito -
02/11/2022 00:00
Disponibilizado no DJ Eletrônico em 02/11/2022
-
01/11/2022 19:51
Expedição de Aviso de recebimento (AR).
-
01/11/2022 19:42
Expedida/certificada a comunicação eletrôinica
-
01/11/2022 19:38
Expedição de Mandado.
-
01/11/2022 19:37
Expedição de Aviso de recebimento (AR).
-
01/11/2022 16:06
Proferido despacho de mero expediente
-
28/10/2022 19:54
Conclusos para decisão
-
28/10/2022 19:54
Distribuído por sorteio
Detalhes
Situação
Ativo
Ajuizamento
13/09/2023
Ultima Atualização
06/05/2024
Valor da Causa
R$ 0,00
Detalhes
Documentos
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA • Arquivo
SENTENÇA • Arquivo
SENTENÇA • Arquivo
SENTENÇA • Arquivo
SENTENÇA • Arquivo
DESPACHO • Arquivo
DESPACHO • Arquivo
DESPACHO • Arquivo
DESPACHO • Arquivo
DECISÃO • Arquivo
DECISÃO • Arquivo
DECISÃO • Arquivo
DECISÃO • Arquivo
DECISÃO • Arquivo
DECISÃO • Arquivo
DECISÃO • Arquivo
DECISÃO • Arquivo
DESPACHO • Arquivo
DESPACHO • Arquivo
DESPACHO • Arquivo
DESPACHO • Arquivo
Informações relacionadas
Processo nº 3000568-06.2022.8.06.0016
Condominio Jose Isaac Pontes Neto
Silvio Rui Costa Almeida
Advogado: Joao Batista Teixeira Marques Filho
1ª instância - TJCE
Ajuizamento: 17/05/2022 09:44
Processo nº 3001455-96.2022.8.06.0013
Fabio Costa Sociedade Individual de Advo...
Nextel Telecomunicacoes LTDA.
Advogado: Livia Madruga Barbosa
1ª instância - TJCE
Ajuizamento: 14/09/2022 10:59
Processo nº 3000813-81.2022.8.06.0221
Raquel Fernandes Garcia
Telefonica Brasil S.A.
Advogado: Jose Alberto Couto Maciel
1ª instância - TJCE
Ajuizamento: 19/05/2022 15:37
Processo nº 0280033-58.2020.8.06.0160
Ministerio Publico Estadual
Companhia de Agua e Esgoto do Ceara Cage...
Advogado: Marcio Rafael Gazzineo
1ª instância - TJCE
Ajuizamento: 01/03/2022 13:10
Processo nº 3000454-09.2018.8.06.0016
Evangelista Torquato - Centro de Reprodu...
Sabrina Andrade Rocha Banhos
Advogado: Paulo Andre Lima Aguiar
1ª instância - TJCE
Ajuizamento: 30/04/2018 12:06